Gondomar tem novo presidente

Vai haver alguma auditoria às contas da Câmara?
Nunca chamarei auditoria porque tecnicamente pode não ser correto, mas vamos desencadear mecanismos para perceber a realidade financeira e orgânica da Câmara.

Sempre falou em mudança para Gondomar. O concelho vai deixar de ser um dormitório?
Temos que fazer um trabalho a médio prazo para que aumente a oferta de emprego e para que se reduza as movimentações pendulares diárias da população e para que isso faça com que diminua a ideia de dormitório. Mas isso só se consegue ao longo de vários anos, atraindo investimento para criar emprego.

Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar / Foto: Direitos Reservados

Foto: Direitos Reservados

O que é que um cidadão gondomarense poderá ter como garantido no seu primeiro ano de mandato?
Um conjunto de projetos que vão avançar logo no primeiro ano. Há uma coisa que em 2014 vai acontecer para todos os gondomarenses: a redução do IMI. O portal da transparência e um provedor do munícipe também são para avançar, assim como a questão dos projetos de requalificação da Feira da Belavista e do Mercado da Areosa e a atribuição de mais competências às juntas.

Relativamente à questão da recolha dos lixos em Gondomar. A recolha dos resíduos está agora entregue a uma empresa privada e já gerou alguma controvérsia no concelho. Pretende manter as coisas como estão?
O que eu sei é que há um contrato por dez anos. Importa perceber se está ou não a ser cumprido e importa também perceber um problema a montante – que foi uma falha grave da Câmara – que é o facto de o caderno de encargos ter sido mal elaborado. O caderno de encargos estaria abaixo da realidade que é necessária. Temos que estudar o contrato, analisá-lo e tomar decisões. Mas quem fala do contrato da recolha de resíduos, fala do contrato do fornecimento de água e do tratamento de águas residuais.

Outra situação sensível para os gondomarenses – porque também ela foi contestada – é o estacionamento pago em algumas zonas do concelho. Há algo que tencione fazer a esse respeito?
Para a Areosa já apresentámos uma proposta sobre essa matéria. Para o centro de Gondomar temos que analisar o que se passa. Mais uma vez digo que estamos vinculados a um contrato feito, bem ou mal. Mal na minha opinião. Temos que negociar com o operador porque a tarifa no centro de Gondomar é muito cara. Não estamos contra o princípio da regulamentação do estacionamento mas o preço é exagerado.

Na área dos transportes, o que vai ser feito em Gondomar?
Na questão da mobilidade, temos que melhorar as ligações internas e as interfaces – com a interação entre os operadores – e rapidamente tratar do alargamento da rede ‘Andante’ a todo o concelho. Neste momento, a única freguesia que tem cobertura da rede ‘Andante’ a 100% é Rio Tinto e, modéstia à parte, foi um trabalho meu de contacto direto da Junta com as entidades próprias.

Os quadros comunitários de apoio são para aproveitar para Gondomar?
Há uma obra que será provavelmente das mais caras nos próximos anos e que depende dos quadros comunitários de apoio. É a linha do metro para Valbom e S. Cosme e será para Gondomar exigir do Governo.

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