Gondomar tem novo projeto teatral, mas “não cabe mais ninguém”

Projeto Não Cabe Mais Ninguém - setembro 2018

Cátia Ferreira, Joana Linhas e Paula Castro dão vida ao projeto “Não Cabe Mais Ninguém” / Foto: Pedro Santos Ferreira

Joana Linhas, Paula Castro e Cátia Ferreira são as fundadoras do grupo de teatro intitulado “Não Cabe Mais Ninguém”. O grupo estreou-se em abril de 2017 e apresentou, a 22 de setembro, o espetáculo “Uma Noite a Preto e Branco [é só isso]”, de Harold Pinter, no Dramático e Beneficente de Rio Tinto.  

Duas atrizes, uma encenadora e não cabe mais ninguém. Foi assim que nasceu o mais recente projeto teatral gondomarense, intitulado “Não Cabe Mais Ninguém”.

Joana Linhas, 35 anos, Cátia Ferreira, 36 anos, e Paula Castro, 51 anos, todas naturais do concelho de Gondomar, decidiram levar a sério a paixão pela representação e encenação e apostaram na criação de um novo projeto, que teve a sua estreia no dia 24 de abril de 2017, nas comemorações do 25 de Abril da Junta de Freguesia de Rio Tinto.

“Essa é a data que marca o nosso início de atividade. Fomos desafiadas a preparar um espetáculo de poético e musical alusivo à Revolução dos Cravos e assim fizemos. No ano seguinte, voltamos a ser convidadas e apresentamos o espetáculo ‘O Rio de Liberdade'”, afirma Joana Linhas.

Contudo, a experiência deste trio remonta ao corAGEM – Grupo de Teatro do Centro Social de Soutelo, a IPSS de Rio Tinto onde se conheceram.

“Conhecemo-nos no final da década de 90, no grupo corAGEM. Tivemos esse percurso em comum, elas [Joana e Cátia] sempre como atrizes e eu como encenadora”, recorda-nos Paula Castro.

O nome – “Não Cabe Mais Ninguém” – surgiu por brincadeira, conta a encenadora. “A Joana estava ao telemóvel com a cunhada há demasiado tempo e eu fui lá interromper a chamada. Ela disse à cunhada que não tinha que desligar porque estava em ensaio de teatro e a cunhada perguntou-lhe se não cabia mais ninguém. A Joana respondeu: “Não, não cabe mais ninguém”. Estava escolhido o nosso nome”, conta, entre risadas.

Recentemente, o grupo levou a cena o espetáculo “Uma Noite a Preto e Branco. É só isso!”, uma adaptação de três “sketches” de Harold Pinter.

O projeto, “cem por cento amador”, dizem, sai-lhes “do corpo e do bolso”, mas tem dado “muito gozo” e “alguns bons momentos de reconhecimento do público”.

No horizonte está também a vontade de criar um espetáculo dedicado ao amor e uma peça de teatro radiofónico, a par da possibilidade de ver o projeto associado a uma coletividade que ainda não tenha o teatro nas suas fileiras.

“Somos amadoras por amor a esta arte e o maior reconhecimento que temos é o do público. Sabemos que temos que crescer lentamente, porque somos uma estrutura pequena, mas até agora tem acontecido tudo no tempo certo e esperamos que possa continuar assim”, sintetiza Cátia Ferreira.

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