Gondomar vence e ataca lugares de subida

Gondomar SC x Pedras Rubras - março 2018

Foi desta forma que se festejou o primeiro golo do jogo / Foto: Tiago Santos Nogueira

O Gondomar Sport Clube deslocou-se até Pedras Rubras para disputar a vigésima quinta jornada da Série B do Campeonato de Portugal. Ao mesmo tempo que um avião aterrava no aeroporto ao lado, os gondomarenses fizeram dois golos e mantiveram as suas redes invioláveis até ao final da partida.

O início do encontro mostrou, desde logo, as estratégias conservadoras de ambos os treinadores. Hélder Pereira, de 40 anos, e José Alberto, com 53, não queriam sofrer um golo cedo e tudo parecia muito equilibrado até ao momento em que o relógio indicou um quarto de hora de jogo e o árbitro viu uma falta do lado direito do ataque da equipa forasteira. Assim, houve espaço para um livre do experiente Manuel José, que já passou por clubes como Boavista, Vitória de Setúbal, Paços de Ferreira, entre outros. O seu cruzamento foi, de facto, meio golo. Colocou a bola tal como manda a lei, tensa e na cabeça do seu colega de equipa. O guarda-redes Isac ainda segurou a primeira tentativa, mas, na recarga, o central Tiago Graça não desperdiçou a oportunidade e atirou a contar, inaugurando o marcador no Estádio Municipal de Pedras Rubras. Adiantava-se, desta forma, o conjunto gondomarense. Como Cristiano Ronaldo uma vez disse, os golos são como o ketchup e, por isso, logo no minuto seguinte, o cruzamento de Francisco Sousa – bom de bola este miúdo que jogou nos juniores do Sporting  – viajou com conta, peso e medida até à cabeça de Manuel Namora, que não vacilou e demonstrou, desta forma, a sua veia goleadora que remonta a tempos onde brilhava com as cores do Rio Ave. Foram dois minutos de sonho para a turma gondomarense. Mas ainda havia muito jogo pela frente.

Pouco depois da meia hora, alteração forçada na equipa orientada por José Alberto. Pedro Nunes teve que abandonar o terreno de jogo e entrou o médio Ari paro o seu lugar. Já Hélder Pereira aproveitou também esse “timing” para mexer, uma vez que não estava satisfeito com o rendimento do seu avançado, trocando-o por Vítor Andrade. Depois do segundo golo, não houve mais oportunidades de golo por parte do Gondomar no primeiro tempo. Ainda assim, foi gerindo o encontro de forma inteligente, embora nunca o dominando, sendo que o Pedras Rubras também não criou grandes situações de perigo até ao intervalo, embora sempre com mais bola. Aboubakar, médio-defensivo do conjunto local, demonstrou bastante qualidade. Com e sem bola. Estava em todo o lado e também na origem de excelentes passes de um lado ao outro do campo. A variar o flanco e a desequilibrar a organização defensiva da equipa contrária.

Ao intervalo saiu Nuno Costa na equipa da casa, algo apagado durante o primeiro tempo, e entrou para o seu lugar o número 10, Miguel Batista. Para jogar entre-linhas, a servir o ponta ou mesmo a tentar situações de finalização. À medida que a segunda parte se ia desenrolando, levantou-se o porquê deste atleta de 24 anos não jogar de início. Fica a questão. Nota também para Ricardo Portilho e Miguel Vaz, os dois esquerdinos das laterais são bons de bola e fazem todo o corredor com extrema diligência. E, claro, destaque para Manuel José, que joga de “cadeirinha”, à frente da defesa, a pautar o jogo da sua equipa. Quem sabe nunca esquece, por muito que a frescura física esteja longe do melhor nível. E uma palavra também para o técnico gondomarense, que o potencia da melhor forma. Variando-o de posição no campo, gerindo o esforço de forma exímia e rentabilizando ao máximo o seu rendimento.

É verdade que o Pedras Rubras foi melhor do que o Gondomar nos segundos 45 minutos. Contudo, as constantes ameaças da equipa da casa não tiveram o eco desejado no resultado. Também por culpa de Pedro Cavadas, que esteve sempre bastante seguro. Já perto do final do encontro, saiu Sousa e entrou Siriki Camará para o seu lugar, com a missão de segurar a bola e de colocar alguma calma no jogo.

Faltam cinco finais para a formação orientada por José Alberto. O sonho da Segunda Liga pode concretizar-se e o Estádio de São Miguel está ansioso por receber clubes recheados de história no futebol português. Viajando até aos tempos do início do século, onde outrora Jorge Jesus, Zé Pedro, Silas, entre tantos outros, pisaram o relvado gondomarense.

Namora, quando o sucesso fica mais perto
Manuel Namora é craque, não engana. A formação deste jovem atleta não precisa de apresentações e é, de facto, uma enorme mais-valia para o Gondomar Sport Clube. Não necessita de muitas oportunidades para balançar as redes adversárias. Demonstrou ser um avançado letal. E com Francisco Sousa e Manuel José a servi-lo na perfeição, as coisas ficam bem mais simples.

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