Há serviços que não podem encerrar!

Li e ouvi muitas notícias sobre o encerramento do posto dos CTT da Areosa. A decisão, reconheço, ultrapassa em absoluto a intervenção de uma qualquer junta de freguesia ou câmara municipal. São decisões muitas das vezes economicistas, centradas no lucro e que pouco (ou nada!) se preocupam com as populações e com os serviços que lhes são prestados.

Os postos dos correios espalhados pelo país desde sempre foram um local de relevante importância e de vários serviços prestados às populações. Sei bem que, nos últimos anos, muito tem mudado na caracterização dos serviços e valências que são proporcionados nestes locais. Aquilo que “era” um posto de correios há uma ou duas décadas é, hoje, bem diferente. As necessidades das pessoas são diferentes. Há outras soluções que, para alguns, são mais cómodas, mais acessíveis e, até, mais baratas.

Mas esquecer-se-ão alguns “iluminados” que ainda há quem recorra aos CTT para fazer o que sempre fez. Para utilizar os postos dos correios para assuntos simples, mas de extrema importância para quem os solicita.

Bastará visitar um posto dos CTT para confirmar tal facto. E para ver as faixas etárias que mais utilizam os CTT. E esta é uma constatação que faço sobre os meios mais urbanos. Agora, por exemplo, imaginem nas zonas “menos centrais”, mais afastadas de tudo… Um posto dos CTT é, tenho a certeza, de inegável importância.

E não esqueçamos os comerciantes e a restante atividade económica, sempre ignorados, que na zona de intervenção do posto dos CTT da Areosa são num número bastante relevante e predominante, e que usam bastante o envio e receção de encomendas e os outros serviços.

O que aconteceu na Areosa não é/foi caso único. Nem foi o primeiro ou será o último. Lembro-me do que aconteceu há uns anos em Valbom. E lembro-me, muito bem, do que foi feito pelo então presidente da Junta (José Gonçalves Oliveira). Em 2007, decidiram fechar o posto de Valbom mas, “sacrificando” e com esforço e algum investimento em recursos humanos, o então presidente da Junta conseguiu manter os serviços em funcionamento. Imaginem que,  até conseguiu um aumento da comparticipação recebida e renegociou as comissões.

A questão é esta: José Gonçalves fez! Em vez de apenas falar… E o que aconteceu em relação aos CTT da Areosa é que ouvi falar muito, mas não vi fazer quase nada. Pergunto ao presidente da Câmara de Gondomar o que fez para resolver este assunto?

Li umas quantas coisas mas, como já estamos habituados, da parte do presidente da Câmara de Gondomar, coloca alguns comentários no Facebook ou transmitindo umas quantas generalidades em notícias de jornais, rádios ou televisões. E, volto a perguntar, qual foi resultado prático para as pessoas?

E passo a citar o “post” no dia 15 de janeiro no seu Facebook: “CTT na Areosa só encerrará após alternativa! […] Foi preciso vir a Lisboa, mas valeu a pena!”

Afinal o que valeu a pena? Ir a Lisboa? Não sei, mas o que vejo… Apesar de neste caso a decisão ser da administração dos CTT, ultrapassando a nossa vontade. Do presidente da Câmara. E da Junta. Mas, às vezes, é imperativo falar menos e fazer mais. Criar resultados. Em vez de “bitaites” para notícias…

Aguarda-se, como prometido – e “garantido”! – pelo presidente da Câmara, que consiga em breve abrir um novo balcão dos CTT próximo daquele que foi encerrado na Areosa. A bem da população.