Há uma Adega a editar música em Rio Tinto

Na foto: Pedro Carvalho, Nuno Cardoso, Alexandra Braga, Rafael Silva e Juliana Constantino/Foto: Pedro Santos Ferreira

Na foto: Pedro Carvalho, Nuno Cardoso, Alexandra Braga, Rafael Silva e Juliana Constantino/Foto: Pedro Santos Ferreira

Já os confundiram com um restaurante típico mas o nome não deixa dúvidas: Adega Records. Sediada na zona da Venda Nova, a editora formada por Alexandra Braga quer “criar um selo de qualidade” e ajudar novas bandas a gravar as suas músicas. Frankie Shue e Oak Inc são os mais recentes projetos da editora.

 Em 2010, Alexandre Braga, músico e produtormusical, estava à procura de casa e pediu à agência imobiliária um sítio onde pudesse “fazer barulho”. Uma antiga adega situada na zona da Venda Nova, em Rio Tinto, foi o local ideal para o jovem do Porto que encontrou “potencial no espaço para criar um estúdio de gravação”. Dois anos depois, a equipa ficou definida e formou-se a Adega Records, uma associação musical sem fins lucrativos. “Escolhemos este nome por causa do espaço – a antiga adega – e porque soava bem lido em inglês”, explica o presidente da direção, coordenador e editor da Adega Records.

Em 2014 foi lançado o primeiro EP da banda Frankie Shue, projeto interno da editora, formado Luís Meireles, Nuno Cardoso e Alexandre Braga. O trabalho abriu portas à Adega Records que tem agora mais de uma dezena de bandas a gravar em estúdio.

“Queremos criar um selo de qualidade e provar que podemos ajudar as bandas como parceiros. Não podemos fazer isso com qualquer banda mas vamos tentar pensar em grupos que podem precisar disto e que não façam da editora só um sítio para gravar”, diz o responsável pela associação.

Para Juliana Constantino, do departamento de imagem e vídeo, o objetivo é “ajudar as bandas em todos os aspetos” para conseguir o melhor “produto possível” através de “pacotes de gravação de áudio e vídeo”.

Os membros da Adega não colocam barreiras aos estilos musicais que podem vir a editar, contudo “criar um selo de qualidade” e trazer “projetos que rompem com a continuidade do que tem sido feito” são os objetivos da editora independente.

O mais recente trabalho editado, o EP homónimo da banda Oak Inc, formada por Pedro Carvalho e Alexandre Braga, assume-se como um projeto “diferente e assumidamente eletrónico”. “Ainda estamos a aguardar feedback mas vamos continuar a tentar divulgar as músicas e contar novas histórias com os videoclipes”, mencionam o músicos dos Oak Inc.

Recentemente a editora começou a gravar com a banda Ana París, de São Pedro da Cova, mas os responsáveis da Adega Records lamentam a “dificuldade em contactar os gondomarenses”, mas esperam dar-se a conhecer através da Câmara de Gondomar e das Juntas de Freguesia e “dar a conhecer a Gondomar ao país”.

Nos planos da editora está a também a realização de um festival e o lançamento de novas bandas com o apoio da Adega Records. “No futuro podemos vir a lançar bandas que nunca teriam essa possibilidade ou criar um festival”, conclui Juliana Constantino.

(Caixa) Os trabalhos da Adega:

Desde a sua fundação, em 2010, a Adega Records foi responsável por vários projetos internos e externos. Os mais recentes – Frankie Shue e Oak Inc – acompanham as bandas Espalha Alegria, The Lazy Faithful, Gio Zero Point Energy, Eat Bear e Coelho Radioativo, que gravaram nos estúdio da editora riotintense. No portfólio da Adega estão ainda vídeos publicitários, curtas metragens, videoclips e documentários.

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