Hernâni Torres: “Procuro sempre explicar o meu objetivo, a minha missão”

Hernâni Torres - outubro 2017

Hernâni Torres é o primeiro guarda-noturno de Rio Tinto / Foto: Direitos Reservados

Hernâni Torres é desde o início de setembro o guarda-noturno de Rio Tinto, o primeiro na história da freguesia, após abertura de um concurso público para esta área geográfica.

Foi escolhido para ser o primeiro guarda-noturno da cidade de Rio Tinto. O que o levou a candidatar-se a este cargo?
Confesso que não tinha experiência nesta área, mas há uns anos tive conhecimento de um primeiro concurso para guarda-noturno. Na altura tentei participar mas não consegui e desta vez fui alertado por um amigo meu da PSP de Rio Tinto, que me indicou que a Junta de Freguesia iria abrir uma vaga para guarda-noturno de Rio Tinto. Foi aí que decidi candidatar-me.

Como encarou a sua escolha para o cargo?
Soube do resultado em agosto e entrei ao serviço no dia 4 de setembro. Uns dias antes o presidente Nuno Fonseca ligou-me e veio apresentar-me ao intendente da esquadra de Rio Tinto.

Todos os dias tenho que me apresentar na esquadra antes de começar o serviço que dura, por norma, da meia-noite até às 6h. Excecionalmente, pode existir outro horário, sempre de seis horas, desde que a esquadra seja previamente avisada.

Que trajeto faz habitualmente?
Começo na Praça da Estação até à Junta de Rio Tinto, passando pela Igreja, Estrada Nacional 15, Cidade Jovem e os dois campos do SC Rio Tinto.

Este é um trabalho muito isolado, realizado durante a noite. É difícil passar o tempo na estrada?
Há pessoas que ainda não sabem que existe um guarda-noturno, nem conhecem a nossa função e por vezes desconfiam do nosso trabalho. Por isso, procuro sempre explicar o meu objetivo, a minha missão.

A sua rota pode ser alterada?
A vigia é feita por zonas. Posso vigiar casas particulares, lojas ou empresas, desde que exista essa vontade por parte do cliente. Há clientes com alarme e que mesmo assim aderem ao nosso serviço. Os clientes que aderem têm direito ao dístico que fornecemos.

Além disso, tenho que andar sempre devidamente fardado e com o carro identificado.

Importa dizer que a Junta de Freguesia e a Câmara de Gondomar não me pagam nada, eu é que sou responsável por angariar clientes. Contudo, não é obrigatório pagar pela minha passagem em certas zonas, apesar de ser um contributo importante porque a patrulha também tem os seus custos. Cada um dá o que pode dar.

Acredita que um guarda-noturno fazia falta a Rio Tinto?
Sem dúvida. Estamos a acompanhar a média nacional, que tem notado um crescimento dos guardas-noturnos em Portugal. Hoje há colegas que fazem o serviço de carro, outros que fazem a pé e outros que andam acompanhados por cães treinados.

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