HighLanders: equipa de basebol gondomarense quer impulsionar modalidade no concelho

A equipa gondomarense integra atletas dos Bufallos Baseball Clube / Foto: Ricardo Vieira Caldas

Os HighLanders treinam até setembro no campo do FC Ramalde / Foto: Ricardo Vieira Caldas

Começaram com o flag football [futebol americano] e atualmente complementam a época desportiva – de março a setembro – com a modalidade de basebol. Os HighLanders nasceram em 2011 no FC Ramalde, em S. Cosme, e ambicionam um crescimento para a modalidade americana em Portugal.

Paulo Pereira é o coordenador desportivo dos HighLanders, e equipa de basebol do FC Ramalde. O campo da Estrada D. Miguel, junto à A43, é o local de treino para uma dúzia de jovens atletas, às terças, quintas e sábados. O dirigente confessa ao Vivacidade que a ideia inicial não passou pelo basebol. “Em 2011, começamos com o projeto do futebol americano. Houve uma imediata disponibilidade do FC Ramalde em integrar esse desporto. Havia condições para receber a modalidade e surgiu a oportunidade de iniciar o projeto. Iniciamos com o flag football que ganhou raízes e solidificou um grupo. Depois acabou por colocar-se a hipótese de criar uma equipa de basebol” começa por explicar Paulo Pereira. “A época do futebol americano dura de setembro a dezembro e pôs-se a hipótese de darmos continuidade ao flag football e assim formamos o basebol, com a parceria de um outro clube”, acrescenta. O basebol dos HighLanders surge então com a fusão da equipa gondomarense e os Bufallos Baseball Clube, do Porto. “A eles faltava-lhes o número de jogadores e a nós o conhecimento da modalidade”, explica Paulo Pereira que, “surpreendentemente” colocou a equipa num 4.º lugar da Liga Atlântica de Basebol.

Estádio Municipal de Valbom, “o ideal” para os HighLanders

Contentes com as condições que o FC Ramalde oferece para a prática desportiva, os HighLanders sonham mais alto e ambicionam um dia poder treinar no Complexo Desportivo de Valbom, agora remodelado. “Funcionamos como um grupo, temos o apoio do FC Ramalde e aceitamos todos os apoios que nos queiram dar. A nossa primeira preocupação é a segurança. Temos uma estrada vital no concelho e facilmente colocamos a bola para lá da rede. Se as bolas acertarem nos carros pode haver perigo e temos tido algum cuidado com isso, mas preferíamos não ter essa necessidade. Tirando esse aspeto temos boas condições. O campo ideal para nós é o Estádio Municipal de Valbom. Se fosse possível gostaríamos de treinar lá. Lançamos o repto à Câmara e estamos à espera de resposta porque é um espaço com grandes vantagens e mais próximo do Porto”, menciona o coordenador.

Para além de melhores condições, a equipa deseja “massa humana”, indica Paulo Pereira. “Queremos sobretudo que o grupo cresça e que ganhe força. O basebol é mais caro que o flag football. No entanto, não será por isso que as pessoas não podem praticar porque aqui oferecemos todas as condições. Quem não pode pagar uma mensalidade também não vai ficar de fora. O objetivo é conseguirmos ter visibilidade para conseguirmos um maior número de atletas que nos permita apresentar-nos como equipa à Federação”, conclui.

“Esperamos ter mais jogadores e pessoas interessadas no basebol”

Álvaro Vaz – que veio dos Bufallos e é treinador nos HighLanders – partilha a mesma opinião do coordenador Paulo Pereira e refere que o que falta para a modalidade crescer “são pessoas que tenham vontade em participar neste projeto”. “Esperamos ter mais jogadores e mais pessoas interessadas no basebol. O grande objetivo que temos é formar novos atletas e promover o desporto, criando uma alternativa diferente aos desportos mais habituais, como o futebol, o basquetebol e o voleibol”, afirma.

Apesar de pequena a equipa já vai somando vitórias, garante o treinador. “Os mais novos já venceram uma competição, fruto do trabalho deles. A formação tem uma grande facilidade e vontade de aprender, que é muito importante. No entanto, ainda temos pouco tempo de trabalho e isso nota-se contra equipas com mais experiência”, refere. Guilherme Ferreira tem 18 anos e nos HighLanders é intitulado como “campeão da equipa”. “Comecei a jogar em 2011. Vi um jogo na televisão, fui à internet ver as regras por curiosidade e acabei por entrar na modalidade. É a minha primeira época nesta equipa. Já tinha representado os Vikings, de Vila do Conde, em 2011, e agora vim para aqui. Ganhamos a CAB [Conferência Atlântica de Basebol], o que foi muito positivo para nós porque havia equipas com mais experiência do que nós”, afirma o lançador e receptor de bola da equipa gondomarense. Também a dar os primeiros passos na equipa, Marco Rocha, o atleta mais novo, com 14 anos, sentiu curiosidade pelo basebol. “Quis experimentar a modalidade e estou a gostar do que faço. Sinto paixão pelo desporto. Tive conhecimento desta equipa porque um amigo meu falou-me”, revela o atleta sampedrense.

A próxima época de basebol começa em março de 2016 e até lá os HighLanders regressam ao futebol americano.

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