Igor Correia: “Adoraria que este título me pudesse abrir portas no futuro”

Igor Correia - novembro 2016

Igor Correia, campeão europeu de futebol de rua / Foto: Ricardo Martins

Jovem talento gondomarense, Igor Correia, ajudou a colocar o nome do nosso país no topo da Europa. O futebol de rua começa a ter um maior impacto no planeta do desporto e esta conquista do Campeonato Europeu vem lembrar isso mesmo aos portugueses.    

Como nasceu o teu interesse pelo futebol de rua?
Surgiu através de um projeto de inserção social chamado EntrEscolhas Geração D’Ouro, que já não está disponível. Era um projeto bom, não só para mim, mas também para os miúdos mais novos do bairro onde vivo. Depois fizeram-me o convite para ir aos treinos do futebol de rua, explicaram-me as regras e eu fiquei muito interessado em jogar.

Como foi a tua caminhada até à seleção nacional?
Começou em 2014. Participamos no campeonato distrital, depois no nacional, onde atingimos a final e saímos derrotados. Este ano vencemos também o distrital e fomos ao nacional. Passado um tempo recebi a notícia de que tinha sido escolhido para representar Portugal.

Num ano em que nos sagramos campeões europeus de futebol, agora foi a vez do futebol de rua… Há muito trabalho na origem deste título?
Sim, muito trabalho mesmo. Portugal é Portugal e luta sempre para alcançar o maior número de títulos possível, o futebol de rua não foi exceção.

Sabemos que a Holanda, seleção que venceram na final, foi a primeira seleção que defrontaram neste Europeu e perderam esse encontro. Qual foi a grande mudança que permitiu um 6-1 na final?
No primeiro jogo entramos um bocado nervosos e ansiosos. Ouvir o hino pela primeira vez como jogador causou bastante nervosismo. Deixamos a Holanda pensar muito o jogo e faltou-nos também acerto na finalização. No jogo da final, as coisas foram diferentes, caímos em cima da Holanda.

Tens algum ídolo no futebol/futebol de rua?
Tenho muitos ídolos no futebol e no futsal, mas acho que não foi através deles que me inspirei nesta modalidade. No futebol de rua, tenho um ídolo que é como se fosse meu irmão, chamado Bruno Almeida, mais conhecido por Tocha.

E agora? Qual esperas ser o impacto deste título na tua carreira?
Adoraria que este título me pudesse abrir algumas portas no futuro, quem sabe fazer disto o meu trabalho, aquilo que gosto verdadeiramente. Fez-me crescer, não só como jogador, mas essencialmente como pessoa.

Julgas que esta vertente do futebol de rua poderia ser bem mais explorada em Gondomar?
Julgo que sim. Gostava que fosse mais explorada aqui porque é a terra onde eu vivo e ia fazer bem às pessoas gondomarenses conhecer a modalidade.

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