Joana Amaral Dias e Rui Rio estiveram em Gondomar para debater o 25 de Abril

Fernando Gomes sucede na lista de convidados já no dia 24, na Biblioteca de Gondomar

Na foto: Joana Amaral Dias e Rogério Gomes

Na foto: Joana Amaral Dias e Rogério Gomes

A líder do grupo político “Agir” e ex-deputada do Bloco de Esquerda, Joana Amaral Dias, e o antigo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, integraram, a 6 e 13 de abril, o painel de convidados para as ‘Conversas de Abril’, dinamizadas pela Câmara Municipal de Gondomar para celebrar o 41.º aniversário do 25 de Abril. O também ex-edil da autarquia do Porto, Fernando Gomes é o convidado que se segue, num colóquio a realizar-se no dia 24 de abril, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal.

Joana Amaral Dias: “Temos que refletir a necessidade de fazer um outro 25 de Abril”

Joana Amaral Dias confessou, no dia 6 de abril, ao Vivacidade, a “necessidade de se fazer um outro 25 de Abril”. A líder do grupo político “Agir”, que recentemente se coligou com o Partido Trabalhista Português numa candidatura às próximas eleições legislativas, abriu as “Conversas de Abril” numa sessão que teve lugar na Casa Branca de Gramido. O debate foi moderado pelo jornalista Rogério Gomes.

“O 25 de Abril tem significado especial para os que nasceram depois da Revolução dos Cravos, especialmente para uma política que tem criticado muito estes 40 anos de democracia. A Revolução trouxe-nos a escola pública, o Sistema Nacional de Saúde e da Segurança Social e foi muito importante para o contributo dos partidos para a democracia portuguesa, sobretudo para nós que tivemos o privilégio de nascer em democracia”, refletiu Joana Amaral Dias na abertura da sessão. “Antes da Revolução o país estava muito atrasado face à Europa e por isso temos que agradecer aos capitães de abril e a todos os que lutaram por esse dia. No entanto, temos assistido a uma degradação das instituições e do espaço público. Na minha opinião tem havido um enfraquecimento da nossa democracia. As pessoas deixaram de ir votar e de participar na política do nosso país. Há partidos políticos que acham que são donos e senhores da democracia portuguesa. A democracia tem que ser uma via verde da participação das pessoas”, admitiu ainda a ex-deputada do Bloco de Esquerda.

À margem da iniciativa Joana Amaral Dias manifestou, ao Vivacidade, “a necessidade de fazer um outro 25 de Abril”. “Temos que devolver os instrumentos políticos às pessoas. Por exemplo, para propor um referendo à AR são necessárias 75 mil assinaturas, mas para ser candidato às eleições autárquicas da Câmara de Lisboa são necessárias 20 mil assinaturas”, explicou a comentadora política da RTP.

O presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins marcou presença na cerimónia inaugural das “Conversas de Abril” – onde também esteve presente o vice-presidente, Luís Filipe Araújo – e agradeceu a Joana Amaral Dias por abrir o evento. “É com muita honra que recebemos aqui a Joana Amaral Dias para nos falar da democracia. Esta é a segunda vez que se comemora o 25 de abril em Gondomar, nos últimos 20 anos. A expectativa é alta, tendo em conta o tema”, referiu Marco Martins.

Para a líder do grupo político “Agir”, que assume coligação com o Partido Trabalhista Português na perspetiva das próximas eleições legislativas, o Serviço Nacional de Saúde, a democratização do acesso ao ensino e a Segurança Social constituem três boas heranças do 25 de abril que importa defender, por oposição ao “lado negro” em curso que retira direitos aos cidadãos e lhes impõe uma austeridade sem limite.

“É por isso que eu penso que é necessário um outro 25 de abril, uma rutura que tem de ser construída, de que não o sei o nome, de um momento-chave na vida das pessoas que precisam de três coisas: a subordinação ao poder político, o fim da corrupção que grassa e a defesa do Estado social” – afirmou Joana Amaral Dias, durante o colóquio moderado pelo ex-jornalista Rogério Gomes.

 

Na foto: Rui Rio, Domingos Andrade, Marco Martins

Na foto: Rui Rio, Domingos Andrade, Marco Martins

Rui Rio debateu democracia e presidenciais em Gondomar

O social-democrata Rui Rio foi o convidado da segunda sessão da iniciativa “Conversas de Abril”, no dia 13 de abril, organizada pela Câmara Municipal de Gondomar, na comemoração do 41.º aniversário da Revolução dos Cravos. À chegada ao Hospital Escola Fernando Pessoa, o autarca não se pronunciou sobre as eleições legislativas nem sobre as presidenciais e recusou ser um “D. Sebastião”. “Não vou falar de eleições, há poeira a mais no ar. Conhecem-me já há muitos anos e não entro nessa poeira”, disse o social-democrata à comunicação social.

Já em palco, ao lado de Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar, num debate moderado por Domingos Andrade, diretor executivo do Jornal de Notícias, o ex-presidente da Câmara do Porto, insistiu na necessidade do presidente da República promover consensos políticos para reformar o regime. “Gostaria que o próximo Presidente da República fomentasse consensos políticos. Devem organizar-se alterações e reformas que levem à confiança na política”, disse Rui Rio.

Questionado pelo moderador e pelo público o ex-autarca nunca admitiu a possibilidade de ser candidato às eleições presidenciais de 2016. Durante o debate o social-democrata abordou vários temas da atualidade e falou sobre a reforma da justiça e da comunicação social.

Marco Martins: “Cada vez mais vivemos uma ditadura sem rosto”

Para o presidente da Câmara de Gondomar há cada vez mais “uma ditadura sem rosto” que determina as ações políticas. Marco Martins admitiu também a necessidade de reforçar os poderes presidenciais e apontou como exemplo o sistema presidencialista francês. Sobre a possível candidatura de Rui Rio às eleições presidenciais, o autarca gondomarense admitiu que a vida política do ex-presidente do Município do Porto “ainda não acabou”.

O próximo convidado do Município é o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Fernando Gomes, que debate num colóquio a realizar-se dia 24 de abril, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal.

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