José Fernando Moreira: “Neste Natal e na passagem de Ano, a recolha dos resíduos praticamente não irá ser afetada”

 

José Fernando Moreira, vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Gondomar / Foto: Pedro Santos Ferreira

Em discurso direto, José Fernando Moreira, vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Gondomar, revelou o plano de recolha de lixo traçado para a época natalícia e passagem de ano. Ao Vivacidade, o autarca fez também o balanço dos objetivos alcançados e por alcançar.

Para este Natal e passagem de Ano quando serão feitas as recolhas?

Neste Natal e na passagem de Ano, a recolha dos resíduos praticamente não irá ser afetada, encontrando-se já concertado com o nosso prestador de serviços, Rede Ambiente, o plano de trabalhos.

Nos domingos, dias 24 e 31 de dezembro, irá haver recolha, realizando-se os circuitos diurnos das 7h às 13h e os circuitos noturnos serão antecipados para o período das 13h às 19h.

Nas segundas-feiras, dias 25 de dezembro e 1 de janeiro (dia de Natal e dia de Ano Novo), não haverá recolha, pelo que os resíduos não deverão ser colocados na via pública nesses dias.

A recolha será retomada nos horários habituais nos dias 26 dezembro e 2 de janeiro.

Desta forma, pretendemos ir ao encontro das expetativas quer dos gondomarenses, como dos trabalhadores e seus familiares que pretendem conviver em família nestes dias de grande importância para todos, sem por em causa o serviço público.

O que fez o município de Gondomar para dar cumprimento às exigências comunitárias e nacionais?

No âmbito do PERSU 2020 foram fixadas como metas, para o sistema LIPOR, 50 kg/habitante por ano de retomas de recolha seletiva e 35 % de preparação para reutilização e reciclagem.

Neste contexto, sabendo-se que Gondomar, no quadro dos oito municípios da LIPOR era aquele que apresentava as piores taxas de separação e reciclagem, consequência da falta de estratégia e de investimento nesta área durante décadas, era fundamental assegurar o cumprimento das metas e diretrizes comunitárias e nacionais, motivo pelo qual o Município de Gondomar aprovou, no ano de 2014, o seu Plano de Ação para os Resíduos Urbanos (PAPERSU), plano este validado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), assente essencialmente em três linhas de orientação estratégica: Eixo I – Prevenção da produção e perigosidade, Eixo II – Incremento da recolha seletiva multimaterial e Eixo V – Comunicação e sensibilização.

Qual o balanço das ações até agora implementadas?

Com o conjunto de ações já implementadas, os resultados são amplamente positivos e bastante satisfatórios.

No Eixo I – Prevenção da produção e perigosidade, no qual nos propusemos a aumentar a compostagem e atingir uma rede composta por 3000 compostores colocados no terreno até 2020, até à presente data já foram entregues cerca de 2500 unidades. No que se refere ao alargamento de hortas comunitárias, o município contabiliza seis hortas biológicas, encontrando-se a ação concretizada na totalidade. No entanto, não paramos por aqui, preparando-nos para inaugurar uma nova horta, em Sevilhães, na freguesia de Rio Tinto.

No Eixo II – Incremento da recolha seletiva multimaterial, sabendo-se as limitações da recolha seletiva por proximidade, através dos tradicionais ecopontos, modelo este esgotado no que se refere à margem de progressão de quantitativos recolhidos, a estratégia passa pela recolha seletiva porta-a-porta, com maior comodidade e conforto para a população, à semelhança das melhores práticas já implementadas com sucesso noutros municípios.

Pela primeira vez conseguimos a implementação de circuitos de recolha seletiva porta-a-porta não residencial – comércio e serviços (atualmente contamos com dois circuitos, com mais de 500 aderentes); o alargamentos da rede de pontos de recolha de Óleos Alimentares Usados e cumprir já com a meta; alargar a rede de ecopontos (atualmente contamos com 505 módulos).

Trazer para Gondomar o projeto Eco SHOP – projeto pioneiro a nível nacional, que teve inicio no mês de novembro, e que está a ser implementado experimentalmente nas Escolas e IPSS do Concelho, através do qual as instituições inscritas acumulam pontos em função da entrega dos resíduos recicláveis, sendo estes convertidos em vales de desconto em bens de primeira necessidade, para o funcionamento dessas instituições. É um projeto que para além da importância ambiental tem um forte componente social.

Mas, o mais importante é ter já concluído o estudo para avançar já no início de 2018 com o porta-a-porta residencial, nas freguesias de Rio Tinto, Fânzeres, São Cosme e São Pedo da Cova, num total de 3738 fogos (aproximadamente 9200 habitantes).

O objetivo é atingir, em 2020, cerca de 18.000 fogos (aproximadamente 42.500 habitantes).

Este tipo de recolha será efetuado através de contentores de recolha seletiva individuais, de pequena dimensão.

O que considera fundamental para a prestação de um bom serviço de recolha de resíduos e limpeza urbana?

Independentemente de todos os projetos que estão a ser implementados e dos objetivos definidos pelo município, o mais importante é prestar um bom serviço às populações na recolha diária dos resíduos e na limpeza urbana.

É para esse efeito que os serviços municipais do Ambiente, dispõe de um serviço de tratamento e gestão de reclamações e sugestões, assim como do acompanhamento e fiscalização diária no terreno do nosso prestador de serviços (Rede Ambiente), com o objetivo de melhorar a qualidade das recolhas e da limpeza das ruas, que sabemos, agora, estar incomparavelmente melhor do que há um ano ou dois anos atrás.

Para esta melhoria em muito tem contribuído a forma participada dos cidadãos e das juntas de freguesia, na comunicação de aspetos relacionados com as recolhas, com a limpeza das ruas e com a apresentação das mais diversas sugestões.

Todo este processo só continuará a gerar bom resultado se conseguirmos mobilizar os munícipes, não só motivando-os a aderir aos novos sistemas de recolhas seletivas e separação de resíduos, mas também que nos façam chegar diariamente as suas reclamações e sugestões para melhoria dos serviços, tendo para esse efeito ao seu dispor contactos telefónicos ou eletrónicos.

A este propósito realçamos que os serviços municipais dispõem de um serviço de recolha gratuita no domicílio de objetos volumosos fora de uso (eletrodomésticos, mobiliário, colchões e outros resíduos similares), que poderá ser solicitado através de marcação pelos meios atrás referidos, evitando-se a sua deposição na via pública.

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