José Paiva: “Em três anos já foram investidos cerca de dois milhões de euros na União de Freguesias”

Neste mês de novembro o VivaCidade foi até ao alto concelho, às freguesias de Melres e Medas, descobrir como é o dia do Presidente José Paiva que, atualmente, desempenha o seu terceiro ano do primeiro mandato.

O relógio marca 9 h da manhã, horário em que o autarca entra ao serviço. Como tem ao seu encargo duas juntas de freguesias, por questões de logística, a primeira a ser visitada é a Junta de Medas, onde começa logo por confirmar se há alguma pendência a ser resolvida e se há algum cidadão que necessite da sua atenção. Após realizar toda esta sua logística na Junta, o autarca revela-nos que dependendo dos dias ‘’vou Primeiro à Junta de Melres ou vou visitar algumas obras que estão em curso na Freguesia de Medas’’.

Saímos da Junta e partimos em direção à Igreja de Medas, onde José Paiva necessitou deslocar-se para conferir uma situação respeitante às luzes Natal que serão colocadas no local, ‘’vamos colocar uma árvore de Natal junto às igrejas de Medas e de Melres, vamos também colocar iluminação na principal zona comercial da União de Freguesias que é a Rua das Quintãs e, em simultâneo vamos colocar na rotunda da A41 que no fundo é uma das portas de entrada da União de Freguesias’’, um investimento de 1500 euros e que em princípio serão acesas no dia 1 de dezembro.

Ainda no local, o autarca revela-nos que o terreno que se encontra próximo à igreja
será transformado num parque de lazer para a população poder disfrutar de um espaço verde com todas as condições.

>Futuro Parque Lazer

Uma obra que está no programa da Câmara Municipal de Gondomar e que conta com a ajuda da Junta de Freguesia. O responsável explica que o projeto está a ser elaborado e ‘’contamos que já no próximo ano esteja numa fase de execução’’.
Partimos em direção à Junta de Melres onde o seu planeamento é similar ao da Junta de Medas. No local o autarca revela-nos que ‘’um Presidente de Junta nunca consegue ter um horário ou agenda definida”, porque há sempre novas situações que vão surgindo’’. Agora com a pandemia José Paiva lamenta o facto de este ano a União de Freguesias não ter realizado a semana cultural ‘’por volta de abril ou maio assumimos logo que não ia haver a possibilidade de realizar este evento e, como era de esperar tivemos um impacto económico muito grande, o valor não fomos nós que perdemos diretamente, mas sim as Associações’’, o edil explica que para todos os que se envolvem com esta festa ‘’foi muito complicado’’ tomar esta decisão ‘’porque a semana cultural tem uma dinâmica extraordinária que envolve muita gente, é como uma festa de família e não realizá-la foi muito difícil para todos’’ tanto para a organização, como também para a população.
Ainda no tema da pandemia, José Paiva constata que o trabalho em equipa foi muito importante, no início os serviços ‘’foram abruptamente encerrados’’ para os cidadãos perceberem que só podiam-se deslocar às instalações apenas em situações extremamente necessárias. ‘’Na altura colocamos uma funcionária a tempo inteiro, sete dias por semana a levar medicamentos às pessoas idosas, a realizar outros recados que elas necessitavam e, essencialmente, a dar um pouco de conforto aos mais isolados e não posso de a deixar de a mencionar, porque a Salete fez um trabalho extraordinário’’, no entanto numa perspetiva geral da situação o autarca explica que não tiveram ‘’muitos casos graves’’. O edil exalta ainda todo o trabalho ‘’excecional e essencial’’ realizado em equipa entre a Junta, a Câmara -com o pelouro do desenvolvimento social- a Santa Casa da Misericórdia e com as IPSS que foi decisivo para ‘’minorar e resolver os problemas que surgiram’’. O autarca apela ainda à população para manter “todos os cuidados necessários” porque isto ainda não passou “e não podemos baixar a guarda”.
Mudando o rumo da conversa entramos pelo Ambiente um tema muito importante para o Presidente responsável por duas das freguesias mais rurais e com mais espaços verdes do Concelho de Gondomar.
Esta União que é marcada pela sua beleza natural sofre com problemas de crimes ambientais constantes ‘’temos pessoas que não têm a mesma sensibilidade para o ambiente e que abandonam os monos no meio da serra, há pessoas que não têm consciência que devemos preservar o ambiente’’, o autarca revela que as serras são limpas ‘’e ao fim de 15 dias já está tudo novamente cheio’’, o dá-nos como exemplo em relação ao ano transato, mais especificamente na altura do Trail de Santa Iria: ‘’tínhamos limpado nem há meio ano e quando se realizou o trail tivemos que limpar novamente porque tinha mais de 20 sacos de lixo depositados no local’’. O Presidente revela que estas ações não se justificam porque a Câmara procede à recolha dos mesmos e a sua recolha é gratuita, ‘’para tentar combater este problema, falei com o  departamento do ambiente da Câmara e chegamos à conclusão que para diminuir o impacto negativo os funcionários da Junta quando avistassem algum resíduo recolhiam e traziam para o nosso estaleiro e quando o mesmo ficasse cheio, ligávamos para a Câmara para esta fazer a recolha’’.
Outra luta que a Junta enfrenta é respeitante à época balnear. O edil revela que na
altura do Verão a quantidade de lixo que recolhem na praia é enorme, ‘’na segunda
feira, independentemente da recolha que é realizada nos contentores temos uma
equipa que a primeira coisa que realiza logo pela manhã é recolher o lixo que fica
espalhado na praia e, para dar o exemplo, este verão houve uma segunda feira em
que conseguimos encher uma carrinha de lixo e o mais incompreensível é que as
pessoas para virem da praia para os carros passam pelos contentores’’.

Ainda sobre a poluição dos rios José Paiva adianta que ‘’a pandemia trouxe algumas clarificações’’, a Câmara realiza análises quinzenais e durante a época balnear (Junho-Setembro) o responsável revela que os resultados foram excelentes e ‘’isto leva-nos para outro campo de poluição dos rios’’ para o edil, segundo uma reunião realizada com uma técnica responsável ‘’há várias causas que contribuem para a poluição, este ano a causa ficou mais direcionada porque o que se verificou de anormal com a pandemia, foi o menor fluxo de tráfico fluvial e tudo leva a querer que o principal foco de contaminação das águas são as embarcações’’.
Entre tratamento de papeladas e atendimentos de telefone chega a hora do almoço, o autarca aproveita para realizar ao VivaCidade uma visita guiada ao museu
situado na Junta de Melres que contem preciosidades da União de Freguesias e do
concelho, o local serve como um arquivo histórico que nos leva numa viagem imperdível a tempos passados.

>Futuro Centro de Dia

Após o almoço é hora de ir visitar alguns trabalhos realizados pelas freguesias, a
primeira paragem é a obra do Centro de Dia de Melres, ‘’herdamos esta obra do
nosso anterior executivo e, para mim é a mais emblemática e já recomeçamos os
trabalhos na mesma’’. Para José Paiva as obras mais importantes são aquelas que
resolvem os problemas do dia a dia dos seus fregueses ‘’às vezes uma obra de custo quase insignificativo é mais importante porque melhoramos a qualidade de vida
das pessoas”.

 

Segundo o autarca dado a orografia dos terrenos, os problemas mais frequentes
dizem respeito às acessibilidades, “há uma série de problemas próprios de freguesias rurais que não tem nada a ver com os problemas de uma freguesia urbana, os
problemas aqui são mais específicos”, dito isto continuamos a visita pelos empreendimentos que estão a ser realizados na freguesia.
“Estamos a acabar uns trabalhos que já deveriam estar concluídos há mais de
um ano, porque foi quando realizamos a pavimentação e o alargamento da Rua da
Nossa Senhora da Piedade, ficamos de fazer um entubamento de uma linha de
água, só que houve dificuldades, mas eu garanti à população que neste inverno o
problema ficava resolvido” quanto às ruas que estão ou que foram alargadas “temos
em Medas em curso o alargamento da Rua do Castelo que era uma prioridade,
em simultâneo temos o troço da Rua dos Cavaleiros que já está concluído, a Rua do
Vale de Água, em que um carro a passar quase batia nas paredes também já está
concluído, em Melres temos a Rua Nova, a Rua de Santo António e a Rua das Camélias em que uma ambulância não passava, também já se encontram concluídas, a Rua
das Presas já alargamos, falta pavimentar, porque estamos em vias de aumentar para
outro lado para fazer um muro de suporte, a Rua de Santa Bárbara, em Melres,
era muito estreita já alargamos um troço e vamos ainda aumentar outro, há outras
em que estão em negociações. A Rua dos Pacatos, de inverno o camião do lixo não
conseguia subir, já foi pavimentada e falámos com os proprietários e fizemos o alargamento. A Rua da Agra também está para ser pavimentada. O nosso objetivo com
estas obras é que quando há intervenção é fazê-la de forma a que depois as coisas
não precisem daqui a dois anos serem intervencionadas”.
O responsável acredita que nestes três anos entre investimentos da União de
Freguesias e da Câmara Municipal de Gondomar já foram investidos cerca de dois
milhões de euros, ‘’isto sem contar com as obras já delineadas para o próximo ano”.
Neste mandato, “a Câmara realizou ainda a requalificação da Escola Básica e Secundária À Beira Douro que se encontra localizada em Medas e que teve um investimento de um milhão de euros”. No respeitante às obras futuras, José Paiva adiante que já têm algumas planeadas e em negociações.

O nosso dia com o Presidente está quase a terminar e antes do mesmo acontecer sobra-nos uma questão que concerne à sua recandidatura, o Presidente da União de Freguesias de Melres e Medas, José Paiva garante que ainda não pensou no assunto, no entanto revela ao VivaCidade: “é a minha intenção porque quando vim para cá, sempre pensei que um mandato era pouco e que três eram muitos, porque em tudo o que estive nunca gostei que me empurrassem, gostei sempre de sair pelo meu próprio
pé e, portanto digamos que sem nada definido, se amanhã o partido chegar
e disser que não querem contar mais comigo, como é óbvio não me vou recandidatar, mas logo se vê, isto de planear o que vai acontecer daqui a uma semana já é complicado, quanto mais para daqui a um ano, mas é obvio que provavelmente sim”. ▪

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