Jovens empreendedores criam jogo para dispositivos da Apple

Na foto: Pedro Ribeiro e José Vaz / Foto: Ricardo Vieira Caldas

Na foto: Pedro Ribeiro e José Vaz / Foto: Ricardo Vieira Caldas

É um “misto de puzzle e ação”, explica um dos criadores do ZEZ, o mais recente jogo para dispositivos iOS [da Apple] criado por um jovem de Fânzeres. Pedro Ribeiro teve uma ideia, criou uma empresa e convidou um amigo para trabalhar. O resultado está, desde o dia 11, à vista de quem tiver um iPhone, iPad ou iPod. É gratuito na App Store e já está em destaque em mais de 150 países.

Pedro Ribeiro vive em Fânzeres e completou grande parte da sua formação académica no concelho de Gondomar. Completou a licenciatura em Engenharia Eletrotécnica na Universidade do Porto e rapidamente arranjou emprego numa conceituada empresa da área. O gosto pelos jogos e programação levou-o a criar – há três anos – o seu primeiro jogo para dispositivos móveis com sistema operativo Android. Sozinho produziu um total de três jogos, mas a ambição e o gosto pessoal levaram-no a abandonar o emprego e criar uma empresa, a Artbit Studios.

Um jogo de 60 segundos

Tendo em conta o sucesso dos jogos que tinha criado anteriormente, Pedro Ribeiro decidiu contratar um amigo, José Vaz, para juntos desenvolverem uma ideia nova. Assim, surgiu o ZEZ, um jogo de apenas 60 segundos que combina puzzle e ação e onde o protagonista é um gato. O conceito é “pôr um gato a destruir robots”, tendo um minuto para o fazer, através de combinações. O objetivo é, ao fim desse tempo, obter a pontuação mais elevada e deixar o inimigo “KO” com um soco. Durante o jogo, o pequeno gato ZEZ é projetado em altura, com um murro e vai subindo um edifício à medida que destrói os robots, com as combinações. Quanto maior for a altura alcançada pelo gato, mais aparatosa e destruidora será a queda e maior destruição deixará no inimigo.

“Queríamos fazer um jogo para as massas, para todo o mundo”

Para Pedro Ribeiro e José Vaz, o resultado foi o esperado. “É um orgulho produzir um jogo assim”, comentam. José Vaz desenhou o jogo completo e tentou fazer da personagem principal um “gato fofo” para que o público–alvo o “adorasse”. “Tentámos criar uma ligação afetiva com o jogador, através do gato”, disse. Para isso, serviu-se da inspiração de outros desenhos animados como “Dragon Ball” e “Powerpuff Girls”. “O tempo também permitiu amadurecer a ideia do jogo”, refere José, também conhecido por “Zez” e que, de certa maneira, deu o nome à aplicação.

Já Pedro, tratou de toda a programação e tentou criar algo único. “Não há nenhum jogo exatamente como o nosso e isso é muito bom de se saber, tendo em conta que o mercado dos jogos já está muito saturado”, explica Pedro ao Vivacidade. “Queríamos fazer um jogo para as massas, para todo o mundo. Que permitisse que homens, mulheres, crianças, adultos, jogadores e pessoas que nunca tivessem jogado conseguissem facilmente entender e jogá-lo”, esclarece.

“O trabalho não acaba aqui”

Apesar de já ter sido lançado na plataforma da Apple no dia 11 de janeiro, a ideia é, em caso de sucesso, desenvolver a aplicação para outros dispositivos, nomeadamente os Android, da Google. Para já, a gratuitidade do jogo é garantida e “apenas quem quiser desbloquear conteúdo extra é que terá que pagar”. “O trabalho não acaba aqui”, garantem os empreendedores da Arbit Studios. O passo seguinte é “criar mais conteúdo para desbloquear e tentar puxar pela competitividade do jogo, através da ligação ao Facebook”. Por agora, os criadores do ZEZ pretendem espalhar o jogo pela Internet e contar com o feedback dos jogadores.

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