Lançamento do livro Territórios do Tato – “Gondomar está no Mapa das Artes Plásticas”

Agostinho dos Santos

Agostinho dos Santos é um pintor, escritor, jornalista apaixonado pela arte plástica que já passou a marca dos 30 anos de carreira. Proveniente de Gaia “de alma e coração”, encontrou no município vizinho, em Gondomar, uma segunda casa interessada e recetiva pela Cultura.

Em conversa com o VivaCidade, Agostinho revela que “Gondomar é sensível à cultura”. É com o estatuto de diretor da Bienal do Porto que Agostinho é curador de diversas exposições em todo o país, principalmente nas exposições efetuadas no auditório Municipal de Gondomar e a Casa Branca de Gramido. A sua premissa é que quando toca a arte, o mesmo ajuda sempre no possível, porque a arte é a sua “paixão”. “A arte deve ser entendida com muita honestidade e seriedade. Só deve estar na arte quem sente, quem tem a necessidade de pintar como respirar” constata Agostinho dos Santos.

O autor assume-se como um “Olheiro da arte” e constata que, o que realmente importa para ele escolher determinado artista é o seu talento, independentemente da idade ou do reconhecimento que este possui, “o que realmente interessa para mim é a qualidade dos trabalhos”. No entanto, o mesmo constata que a opinião é relativa, “o que para mim é bom, pode ser que, para si não tenha o mesmo impacto”. Agostinho destaca que todas as exposições que realizou, orgulhou-se sempre dos resultados. No seu portfólio, encontram-se exposições que participou como curador de grandes artistas de renome a nível nacional e que fez questão de os expor em Gondomar, exemplos são Albuquerque Mendes, Zé Rodrigues, Cabrita Reis, Zulmiro de Carvalho, entre outros.

“Estamos a construir um caminho para as artes plásticas em Gondomar, tenho conhecimento, por exemplo, que muitas pessoas que vivem fora do concelho, deslocam-se propositadamente ao município para contemplar as exposições”

O livro “Territórios do Tato” baseia-se no culminar de dois anos de exposições patenteadas desde 2017 até ao início do ano 2019. A ideia deste projeto surge de uma conversa entre o Vice-Presidente e Vereador da Cultura Filipe Araújo e o próprio Agostinho dos Santos, que fez questão de agradecer toda a colaboração que a Câmara Municipal de Gondomar tem prestado aos seus projetos. “Eu sou a favor da leitura de livros das artes, sendo que este tem que ter uma função didática, e foi esse o conceito que trouxe para esta obra”. O artista refere que todas as exposições realizadas são de qualidade e é essa premissa que tenta transmitir com este projeto. Agostinho diz que este livro serve para “avivar a memória” e é uma espécie de documento cultural para Gondomar.
“A arte e a Cultura pode não alimentar a barriga, mas alimenta o espírito” e é nessa linha que o autor demonstra a importância de realizar exposições. Agostinho distingue ao longo da entrevista, o trabalho incansável e todo o profissionalismo que a equipa da Cultura da Câmara Municipal de Gondomar e que o “pessoal” do auditório municipal e da Casa Branca de Gramido tem demonstrado na realização das exposições ao longo dos anos. Como perspetiva futura, o escritor referiu que espera que daqui a dois anos seja possível a realização de uma segunda versão do “Territórios do Tato”, mas que essa não é a sua prioridade neste momento. Agostinho revela ainda que o mais importante, agora, é a bienal internacional de arte que se realiza em 2021 e aproveita para acrescentar que o primordial é continuar a realizar exposições de qualidade em Gondomar.

Em conversa com o VivaCidade, o Vereador da Cultura e vice-presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Luís Filipe Araújo referiu que este livro transparece a qualidade das exposições que foram realizadas nos últimos dois anos em Gondomar. O autarca recorda exposições que obtiveram uma repercussão positiva tais “como as de Nadir Afonso, Zulmiro de Carvalho, Henrique do Vale, a coletiva de Livros de Artista, Jorge Curval, José Rosinhas, Filipe Rodrigues, entre outras”. Luís Filipe reconhece que estas exposições tem trazido muito reconhecimento nacional para o município e que “o balanço que fazemos é obviamente positivo o que alimenta a nossa vontade de fazer mais e melhor pela cultura”. ■

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