Lipor estabeleceu protocolo de cooperação com o Parque das Serras do Porto

Lipor e Parque das Serras do Porto estabeleceram protocolo / Foto: Pedro Santos Ferreira

No dia 15 de outubro, a Lipor e a Associação de Municípios Parque das Serras do Porto assinaram um protocolo de colaboração com o objetivo de assumir a gestão de 10 dos 6000 hectares do pulmão verde da Área Metropolitana do Porto. 

As instalações da Lipor foram palco da assinatura de um protocolo de colaboração estabelecido entre o Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto e a Associação de Municípios Parque das Serras do Porto (PSP).

A minuta responsabiliza a Lipor a alargar o “Programa Metro Quadrado” a mais de 10 hectares na área florestal que integra o PSP. O programa de manutenção de floresta nativa faz com que esta instituição se responsabilize pelo acompanhamento, manutenção e fortalecimento de árvores autóctones plantadas no âmbito de programas de reflorestação.

“O que hoje aqui protagonizamos vai muito além daquilo que somos obrigados a cumprir, mas está dentro da lógica que nos guia de intervenção na comunidade”, começou por dizer Aires Pereira, presidente do Conselho de Administração da Lipor.

Ao Vivacidade, o também presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, assume que os três municípios [Gondomar, Valongo e Paredes] responsáveis pelo PSP “estão a fazer um grande esforço” para fazer nascer o pulmão verda da Área Metropolitana do Porto.

A acrescentar a isto, a Lipor vai também investir na promoção de um estudo, por parte de um consultor especializado, para a criação de um Programa Estruturado de Florestação para geração de créditos de carbono no PSP. Estes créditos, gerados por via de sequestro florestal, poderão ser utilizados como mecanismo de compensação por instituições, empresas e cidadãos que pretendam reduzir as suas emissões de gases com efeitos estufa de forma voluntária.

“O objetivo é que a região perceba que este espaço é seu e que as empresas possam encarar este projeto intermunicipal como uma oportunidade para reduzir as suas emissões de gases com efeito estufa e dar um passo em frente no combate às alterações climáticas”, disse Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar, em entrevista ao nosso jornal.

Esta medida representa um projeto a longo prazo, gerido por uma entidade a constituir, com capacidade efetiva de gerar retorno ambiental, proporcionando, desta forma, financiamento para a recuperação e valorização do Parque das Serras do Porto. No que diz respeito ao PSP, Marco Martins confirma a inexistência de apoios governamentais ao projeto de Gondomar, Valongo e Paredes, mas admite que no próximo “vão surgir novidades nesse sentido”.

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