LIPOR exige eliminação das novas taxas implementadas pelo Governo que aumentará a factura dos Municipes

> Foto: VivaCidade

Foi numa conferência de imprensa que, na sexta feira, a administração da LIPOR revelou que exige a eliminação da CESE (Contribuição Extraordinária do Setor Energético) e do aumento para o dobro da TGR (Taxa de Gestão de Resíduos).

Esta decisão visa cumprir o acordado, no dia 21 de dezembro, em sede de Assembleia Municipal, pelos autarcas dos Municípios Associados, que no qual Gondomar também faz parte. A posição por parte de todas as entidades foi unânime, quanto à rejeição dos novos custos impostos à LIPOR.

Segundo o Presidente da Lipor, Aires Pereira, esta nova medida decretada pelo Governo, a médio prazo, irá aumentar as faturas dos munícipes. No caso, com estas taxas, para o ano de 2022 o preço por tonelada para os Municípios irá aumentar mais cinco euros, para o ano de 2023 serão mais 10 euros, para o ano de 2024 são 15 euros e para o ano de 2025 o aumento será de 21 euros. Isto significa que, a tarifa aplicada num espaço de quatro anos passará de 58 euros para 88 euros.

Assim sendo, “se o Governo não reverter estas medidas, não só será responsável pela degradação de uma Entidade Pública de Excelência, como obrigará as Câmaras em causa a repercutir os novos custos de gestão dos resíduos sólidos num aumento substancial dos montantes da fatura de resíduos dos munícipes”, explica a Lipor.

“Acresce que o impacto das medidas que o Governo quer impor à atividade da LIPOR representa uma perda de receitas e aumento de custos que em 5 anos atingirá cerca de 44 milhões de euros”, explica Aires Pereira, que refere ainda que “a Lipor nos últimos 7 anos foi capaz de gerar receitas que permitiram a melhoria do serviço prestado às populações residentes na área dos 8 Municípios associados e no aumento da capacidade e modernização de todas as suas instalações”.

“É este trabalho de inegável sucesso dos 8 municípios do Grande Porto, associados da LIPOR, traduzido num investimento integralmente municipal de mais de 200 milhões de euros, que o Governo põe em risco”, afirma a entidade.

A empresa conclui deixando um apelo direto ao Governo: “revejam estas decisões, se ouçam os atores do setor, Câmaras Municipais e Sistemas de Gestão de Resíduos e não se “embarque” em medidas que ainda desvalorizem mais um setor fundamental à saúde, salubridade e bem-estar dos cidadãos”

 

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