Luís Filipe Araújo: “Cumprimos a nossa obrigação neste mandato”

Luis Filipe Araújo - maio 2017

Luís Filipe Araújo é o presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista / Foto: Pedro Santos Ferreira

Luís Filipe Araújo, presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, faz, em entrevista ao nosso jornal, o balanço do mandato socialista. Segundo o autarca, “já se fala de Gondomar pelos melhores motivos e antes isso não acontecia”.

Que balanço faz deste mandato?
Se recuarmos quatro anos e tentarmos perceber a diferença, julgo que a encontramos em todas as áreas. Na oposição sempre fomos capazes de apontar melhorias em todas as áreas e, quatro anos depois, somos capazes de apresentar essas melhorias efetivas na educação, cultura, ambiente…
Hoje, em Gondomar, respira-se outro ar. Já se fala de Gondomar pelos melhores motivos e antes isso não acontecia.
A vontade da população foi esta e julgo que demos uma resposta positiva a esse voto de confiança dos eleitores. O próximo ato eleitoral poderá confirmar isso mesmo.

Vinte anos após a presidência de Valentim Loureiro, o que representa este mandato socialista?
Significa sobretudo que há mais caminhos e saídas que nos levam a lugares diferentes, nomeadamente à mudança de Gondomar nos últimos anos. Contudo, o major Valentim Loureiro e as pessoas que lideraram o Município anteriormente merecem todo o nosso respeito. Estamos apenas a referir-nos às opções políticas que foram tomadas.
Gondomar estava associado a uma ideia globalmente depreciativa e este executivo conseguiu dar a volta a isso. Contudo, no primeiro ano de mandato notamos muito essa conotação negativa que foi-se dissolvendo ao longo do tempo.

Medidas como a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), o intercetor de Rio Tinto, a aposta no turismo, entre outras, foram as grandes mudanças implementadas por este executivo?
Falando em concreto sobre cada uma delas: o PDM era um processo “encravado” há muitos anos na Câmara de Gondomar. Hoje temos um novo PDM com respostas adequadas à realidade, mas já estamos a trabalhar numa nova revisão desse documento estruturante para o Município; o intercetor de Rio Tinto será também um passo grande na despoluição do rio e na aproximação das pessoas ao mesmo; no que diz respeito ao turismo, temos já vários projetos de hóteis aprovados e aguardamos a construção dos mesmos;
Esses são apenas alguns exemplos das grandes mudanças implementadas neste mandato.

A saída do endividamento excessivo é a mais recente notícia da ação deste executivo. Esta é uma vitória socialista?
Creio que sim. A dívida estava num patamar que nos causava inúmeros constrangimentos. A capacidade de endividamento estava esgotada, além de nos impedir de contratar novos colaboradores, que era uma restrição enorme.
No fim deste mandato podemos finalmente dizer que a dívida foi reduzida em mais de 50 milhões de euros e isso não é coisa menor. Esse foi um grande objetivo que conseguimos cumprir e, no geral, julgo que cumprimos a nossa obrigação neste mandato.

A ação deste executivo superou as expectativas da Concelhia PS?
Sim, foram superadas. O ponto de partida era bastante difícil. Por exemplo, no dia em que tomamos posse tivemos conhecimento que existiam cinco milhões de euros para pagar de imediato e não tínhamos dinheiro para o fazer. O mandato começou dessa forma [risos].
Evidentemente, foram cometidos erros, mas é preciso ter essa percepção e ser capaz de os corrigir.

Marco Martins será novamente candidato à Câmara de Gondomar. É uma recandidatura natural?
Sim, surge com toda a naturalidade. Foi uma escolha pacífica que não mereceu qualquer reparo de nenhum órgão do partido.

O que espera a concelhia de um possível 2.º mandato de Marco Martins?
Entre a Comissão Política Concelhia do PS e o presidente há um diálogo permanente. Sabemos que existem aspetos por corrigir, mas só erra quem decide. Estamos a refletir nos objetivos para o futuro e nas listas para a Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia. A seu tempo divulgaremos essas listas.

Poderão existir mudanças nessas listas?
É natural que existam mudanças, mas não serão significativas.

Está ainda por divulgar o candidato do PS à Assembleia Municipal. Aníbal Lira será recandidato?
Estamos a seguir a tramitação normal e os nomes têm sido pensados em conjunto.

Coloca o cenário de perda da maioria absoluta?
Não pensamos nesse cenário, face às candidaturas que existem. Temos todas as condições para voltar a ter um grande resultado nas próximas eleições autárquicas.

Nas Juntas de Freguesia estão definidos praticamente todos os candidatos. Os novos candidatos são de Baguim, Gondomar (São Cosme, Valbom, Jovim e Fânzeres e São Pedro da Cova…
Em Baguim do Monte, confirma-se a saída de Nuno Coelho por imposição legal. Fez um trabalho de reconhecido valor e teve sempre o apoio da população, mas confiamos que Francisco Laranjeira, que também tem provas de grande competência, possa gerir agora os destinos da Junta de Freguesia.
Em Gondomar (São Cosme), Valbom e Jovim, depositamos grande confiança na candidatura de António Braz, que ficou a 50 votos de vencer as eleições em 2013. Está verdadeiramente empenhado nesta eleição e o partido dará todo o apoio.
Já em Fânzeres e São Pedro da Cova, apostamos em Sofia Martins, uma pessoa de Fânzeres e bem conhecida daquela União de Freguesias. Existe uma grande vontade da candidata em ajudar as populações. Estamos crentes que a Sofia Martins irá vencer as eleições.

Já foi definido o candidato à União das Freguesias de Melres e Medas?
É um processo que está bastante adiantado. Não ficou fechado ao mesmo tempo que as restantes freguesias, mas será brevemente anunciado. As secções locais irão decidir.
Quero garantir que o PS encontra sempre as melhores escolhas para encabeçar as suas listas e isso acontecerá também na União das Freguesias de Melres e Medas.

Se tivesse que definir três grandes objetivos para o próximo ato eleitoral, quais seriam?
Queremos subir na votação, manter as nossas gestões autárquicas e em Fânzeres/São Pedro da Cova e Gondomar/Valbom/Jovim esperamos alcançar a vitória.

O que reserva aos gondomarenses a campanha autárquica?
Esperamos um momento mais caloroso, de discussão e contestação política. Vamos estar atentos a todas as propostas e também já estamos a trabalhar num novo programa eleitoral.

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