Luís Pedro Martins: Depois de 80 000 quilómetros percorridos e cerca de mil reuniões realizadas, o presidente do TPNP faz balanço do primeiro ano de mandato

Começo por lhe pedir um balanço global deste primeiro ano à frente da Entidade Regional de Turismo.

Agora podemos dizer que há um até ao coronavírus e um pós-coronavírus (risos)… O primeiro ano podemos dizer que foi um ano para organizar a casa. Era necessário estruturar de forma diferente a nossa organização que, como se sabe, está dispersa pelo território: temos a sede em Viana do Castelo e delegações em Chaves, Vila Real, Lamego, Bragança, Braga e ainda um espaço em Guimarães. Era também necessário dar uma motivação a todos uma vez que vínhamos de uma situação que deixou os colaboradores desmotivados. É isso que temos feito, organizar, motivar e começar a trabalhar.

Como é que se fez essa motivação?

Essa motivação fez-se cativando os colaboradores para aquele que era o nosso plano de ação e também uma relação que existe de proximidade com todos, de porta sempre aberta e tentando valorizar as suas competências, que eram muitas e que em alguns casos estavam a ser mal aproveitadas. Acho que se pode dizer que esse trabalho está
concluído. Neste momento está tudo identificado, o que tínhamos que mudar, o que tínhamos que fazer para voltar a motivar… Diria que essa questão está ultrapassada. Depois foi preciso fazer também um trabalho que chamamos de diplomático, ou seja, volta a estabelecer contactos com um conjunto de entidades com as quais o TPNP estava de costas voltadas ou com quem não tínhamos a melhor relação. Estou a falar desde a CCDR-n, o Aeroporto do Porto, a ATP… um conjunto de entidades importantes.

Houve necessidade de voltar a credibilizar o TPNP?

Eu não gosto de falar do passado nem estar a enumerar o que estava mal e agora está bem, mas também não fujo à pergunta. Eu senti que havia necessidade, por razões óbvias, por toda a exposição que foi feita na comunicação social, de voltar a credibilizar. Essa credibilização fez-se à medida que os nossos interlocutores iam ouvindo as nossas ideias e propostas para a região e isso foi sendo conseguido. Hoje, com todas as entidades que mencionei, temos já uma relação muito boa e julgo que daí haverá frutos muito em breve. A título de exemplo, com a ATP estamos neste momento a construir uma solução que seja uma espécie de fusão entre as duas entidades ficando o presidente do TPNP a presidir a essa entidade. Está a ser falado e trabalhado com os associados dos dois lados e acredito que se chegarmos a uma solução será muito bom para a região e para todos os associados dos dois lados, sejam públicos ou privados. Com esta fusão será possível desenhar uma estratégia única de promoção ou partilhar recursos de ambas as instituições, por exemplo, à imagem daquilo que se faz em outras regiões do país. Por razões que a mim não me interessam, estávamos de costas voltadas, mas felizmente já estamos a trabalhar em conjunto, independentemente se essa fusão avança ou não. Portanto, esta pare diplomática podemos assumir que também está já concluída ao final deste primeiro ano. Estamos agora numa fase diferente, a estruturar produto e identificar alguns problemas que têm os nossos sub-destinos, nomeadamente aqueles que estão mais afastados da porta de entrada que é a Área Metropolitana do Porto. Uns porque não têm ainda empresas que possibilitem esse crescimento, nomeadamente de animação turística ou hotelaria. O que estamos a fazer é identificar todos os problemas da região e ver de que forma nós podemos colaborar… Há uma que é óbvia e que depende exclusivamente de nós, a promoção, ou seja, promover mais aqueles que têm tido menos. São coisas que achamos que têm valor e às quais consideramos que faltava promoção como é o caso de Trás-os-Montes e do Douro, onde os números estão ainda muito abaixo daquilo que consideramos que é o potencial desses sub-destinos. Estamos a privilegiar estes sub-destinos enviando para lá as nossas Press Trips e as Fam Trips, mas também estamos a dar apoio a algumas iniciativas e alguns eventos, como nunca foi feito. A título de exemplo podemos falar das Sextas-feiras 13, em Montalegre, um evento importante naquele território e que já atrai muita gente, com um grande potencial de internacionalização, que capta muitos turistas espanhóis. Outro exemplo foram os Caretos de Podence, que têm tido um forte apoio do TPNP, quer seja em toda a nossa comunicação, quer seja em apoio financeiro como aconteceu já no Carnaval deste ano. Temos agora também a perspetiva de trazer a final das 7 Maravilhas para o norte e se assim for iremos, uma vez mais, privilegiar um sub-destino que não seja a Área Metropolitana do Porto porque essa felizmente tem um conjunto muito alargado de outros motivos de atração. Estamos a trabalhar no nosso Plano de Marketing Regional com novo material de promoção, estruturação de tudo que seja redes sociais. Este ano vamos trabalhar muito no campo digital, uma área essencial nos dias de hoje. Estamos também a concertar, com outras entidades, para não nos andarmos a canibalizar uns aos outros, uma série de ações, como, por exemplo as rotas dos vinhos. Estamos a criar as rotas e a fazer cross-seling entre essas rotas e o enoturismo, mas também cruzar com as rotas já existentes das comissões vitivinícolas, do IVDP, por exemplo. Não queremos várias rotas, queremos sentar à mesa todos os parceiros e delinear uma breve que será a rota da região. É assim que nós vemos que o trabalho tem que ser feito. O que estamos também a fazer é ver oportunidades de cruzar produtos, por exemplo, apoiamos o festival Mimo, mas não chega, é preciso tirá-lo de Amarante e levá-lo para outros concelhos, mas isso também não chega, é preciso cruzá-lo com outras ofertas que temos na região como a Rota do Românico e isso é fácil, basta colocar concertos do festival a acontecer dentro de monumentos que faça parte desta rota, valorizando os dois. As Serras do Porto são também um bom exemplo de um produto transversal ao território, neste caso Gondomar, Paredes e Valongo, e que terá o nosso apoio. Um outro grande exemplo é o Wine & Music Valley que nasceu com o TPNP lado a lado com os promotores, onde conseguimos influenciar (julgo que muito positivamente), o conceito e transformar aquilo que podia ser apenas mais um festival de música num evento que une, pela primeira vez, música e vinho. Acho que é um excelente exemplo de um evento que tem efeito imediato no território esgotando completamente o alojamento, mas também atraindo turistas para esta questão do vinho com a presença de mais de 80 produtores. Com o Turismo de Portugal temos conseguido realizar algumas coisas, conseguindo trazer para o Douro, por exemplo, o programa Wine Show, um programa que será transmitido em 110 países e com um share de audiência de cerca de 80 milhões de espetadores. Um fator também importante, em especial para o Douro, é o trabalho que temos estado a realizar com a Junta de Castelo e Leão e como quem já tivemos um conjunto de reuniões trazendo também outras instituições como a CCDR-n, do nosso lado, ou o governo regional do lado espanhol. Esta relação baseia-se em duas ideias, desde logo a defesa da Linha do Douro, onde temos sido uma voz muito ativa. Queremos criar um novo canal de comunicação entre o Porto e Salamanca. Encontramos uma série de pontos muitos positivos e inclusivamente fazer uma coisa que será excecional, promover em conjunto alguns produtos como uma rota do vinho Douro-Duero ou a rede de Patrimónios da Humanidade que existem dos dois lados. Queremos vendar a ideia de uma só linha, dois países, “x” monumentos ou pontos de interesse.

Uma das suas grandes bandeiras tem sido uma maior distribuição dos turistas que chegam ao Porto por toda a região. Ao fim de um ano já consegue afirmar que esses números estão a mudar?

Tentarmos mudar a direção dos turistas para outros sub-destinos é possível, dá trabalho, mas é preciso pensar que é a mesma coisa que tentar virar um petroleiro, começamos a virar hoje e ele fica completamente virado muito tempo depois, não é como virar um pequeno iate. Aqui essa imagem acho que se aplica bem. Promovendo mais esses sub-destinos e arranjo mais motivos de atração conseguiremos fazê-lo. A questão da mobilidade é aqui muito importante porque as pessoas chegam aqui ao Porto e precisam de ter meios para se deslocarem no território e aqui a Linha do Douro teria um papel muito importante. O Minho cresceu porque a mobilidade até Braga ou Guimarães, por exemplo, é fácil, e tem também motivos de atração muito fortes, como a Semana Santa de Braga, por exemplo, o Bom Jesus ou o centro histórico de Guimarães.

A continuação na aposta nos fins-de-semana gastronómicos foi assumida por si logo desde o início do seu mandato, é uma aposta vencedora?

Sim, essa aposta mantemo-la por duas razões. Desde logo, porque foi através dos fins-de-semana gastronómicos que se conseguiu por a gastronomia regional no mapa. Este programa existe desde os primórdios da promoção regional ainda nem havia o Turismo do Porto e Norte, eram pequenas instituições distribuídas pelo território, mas houve uma pessoa que foi a figura central de tudo isto, o Dr. Francisco Sampaio que estava em Viana do Castelo. Este é um projeto que todos os que se seguiram continuaram, como estou a fazer, porque, na verdade consegue unir um conjunto muito grande de interesses. Na edição deste ano temos mais de mil restaurantes a participar com cerca de duas centenas de receitas. Foi editado também um guia que possibilita às pessoas saberem sempre o que temos para oferecer na região nesta matéria. É um produto bem conseguido e que merece ser continuado.

O TPNP tem-se associado a grandes eventos no Douro como são exemplo a Meia Maratona do Douro Vinhateiro, o Wine & Music Valley ou algumas romarias. São estes eventos, agregadores e transversais como nos disse na primeira entrevista no cargo, que podem atrair mais gente à região?

Nós não temos a menor dúvida disso. Os eventos ganham maior atração à medida que ganham escala. Quanto mais abrangente for em termos de território mais força terá até mesmo na sua comunicação. Há pouco falei do Mimo, este é um evento muito interessante que está baseado em Amarante e não tenho a menor dúvida de que, quando estiver em outros concelhos ganhará maior escala. A Estrada Nacional 2 é outro exemplo de um
projeto que conseguiu reunir cerca de 30 municípios e, a partir daí, também ganhou notoriedade. Temos a ideia de desenvolver um projeto semelhante a este na Estrada Nacional 222, uma estrada muito bonita que atravessa paisagens fantásticas e que possibilita o cruzamento com outros produtos, seja natureza, gastronomia ou património. Aqui está tudo por fazer, mas ainda bem, significa que temos muito para fazer. Este é um bom exemplo de um produto transversal ao território e que ao apoiarmos não estamos só a apoiar o município A, B ou C.

Ainda recorrendo à primeira entrevista que nos deu, 24 horas após assumir o cargo, afirmou nessa conversa que o projeto da EN2 era um projeto para apoiar pela importância que já demonstrava. Podemos dizer que é um projeto à imagem da sua ideia para o turismo da região, agregador e internacionalizável?

Sim e queremos, tal como em outros projetos em que estamos a trabalhar, que sirvam para internacionalizar o destino. Daí também fazer parte da nossa estratégia levar todos estes pontos de interesse connosco nas feiras em que participamos, muitos deles até organizados por entidades privadas. Ao levarmos um evento destas dimensões connosco estamos não só a promover o evento em si como a criar pontos de interesse que serão fundamentais na atração de mais turistas.

Já falou um pouco sobre a Linha do Douro mas temos uma questão sobre este tema que não podemos deixar de colocar. O TPNP tem também estado ao lado das autarquias, instituições e populações que pedem a reabertura da Linha do Douro até Espanha. Tem a convicta esperança que esta obra seja uma realidade?

Eu acredito que esta é a oportunidade. Nós estamos na linha da frente de braço dado com a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial, a CIM-Douro, o Museu do Douro, um conjunto de autarquias, entre outros. Inclusivamente, fomos todos juntos à Assembleia da República apresentar a petição e, sempre que temos oportunidade, nas nossas intervenções, levantamos esta questão. Eu acho que esta é a oportunidade porque estamos num bom momento na região em termos turísticos e temos aqui interesses concertados dos dois lados da fronteira. A Junta de Castela e Leão manifestou a mesma vontade, a criação desse canal, e daí nós afirmarmos que não defendemos a Linha do Douro como um ramal que termina em Barca D’Alva, mas sim como uma linha para ligar a Salamanca. Temos uma vantagem, uma consultora alemã identificou, para a Comissão Europeia, um conjunto de 42 linhas transfronteiriças desativadas e dessas afirmou que duas tinham rigorosamente tudo para dar certo e que deveriam ser urgentemente revitalizadas, uma delas é a Linha do Douro. Sabendo nós que há esse interesse e que existe a possibilidade de uma candidatura a fundos europeus com um apoio na ordem dos 75%, eu considero que este é o momento. Não podemos adiar mais ou andar a discutir o que já foi milhares de vezes discutido: o interesse da linha, o interesse da mobilidade, o interesse para o ambiente, até porque se trata de um transporte coletivo…

Há a noção que é agora ou nas próximas décadas não haverá oportunidade igual?

Isso é futurologia, mas eu quero acreditar que tem que ser agora e acho difícil que volte a haver um conjunto de interesses tão grande em torno de um tema como existe agora sobre a Linha do Douro.

Recentemente foi apresentado, pelo Turismo de Portugal, o Plano de Ação para o Enoturismo, que vantagens trará esta medida para o Douro?

Para o Douro, para o Minho, para o Porto e, inclusivamente, para Trás-os-Montes. O enoturismo, até muito recentemente, não era um produto turístico, quer para a região quer para o país. Quem tem como função estar atento a estas dinâmicas, também tem que perceber quais são as tendências e hoje é óbvio que o enoturismo é uma tendência a nível mundial. Há os que sabem da tendência e não têm nada para oferecer, depois há os que sabem da tendência e têm muito para oferecer, e aqui, o Porto e Norte tem uma grande vantagem, nesta matéria temos muito para oferecer, quer seja em experiências ligadas ao vinho e à vinha, quer seja num conjunto de infraestruturas que vão desde unidades hoteleiras até provas de vinhos, de grande qualidade. Aliados a isto tudo, temos ainda as nossas paisagens que são, para nós, as melhores do mundo. Voltando a referir o programa Wine Show, quando os levamos ao Douro os comentários era de estarem perante algo verdadeiramente arrebatador. Há uma célebre frase de Miguel Torga que faz

“Outra vantagem é o trabalho, muito interessante, que se está a fazer de despoluição dos seus rios, o Rio Tinto e o Rio Torto, bem como na recuperação e regeneração das suas margens”

sempre sentido usar quando vemos alguém olhar pela primeira vez para o Douro: “O Douro, esse excesso da natureza”. Quando vemos alguém que olha pela primeira vez o Douro, percebemos essa afirmação. Este produto, o enoturismo, é um dos que vamos querer muito trabalhar porque, ainda por cima, temos um território com muito para oferecer, a começar pela grande qualidade dos nossos vinhos, do Douro, Porto, verdes, etc. Não nos faltam os bons vinhos, nem a boa gastronomia, nem as boas paisagens, agora temos que trabalhar em novas experiências, por isso também incentivamos a criação de novas empresas de animação turística.

37 quilómetros de frente de rio, Parque das Serras, filigrana ou, por exemplo, o Festival do Sável e da Lampreia. O que se pode fazer mais no concelho de Gondomar para potenciar o turismo?

Em Gondomar havia também muita coisa por fazer nesta matéria do turismo e, estando tão perto do Porto ia sendo sufocado por aquilo que existe em termos de oferta. Havia pouca promoção do que se fazia. Há coisas excelentes a serem feitas em Gondomar e que poderão inverter esta situação. Desde logo a questão da frente de rio que até agora não tinha uma única unidade hoteleira, como se sabe, neste momento são três as que irão existir. Eu não acredito que um turista, mesmo querendo fazer todas as suas atividades no Porto, ache longe 10 minutos de viagem para ficar perante paisagens como aquelas que se oferecem em Gondomar. Outra vantagem é o trabalho, muito interessante, que se está a fazer de despoluição dos seus rios, o Rio Tinto e o Rio Torto, bem como na recuperação e regeneração das suas margens. Tudo isto é muito recente. A zona da marginal, do Freixo a Gramido é também muito recente e tudo isto vai despertar agora essa curiosidade. Ao nível da filigrana é a mesma coisa, ela já existia mas, faltava a sua promoção. A criação da Rota da Filigrana é um excelente produto. Por nossa via vamos conseguir levar a filigrana àquele que é considerado um dos melhores museus do mundo, o Kolomenskiy, em Moscovo, na Rússia, fomos nós que abrimos essa porta. Abrimos porque sabíamos que, quer do lado do município, quer do lado da Rota havia pessoas com vontade e neste momento esse projeto está a ser concretizado. Para terminar a questão das Serras do Porto. Aqui, acho muito interessante a visão que os três autarcas tiveram, temos muitas vezes esta conversas sobre as marcas e o marketing, ao lhe chamarem Parque das Serras do Porto. De facto elas podem ser as serras da Área Metropolitana do Porto, podem ter desde logo o turista interno, que está aqui tão perto e que na sua esmagadora maioria, apesar de estar a 30 minutos de distância, não conhece, porque não era promovido. O trabalho que agora está a ser feito por estes três municípios, a par do trabalho que está a ser feito dentro das serras com a sinalética. Este é um projeto no qual nós também queremos contribuir, e para o qual já temos financiamento. Tudo isto vai trazer bons resultados a Gondomar e aí os papeis vão-se inverter, a proximidade do Porto e do aeroporto passa a ser uma vantagem, passando a ter capacidade para os receber e produtos para oferecer.

Esta entrevista não podia terminar sem o tema da atualidade, o Covid-19. Que implicações pode este momento ter no turismo do Douro?

Bem, para começar registe-se que esta reposta é dada na manhã do dia 11 de março. Nós temos apelado à responsabilidade com a certeza que responsabilidade não é alarmismo, é sinal de inteligência. Portugal e o Porto e Norte tem-se assumido como um destino seguro e isso faz-se à conta de vários fatores: segurança por não haver violência, por não haver roubos, por o turista se sentir confortável a qualquer hora do dia ou da noite no território mas também, neste caso, e num momento em que estamos a atravessar esta crise, porque é uma crise, segurança também por se confiar nas autoridades, nomeadamente nas da área da saúde. O apelo que fazemos a todos é exatamente esse: responsabilidade. Para continuarmos a manter o destino seguro. Ao dia de hoje, 11 de março, não há um único caso de contaminação dentro de nenhuma unidade, infraestrutura ou equipamento ligado ao turismo, sejam hotéis, barcos, restaurantes, ou qualquer outro. Pode amanhã haver e estas minhas palavras poderem ser contrariadas. Eu acho que até ao dia de hoje não houve por uma razão, nós tivemos tempo para nos precavermos, outros também o tiveram e não agiram em conformidade, eu acho que nós, todos, agimos e aqui uma palavra muito importante não só para a Direção Geral da Saúde, mas também, no setor do turismo, através das diferentes entidades, associações e agentes. Estamos a acompanhar a par e passo tudo o que se passa, temos estado a servir de conselheiros a transmissores de informação do que se passa no nosso território à nossa tutela. Tudo o resto é futurologia. O território está a tomar medidas mais apertadas como o encerramento de alguns espaços públicos, mas acho que vale a pena tomar estas medidas porque é a melhor forma de minimizarmos o risco.

Como planeia o TPNP debelar os efeitos desta situação?

O plano neste momento passa por um alinhamento entre todas as entidades regionais de turismo, o Turismo de Portugal e a secretaria de estado. Obviamente estamos a sensibilizar para quando ultrapassarmos esta crise, que será necessário um reforço, financeiro e de promoção. Mas, também quero dizer, e isto é uma crença muito grande, que eu tenho a certeza absoluta, até pela forma como estamos a conseguir estar a trabalhar sem pânico, que o setor do turismo vai estar na linha da frente na recuperação das perdas que o nosso país regista neste momento. O turismo será uma peça muito importante do motor da recuperação na região e no país. ▪

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