Manuel Silveira e José Costa e Silva integram medalhados de mérito de Rio Tinto

Manuel Silveira, presidente da direção da Fundação Nuno Silveira / Foto: Pedro Santos Ferreira

Manuel Silveira, criador da Fundação Nuno Silveira, e José Costa e Silva, ex-comandante dos Bombeiros Voluntários da Areosa-Rio Tinto, receberam, em junho, as medalhas de mérito da cidade de Rio Tinto. O Vivacidade falou com os homenageados.

À semelhança dos anos anteriores, a cidade de Rio Tinto voltou a escolher dois dos seus cidadãos de prestígio para juntar ao já vasto leque de personalidades riotintenses de mérito. Desta vez, foram eleitos Manuel Silveira e José Costa e Silva, dois nomes ligados à luta pela melhoria da qualidade de vida dos gondomarenses.

Em 1991, Manuel Silveira criou, em conjunto com um grupo de cidadãos, a atual Fundação Nuno Silveira. A Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) adotou, mais tarde, o nome do filho do fundador e lutou, desde a sua génese, pela integração social das pessoas mais vulneráveis, em especial as pessoas com deficiência e incapacidades. Esse trabalho foi agora reconhecido pela cidade de Rio Tinto, através da Junta de Freguesia de Rio Tinto e Junta de Freguesia de Baguim do Monte.

“Estou extremamente grato por se terem lembrado da minha pessoa e desta instituição. Em todo o caso, o mérito não é meu, é de todos que aqui trabalham e encaro essa distinção como um reconhecimento a todos eles”, afirma Manuel Silveira.

O gondomarense regressou de África, onde estava emigrado, e rapidamente percebeu a necessidade de dignificar a vida das pessoas com deficiência e incapacidades.

“Eu tinha especial sensibilidade para o problema porque tinha um caso semelhante em casa, o meu filho, que me obrigava a ter cuidados diferenciados. Tomei conhecimento de vários casos, juntei alguns pais e conseguimos criar esta instituição. Entretanto, a obra foi crescendo, o meu filho acabou por falecer, mas a fundação perpetuou o nome dele, por decisão da Assembleia-Geral”, recorda o presidente da direção da Fundação Nuno Silveira.

Ao Vivacidade, confessa que as ideias são permanentes. No horizonte está já um novo projeto para a EB 1 de Santegões, em Rio Tinto, que deverá dar resposta à procura das formações práticas para pessoas com deficiência.

“A escola foi-nos cedida pela Câmara de Gondomar e será requalificada. Espero ter as obras prontas em janeiro do próximo ano, a tempo de receber novos formandos. Nos últimos anos, temos apostado nas formações de caráter prático e temos proporcionado uma grande felicidade aos nossos utentes, conseguindo até colocar alguns no mercado de trabalho”, sublinha o dirigente.

A Fundação Nuno Silveira tem ainda outro projeto, de maior dimensão, que aguarda aprovação e apoio financeiro da Segurança Social. A ideia poderá dar origem a um novo polo com 12 mil metros quadrados, num terreno oferecido pela família Silveira, perto de Valongo. “O novo projeto prevê a construção de um lar para deficientes e idosos, com e sem poder económico. É um sonho antigo e neste momento estamos dependentes do apoio da Segurança Social”, conclui Manuel Silveira.

Por sua vez, José Costa e Silva, que passou 22 anos da sua vida no comando dos Bombeiros Voluntários da Areosa-Rio Tinto (BVART), também passou a integrar a lista de personalidade de mérito da cidade.

“A nível pessoal é um reconhecimento que me orgulha muito. Ao longo da vida já recebi vários, mas nunca tinha recebido nenhum da sociedade civil”, começa por dizer o ex-comandante dos BVART.

José Costa e Silva juntou-se à corporação riotintense em 1977, quando ainda morava em São Roque da Lameira. “Começou aí a paixão por este contributo”, recorda. “Depois veio a carreira militar, o trabalho, o casamento e acabei por ficar seis anos afastado dos bombeiros. Finalmente, em 1990, fui novamente convencido a retomar esta atividade e dediquei-me a sério”, acrescenta.

A dedicação foi tanta que em 1995 foi convidado para ser elemento de comando, tendo subido ao cargo de comandante dez anos depois. Hoje, já retirado de funções operacionais, é vice-presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Areosa-Rio Tinto e dá um novo apoio à comunidade.

“Quero continuar a dar o meu contributo. Julgo que tenho sido um elemento importante no apoio à estrutura de comando e procuro levar as suas vozes às reuniões da direção, tendo também em conta a minha experiência anterior no cargo de comandante, que me ajuda a compreender melhor as principais necessidades do meu sucessor”, conclui José Costa e Silva.

, , , ,