Marco Moreira: “Sentimos que o trabalho, dedicação e o esforço valeram a pena”

Marco e Nuno Moreira / Foto: Pedro Santos Ferreira

Marco e Nuno Moreira / Foto: Pedro Santos Ferreira

Dança desde os nove anos e foi eleito vencedor da 3ª edição do programa “Dança com as Estrelas”, onde fez dupla com a atriz Sara Prata. Em entrevista exclusiva ao Vivacidade, no salão nobre dos Bombeiros Voluntários de Valbom, Marco Moreira, fala do percurso pessoal e do convite da TVI.

Como surge a dança na sua vida?

Comecei a dançar com oito anos. Os meus pais já dançavam há cerca de dois anos. Na altura dizia que nunca ia dançar mas num dia fui ver um espetáculo de dança de salão, onde atuaram os melhores pares a nível nacional, e adorei o espetáculo, a forma como dançavam e como interagiam uns com os outros e, juntamente com o meu irmão, decidimos aprender a dançar aos nove anos.

Onde fizeram a formação?

Começamos a dançar numa escola em Ermesinde. Depois tivemos aulas com professores de dança estrangeiros e fui convidado por uma das melhores professoras de dança do mundo. Fui para a Dinamarca e fiz lá a minha formação.

Especializou-se em que estilos de dança?

Na Dinamarca e em Portugal, começamos por dançar nos dois registos: danças clássicas e latinas. Escolhi só seguir danças latinas porque quis especializar-me.

A inauguração da Academia Gémeos Moreira foi um passo natural?

Quando tinha 15 anos, ainda estava em Portugal, e comecei a dar aulas numa escola de Ermesinde. Mais tarde surgiu a oportunidade de dar aulas em São João da Madeira, em Guimarães, Celorico de Basto e outras cidades. Percebi que ensinar a dançar era a minha paixão e após regressar da Dinamarca, eu e o meu irmão decidimos fundar a nossa escola de dança. Em 2010, inauguramos a nossa academia.

É nessa altura que surge a parceria com os Bombeiros Voluntários de Valbom (BVV)?

Sim, foi em 2010. Para além das aulas que damos nos BVV também temos formação em Rio Tinto, Valongo, Famalicão e Alfena. Em Valbom damos aulas todos os dias.

Como surgiu o convite do programa “Dança com as Estrelas”, da TVI?

Foi tudo muito rápido. Ligaram-nos numa quarta-feira a convidar para participar no programa e fomos a correr para Lisboa. Foi difícil conciliar com as aulas, mas o meu irmão assumiu a escola.

Foi substituir o par da Laura Figueiredo e formou dupla com a atriz Sara Prata. Como avalia o vosso percurso até à final?

Entramos na 4ª gala e a nossa apresentação não contou para pontuação porque ainda tínhamos poucos ensaios. No primeiro treino sentimos logo uma grande empatia e, apesar da Sara ter pouco tempo disponível, conseguíamos sempre treinar. Ela nunca tinha dançado mas praticou desporto até aos 15 anos e já tinha muita agilidade e flexibilidade. Foi um ponto a nosso favor.

Quando foram distinguidos com a vitória na gala final, o que sentiram?

Foi uma grande alegria. Sentimos que o trabalho, dedicação e o esforço valeram a pena.

Continuam a manter uma forte ligação?

Sim, falo muitas vezes com a Sara e estivemos juntos a gravar uma dança na praia.

A vitória tornou-o mais conhecido?

No mundo da dança de salão já era conhecido pela competição e pela formação. O que o programa trouxe foi um reconhecimento do público em geral. Na rua pedem-nos mais informações e muitos autógrafos [risos].

Foi uma experiência a repetir?

Estou sempre aberto a novas experiências e tiramos sempre partido disso. Esta foi uma boa experiência e penso que haverá uma próxima oportunidade.

Em Gondomar há bons dançarinos?

Cada vez há melhores e isso tem-se notado nos resultados. Temos muitos alunos a vir cá ter aulas que não são do concelho, mas que representam a escola e, de certa forma, representam Gondomar. Em termos de resultados, somos das melhores escolas do país. Temos o par n.º 2 do ranking nacional e que já esteve na liderança. Foi aqui que começamos a nossa academia e tencionamos continuar em Gondomar.

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