Medieval de Rio Tinto: 9ª edição foi “a melhor de todas”

Medieval de Rio Tinto - setembro 2018

A Medieval de Rio Tinto recebeu milhares de visitantes durante quatro dias / Foto: Nuno Fonseca

A 9ª edição da Medieval de Rio Tinto, considerada “a melhor de todas” pela organização do evento, trouxe milhares de visitantes à Quinta das Freiras, entre os dias 13 e 16 de setembro. Em 2019 haverá nova edição.

Sem apontar números, a organização da Medieval de Rio Tinto – partilhada entre a Junta de Freguesia de Rio Tinto e a Associação Artística de Gondomar (ARGO) – não hesita em considerar a 9ª edição “a melhor de todas”.

A resposta é unânime e merece também a concordância das milhares de pessoas que visitaram a Quinta das Freiras durante os quatro dias do evento.

No entanto, o que mudou em relação às anteriores edições? Essencialmente, o espetáculo principal, que este ano se cruzou com a História de Portugal e recorreu ao episódio histórico em que D. Afonso Henriques entrega o foro de couto de Rio Tinto. Mas houve também o regresso dos cavalos, uma ampliação do espaço ocupado pela Medieval, uma aposta reforçada na animação itinerante e uma das maiores praças de alimentação do circuito medieval em Portugal.

“Esta foi, sem dúvida, a maior e a melhor edição de todas. Aliás, na noite de sábado, quase tivemos que encerrar o recinto por questões de segurança, porque as pessoas não paravam de entrar e isso provou-nos que tínhamos razão quando optamos por alargar a área ocupada pela feira”, afirma Nuno Fonseca, presidente da Junta de Rio Tinto.

À semelhança dos anos anteriores, a Medieval de Rio Tinto volta a dar especial atenção aos artesãos. Este ano, no total, o recinto recebeu 82 expositores, desde a alimentação, aos artesãos e tendas dedicadas ao esoterismo.

“Todos os anos a procura por esta Medieval tem vindo a aumentar, quer da parte do público quer da parte dos comerciantes que nos procuram. Este ano tivemos cerca de 150 inscrições para os 80 espaços disponíveis. É um bom sinal, mas não podemos abdicar do rigor que implementamos até hoje”, explica Albertino Valadares, presidente da direção da ARGO.

Contudo, a organização admite que há ainda aspetos por melhorar como, por exemplo, o escasso número de casas de banho, o acesso a pessoas com mobilidade reduzida e a necessidade de diminuir as filas de espera na praça de alimentação.

No próximo ano, “a entrada deverá ser paga”, admite Nuno Fonseca. O autarca sustenta esta medida com a necessidade de “encontrar uma forma de fazer crescer o evento”.

“Não nos interessa ter lucro, mas queremos trabalhar com algumas garantias, nomeadamente financeiras. Neste momento os únicos patrocínios que temos são do Municípios e de alguns empresários locais, mas já atingimos um ponto de saturação. Por isso, precisamos de chamar o público a contribuir para engrandecer este evento”, explica o presidente da Junta de Rio Tinto.

Para a 10ª edição são esperados milhares de visitantes, com um reforço de segurança e a garantia de um regresso à lenda do Rio Tinto no horizonte.

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