Ministério do Ambiente atribui 10 milhões para remoção de resíduos perigosos

Resíduos São Pedro da Cova - abril 2017

O ministro do Ambiente visitou o terreno onde estão depositados os resíduos perigosos / Foto: Pedro Santos Ferreira0

O Ministério do Ambiente aprovou a remoção das 125 mil toneladas de resíduos perigosos que permanecem depositados nas antigas minas de São Pedro da Cova. A operação representará um investimento de 10 milhões de euros.

“Assumimos o compromisso que vamos remover as 125 mil toneladas de resíduos perigosos que ainda existem em São Pedro da Cova”, garantiu João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, no dia 24 de março, numa visita às antigas minas de São Pedro da Cova.

A operação de remoção vai representar um investimento de 10 milhões de euros do Fundo Ambiental para a limpeza definitiva dos solos das minas e os trabalhos deverão ser retomados no final deste ano.

“Sabemos que o único método possível é a remoção. Não existe aqui um problema de saúde pública imediato, mas existe um problema potencial e o Ministério do Ambiente tem que agir sobre essa possibilidade”, afirmou o representante do Governo, que caracterizou o processo de remoção como “o de maior dimensão do Ministério do Ambiente”.

Em declarações aos jornalistas, João Matos Fernandes garantiu ainda a “provável” atribuição do processo da segunda remoção à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), “instituição que teve um papel importante no levantamento e apuramento da quantidade de resíduos remanescentes”, considerou o ministro do Ambiente.

Os trabalhos deverão ser adjudicados entre novembro e dezembro e irão implicar a remoção, transporte e tratamento em aterro dos resíduos, mas também a retirada e o tratamento de 30 centímetros de espessura da terra que hoje cobre o lixo. A intervenção será concluída no final de 2018.

Câmara de Gondomar e Junta de Freguesia aplaudem a medida
Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar, mostrou-se satisfeito com a garantia dada pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes. Contudo, segundo o edil gondomarense, fica a faltar o “apuramento de responsabilidades políticas nacionais, regionais e locais”. “Tem que existir uma responsabilização e deve existir uma ambição maior do que aquela que o Ministério Público fez sobre entidades empresariais e empresários”, lamentou Marco Martins.

Por sua vez, Daniel Vieira, presidente da Junta da União das Freguesias, congratulou o “passo decisivo para a resolução deste grave problema”. “A Junta tudo continuará a fazer pela requalificação da área afetada e pela compensação da freguesia e da população por este grave crime ambiental”, concluiu o autarca.

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