Município preocupado com qualidade da água nas praias

A Câmara Municipal de Gondomar promoveu, este mês, uma reunião de balanço da época balnear de 2018 com todas as entidades presentes, que confirmaram suspeitas de ocorrências de descargas ilegais no rio Douro.

As descargas ilegais no rio Douro e a necessidade premente de implementar medidas que permitam colmatar lacunas identificadas no âmbito das ações introspetivas às embarcações e da legislação direcionada aos operadores marítimos, bem como dos pontos fixos de descargas ao longo da via navegável do Douro, foram as principais conclusões de uma reunião de balanço da época balnear de 2018, promovida pelo Município de Gondomar.

Na discussão, marcaram presença a Capitania do Porto, APA, Águas de Gondomar (AdG) e Delegado de Saúde, entidades que tutelam a via navegável do Douro e as suas margens.

“As atuais condições de receção de resíduos das várias embarcações (de turismo, recreio e lazer) que operam no Douro são reduzidas e limitadas, já que não existe uma recolha organizada, sistematizada e estruturada de resíduos. Acresce ainda a questão das águas residuais produzidas a bordo, não havendo, na esmagadora maioria dos casos, comprovativos do destino que lhes foi dado, suspeitando-se, por isso, que estejam a ser lançadas diretamente ao rio”, afirma, em comunicado, a Câmara Municipal de Gondomar.

O Município acrescenta ainda que “a qualidade das águas balneares das praias e de alguns areais de Gondomar é alvo de um regular quádruplo controlo”, a cargo da Autoridade Regional de Saúde (ARS) do Norte, Câmara Municipal, APA e, na zona de Melres, da AdG.

“Na prática, este controlo faseado permite monitorizar semanalmente a qualidade das águas a partir de duas fontes diferentes, existindo, no entanto, discrepâncias nos resultados das análises relacionadas com a observância, ou não, da lei em matéria de condições de recolha das amostras”, conclui a nota enviada à imprensa.

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