“Não temos os objetivos dos grandes festivais e continuamos a trabalhar para as novas bandas”

Vitor Macedo, autor e fundador do Festival Música Moderna Portuguesa de Gondomar / Foto: Pedro Santos Ferreira

Vitor Macedo, autor e fundador do Festival Música Moderna Portuguesa de Gondomar / Foto: Pedro Santos Ferreira

O Largo do Souto vai ser palco da grande final do XIX Festival de Música Moderna Portuguesa de Gondomar (FMMPG). Após os concertos das bandas North Forest, Afayate e Baixo Soldado, apenas um dos conjuntos vai sagrar-se vencedor. Ao Vivacidade, Vítor Macedo, organizador e fundador do Festival e presidente da Associação Festival de Gondomar, faz o balanço de 19 edições.

O FMMPG está prestes a concluir a 19ª edição. Que balanço faz do crescimento desta iniciativa?

Estão 18 edições concluídas e já temos um historial único no país de sensivelmente 1000 bandas que já passaram pelo palco. Podemos dizer que não temos os objetivos dos grandes festivais e continuamos a trabalhar para as novas bandas. É muito difícil atingir esta longevidade. Tivemos que adaptar o festival às novas realidades mas não abdicamos de uma boa iluminação, bom som e bons camarins. É essa qualidade que atrai as bandas.

O Festival apostou sempre neste formato de eliminatórias com acesso à final?

O Festival teve uma ascensão até à 4ª edição, que culminou com a mudança para o Largo do Souto, com a participação de 60 bandas. Nesse ano o Festival durou um mês e meio. As bandas tocavam à sexta, sábado e domingo. O formato por eliminatórias acabou por surgir mais tarde.

Como surgiu a ideia de criar o FMMPG?

Fui músico e com 14 anos formei uma banda de rock. Toquei pela cidade do Porto, participei em vários concursos, por isso este Festival surge com naturalidade. Nada me dá mais prazer do que ter sido autor e organizador deste evento, que é respeitado nacionalmente. Não tenho dúvidas que no futuro será cada vez mais respeitado.

O Largo do Souto continua a ser o palco ideal?

O Largo do Souto tem condições muito boas para nós. Temos tentado fazer emergir o concurso no Largo do Souto e queremos dar o protagonismo às bandas. O primeiro local, das três primeiras edições, foi junto à Câmara Municipal, na Praça do Município. Conseguimos lotar a praça com grandes bandas e grandes músicos, mas a presença do Festival naquele espaço causava alguns danos aos espaços verdes e foi aí que o Largo do Souto passou a ser o nosso ‘rockódromo’. O Festival também tem ajudado a melhorar aquele espaço.

Continua a ser surpreendido pela adesão das bandas?

Todos os anos somos surpreendidos. Na 1ª edição, tendo em conta a escassez de concursos desta dimensão, choveram maquetes e hoje as bandas ainda procuram muito o FMMPG.

Gondomar é o local ideal para acolher um Festival deste género e dar a conhecer novas bandas?

Temos um concelho repleto de excelentes músicos. Já exportamos músicos de orquestras, de bandas e de outros géneros. Gondomar tem provavelmente o maior Festival deste género do país e faz todo o sentido continuar no concelho.

Este concurso já é uma referência a nível nacional?

O Festival está cada vez mais vivo e desperta a curiosidade de vários estúdios e editoras. Profissionalmente tenho necessidade de ir muitas vezes a Lisboa e fico admirado com o conhecimento que têm do nosso festival.

O que podemos esperar na final da 19ª edição?

Vamos ter grandes surpresas e uma grande final.

Que prémios vão atribuir às bandas finalistas?

O primeiro prémio é idêntico ao do ano passado: um trimestre de aulas na Escola de Jazz do Porto para a banda completa. O segundo prémio será um cheque-prenda a ser descontado em material musical. O terceiro prémio vão ser horas de gravação num estúdio.

No final desta edição vai começar a pensar na 20ª edição?

No próximo ano esperamos ter grandes novidades. Esperamos ter uma edição que nos gratifique pelos 20 anos de esforço.

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