O jovem gondomarense que incentivou Ana Gomes às Presidenciais

Na foto: Pedro Limões

Chama-se Pedro Limões, tem 18 anos, é natural de Fânzeres e, recentemente, entrou na Faculdade de Engenharia Eletrotécnica na FEUP. Nenhum membro da sua família é ligado à política, mas o seu interesse por este setor levou-o a escrever uma carta à candidata Ana Gomes incentivando-a a correr a Belém.

Desde muito cedo que Pedro se interessou pela política e pelo que se passa no mundo, “eu não gosto de imprevisibilidades , gosto de saber o que é que acontece à minha volta e que decisões tomam os políticos do nosso presente que vão influenciar o nosso futuro e o meu interesse pela política acaba por ser uma consequência disso”, na medida que foi crescendo, a sua ‘’curiosidade e interesse’’ foram aumentando e mais recentemente é que tem tido uma posição mais ativa.

Quando questionado sobre a posição dos jovens na política Pedro explica que os jovens de hoje interessam-se ‘’essencialmente por causas, não tanto por movimentos partidários, acho que os jovens de hoje tem opiniões, falam e merecem ser ouvidos’’, o gondomarense acrescenta que os jovens de hoje cresceram a ouvir na imprensa notícias de ‘’escândalos de corrupção, problemas no sistema financeiro e, principalmente, guerrilhas partidárias que em nada contribuíram para o progresso do país’’ e é essa descrença no sistema politico parte destes problemas que deveriam de ser mais abordados e resolvidos “e ao meu ver, é por isso que os jovens se distanciam tanto e não são tão ativos na vida política ou até nas eleições”.

Para o gondomarense o principal entrave para o desenvolvimento do país é a corrupção, “infelizmente, Portugal é um país minado por este tipo de interesses sujos, interesses em que grande parte do poder está concentrado em grandes elites, em grandes grupos económicos, ou seja, está muito centralizado”. Pedro completa constatando que por mais que os “políticos mencionem os jovens nos discursos e, por mais que falem deles, estes dão a ideia de que não tomam as decisões com base nas opiniões deles e, esse é um problema que afetará o futuro do país” dado que o “nosso futuro” passa pelos jovens.

Para o jovem de 18 anos é urgente credibilizar o sistema porque “não é só os jovens que estão descrentes, Portugal é um país com grandes taxas de abstenção” e para credibilizar é necessário a realização de reformas, mudar políticos e “daí é que surge a minha história” com a candidata Ana Gomes. A ideia de realizar a carta surge derivado ao descontentamento sentido, “enviei a carta escrita porque senti que era um meio mais particular, que tocasse mais, que fosse mais apelativo e foi uma atitude meio impulsiva, escrevo a carta numa sexta feira e na segunda estou a colocá-la no marco do correio, a resposta demorou muito tempo, mas felizmente o sentido da carta que era incentivá-la a ser candidata foi cumprido”, Pedro revela que quando viu o video da candidata Ana Gomes nas redes sociais a agradece-lo, ficou muito contente e recebeu mais de uma centena de mensagens a agradecer a iniciativa, o jovem explica que mandou a carta “essencialmente pelas causas que ela defende, pelo historial e pelo currículo. E sendo ela eleita, certamente que fará história, porque seria a primeira mulher a ocupar este cargo político”.

Quanto ao Marcelo Rebelo de Sousa, o jovem reconhece que o atual responsável pelo país realmente fez a diferença face ao seu antecessor e a proximidade com o público é um estilo característico do Presidente, mas “eu costumo dizer que com selfies, abraços e beijinhos se resolvessem os problemas das alterações climáticas, ou do racismo, ou da xenofobia, ou até dos constantes ataques aos direitos humanos promovidos pela extrema direita, acho que votaria no Marcelo, mas como não ajuda eu prefiro votar numa candidata que está bastante afincada em lutas contra esses problemas” e acrescenta ainda que “não tenho nada contra o Marcelo, pelo contrário, considero-o uma pessoa muito simpática e acessível, no entanto considero que os portugueses podem e devem exigir mais daqueles que os governam e não basta ser simpático para ser um bom Presidente”.

, , , , , ,