Obras de Souto Moura em exposição no Centro Cultural de Rio Tinto

Exposição Souto Moura em Rio Tinto - março 2016

A exposição está patente no Centro Cultural de Rio Tinto / Foto: Pedro Santos Ferreira

Foi inaugurada a 12 de março a mostra “Souto Moura em exposição”, que reúne maquetes, esquissos e fotografias de pormenor dos projetos do premiado arquiteto português, no Centro Cultural de Rio Tinto.

Diversas obras de Eduardo Souto Moura, arquiteto português distinguido com o prémio Pritzker, em 2011, estão em exposição no Centro Cultural de Rio Tinto – Amália Rodrigues.

A mostra, montada especificamente para o espaço riotintense, reúne maquetes, esquissos e fotografias de pormenor de vários projetos (casas em Alcanena, Miramar, Baião, Tavira, Burgo, Moledo e Douro, Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro, Pousada em Santa Maria do Bouro, hotel el Salzburgo e Casa do Cinema Manoel Oliveira) de Souto Moura, a par de peças de mobiliário, iluminação e ourivesaria que pertencem às coleções privadas de Francisco Braga da Cruz, Osvaldo Matos e Serafim Pereira Simões.

Eduardo Souto Moura, formado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, é um dos expoentes máximos da chamada Escola do Porto, tendo desenvolvido projetos notáveis como, por exemplo, o Pavilhão de Portugal para a Expo’98 (em co-autoria com Siza Vieira) o Estádio Municipal de Braga. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Pritzker, um prémio internacional muitas vezes chamado de “o Nobel de arquitetura”.

A exposição, resultado de uma parceria entre a Associação para o Desenvolvimento Integrado de Rio Tinto (ADIRT) e a Câmara Municipal de Gondomar, estará patente no Centro Cultural de Rio Tinto até ao próximo dia 7 de maio.

“Não é normal fazer exposições em locais com dificuldades económicas”

Parco em palavras, Eduardo Souto Moura usou da palavra para agradecer à organização e ao público que lotou o Centro Cultural de Rio Tinto na inauguração da exposição do arquiteto. “Para mim é um dia feliz. Não é normal fazer exposições em locais com dificuldades económicas, mas esta oportunidade deixa-me realizado”, disse o autor das obras expostas.

Já Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar, assinalou a presença “de uma figura mundial da arquitetura” no concelho e aproveitou a ocasião para destacar a reabertura do espaço riotintense à comunidade. “Este equipamento estava fechado em outubro de 2013. Hoje funciona aqui a Universidade Sénior de Rio Tinto, o Condomínio das Artes e um Espaço do Cidadão. Podemos dizer que valeu a pena reabrir este equipamento que ainda precisa de muitas obras”, disse o autarca.

Maria José Guimarães, presidente da direção da ADIRT, recordou a “conversa informal” que deu origem à exposição. “Tudo isto partiu de uma conversa informal entre o arquiteto e um membro da direção da ADIRT que convidou o arquiteto a expor os seus trabalhos em Rio Tinto. Esperamos que esta mostra permita que o Centro Cultural possa crescer”, concluiu a dirigente.

Guilherme Pinto, na qualidade de presidente da Casa da Arquitectura, e Conceição Loureiro, em representação da Junta de Rio Tinto, também marcaram presença na inauguração da exposição.

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