Onésimo Teotónio Almeida recordou Descobrimentos nas Conferências de Gondomar

Onésimo Teotónio Almeida - fevereiro 2018

Onésimo (à dir.) foi o orador das Conferências de Gondomar / Foto: Pedro Ferreira

O escritor Onésimo Teotónio Almeida participou na mais recente edição das Conferências de Gondomar, onde recordou a importância dos Descobrimentos e procurou desvendar o que fazer com eles.

O Auditório Municipal acolheu uma nova sessão das Conferências de Gondomar, desta vez protagonizada por Onésimo Teotónio Almeida. O escritor deslocou-se dos Estados Unidos da América para falar dos Descobrimentos ao público presente.

“Os portugueses ainda convivem mal com os Descobrimentos. No entanto, os Descobrimentos são muito mais interessantes do que julgamos. O Infante D. Henrique era um visionário. Esteve sempre interessado em ir mais além, numa época em que o conhecimento que vinha dos barcos ultrapassava largamente o conhecimento dos livros”, começou por afirmar o convidado.

Natural do Pico da Pedra, na ilha de São Miguel, Açores, Onésimo Teotónio Almeida é professor catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, na Brown University, nos Estados Unidos. Tem vários livros de ensaios e centenas de artigos publicados, incluindo vários estudos sobre a expansão europeia e os Descobrimentos portugueses, sobretudo de forma mais relevante no livro “O Século dos Prodígios”, da sua autoria.

“Os portugueses, nomeadamente no reinado de D. João II, tinham os dados mais exatos sobre a Terra, em plena época dos Descobrimentos. Em Portugal, a ciência e a tecnologia iam-se ajustando à medida que as informações iam chegando. Na verdade, entre 1419 e 1497, Portugal foi líder na ciência e na inovação”, sublinhou o escritor.

Ainda antes do período aberto ao público, Onésimo alertou para a necessidade de “contar esse período da história portuguesa, sem esquecer um ponto negativo, a escravatura”. “Claro que essa parte tem que ser contada, mas que não sirva para apagar o mérito dos Descobrimentos portugueses. Os jovens e os turistas têm que entender esta parte da nossa história”, referiu.

No encerramento, Luís Filipe Araújo, vice-presidente do Município de Gondomar, saudou também o mérito das Conferências de Gondomar e a “eloquência e vivacidade” do discurso de Onésimo Teotónio Almeida. “De facto, é importante não esquecermos o nosso passado”, concluiu o autarca.

Esta sessão foi moderada por José Ângelo Pinto, administrador do Vivacidade, que substituiu o Francisco José Viegas, que não conseguiu marcar presença nas Conferências de Gondomar.

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