Orçamento de 78 milhões de euros aprovado com votos contra da oposição

Reunião Câmara de Gondomar - Orçamento 2016

A reunião realizou-se, esta quarta-feira, na Câmara de Gondomar / Foto: DR

A Câmara Municipal de Gondomar aprovou, esta quarta-feira, o orçamento e o plano de atividades para 2016, apesar dos votos contra da oposição constituída pelas coligações PSD/CDS-PP e CDU.

A maioria socialista do executivo da Câmara de Gondomar aprovou, na sua última reunião, o Orçamento e Grandes Opções do Plano para o ano de 2016. O documento mereceu ainda uma abstenção (PSD) e três votos contra (dois do PSD e um da CDU).

Para 2016, o orçamento aprovado, num montante superior a 78 milhões de euros, “mantém as opções estratégicas definidas nas Autárquicas 2013, traduzindo-se em transparência, proximidade e políticas públicas que incrementam a qualidade de vida dos munícipes”, informa a nota de imprensa da autarquia.

Em comunicado, o Gabinete de Imprensa e Comunicação da Câmara de Gondomar destaca a manutenção da taxa de IMI como “uma opção de um regime fiscal mais favorável para o universo da população”. A decisão, segundo a nota de imprensa, tornou Gondomar no Município “que mais receita de IMI perdeu de 2013 para 2014”.

Por fim, o comunicado sublinha o condicionamento do orçamento municipal “pelo peso de uma dívida de longo prazo e pelas responsabilidades resultantes de processos judiciais e execuções fiscais”, sem esquecer a “indefinição sobre o futuro Governo de Portugal”.

“Gasto em exagero em atividades festivas”, afirma Maria João Marinho

Por sua vez, a vereadora da coligação PSD/CDS-PP, Maria João Marinho, criticou, em entrevista à agência Lusa, o “gasto em exagero em atividades festivas”. Segundo a autarca, esse investimento municipal deveria ser equacionado para a área social. 

Joaquim Barbosa considera que o executivo municipal “poderia ter ido mais longe”

Em declarações à agência Lusa, o vereador da CDU justificou o voto contra por considerar que o executivo “poderia ter ido mais longe” em campos como a cultura ou os factores de atração de turismo, através, defendeu, de um “maior aproveitamento do património quer construído quer natural e humano”. Entre as críticas ao documento aprovado, Joaquim Barbosa lamentou também a aposta “na compra de espetáculos e festas” ao invés de “investir naquilo que tem de valores próprios”.

Contudo, o vereador comunista destaca como “positiva” a introdução, de “algumas reivindicações dos presidentes de Junta nomeadamente no que se refere à rede viária”. Joaquim Barbosa sublinhou também o “empenhamento no parque escolar e no parque habitacional”.

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