Orçamento municipal para 2018 aprovado pelo PS

Orçamento Municipal aprovado para o próximo ano / Foto: Arquivo Vivacidade

Os vereadores do Partido Socialista com representação no executivo municipal garantiram a aprovação do Orçamento municipal para 2018. O documento ultrapassa os 129 milhões de euros.

O Orçamento e Grandes Opções do Plano foram aprovados, no dia 20 de dezembro, em reunião de Câmara Municipal, com os votos contra dos vereadores da CDU e do PSD e a abstenção dos vereadores do Movimento “Valentim Loureiro Coração de Ouro”.

O documento ultrapassa os 129 milhões de euros e prevê uma aposta reforçada no Ambiente e na Educação. “A situação financeira do Município continua a exigir forte determinação na consolidação orçamental, sobretudo na redução do endividamento”, pode ler-se no documento, que segue agora para votação na Assembleia Municipal que terá lugar no dia 28 de dezembro, na Biblioteca Municipal de Gondomar.

As maiores intervenções plasmadas no Orçamento dizem respeito à conclusão do projeto do intercetor do rio Tinto, à construção de novos parques urbanos e à conclusão das redes de saneamento.

Para a Educação estão reservados 15,6 milhões de euros que englobam a reformulação de quatro EB 2,3, seis EB 1 e cinco jardins-de-infância. Às obras municipais correspondem 18,9 milhões de euros que respeitam, na sua maioria à execução no âmbito do Portugal 2020.

Ao Vivacidade, Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar, ressalva o “empolamento de 28 milhões de euros relacionados com a entrada e saída do empréstimo bancário relativo à dívida à EDP”. Contudo, continua, “se tudo correr bem, chegaremos ao final de 2018 com uma dívida de 84 milhões de euros. É bom recordar que há quatro anos a dívida estava nos 140 milhões de euros”.

O edil gondomarense faz notar ainda o aumento dos apoios financeiros às Juntas de Freguesia (aumento de 10%) e às corporações de bombeiros (aumento de 15%). “Este será o primeiro Orçamento em que começa a existir margem de manobra para o Município. No entanto, isto só é possível à custa de um grande esforço negocial, nomeadamente com outras entidades”, afirma.

Por sua vez, Daniel Vieira, vereador da CDU, considera o Orçamento “muito frágil e pouco aprofundado”. “Este documento tem pouca perspetiva de futuro e não assume prioridades para o concelho. Por exemplo, o aumento do IMI, que tem um impacto de 2,6 milhões de euros, corresponde a um contributo direto dos gondomarenses em detrimento de uma gestão mais eficaz. No entanto, vemos a publicidade a receber uma verba de meio milhão de euros”, diz o autarca, que lamentou também a ausência de propostas apresentadas pela CDU ao executivo socialista.

Já Rafael Amorim, vereador da coligação PSD/CDS-PP, defende que o Orçamento para 2018 é “uma oportunidade perdida, sem visão estratégica para o próximo ano”.

“Há uma ideia de redução da dívida que não está assente num plano de redução da mesma. A redução será feita à custa dos gondomarenses, o que nos levou, entre outros pontos, a votar contra este Orçamento”, refere. “O pacote financeiro para as Juntas de Freguesia também aumentará, o problema é que aumentou também o trabalho dessas autarquias. O pacote financeiro não acompanha a dimensão de trabalho. Além disso, creio que seria necessário um bom reforço financeiro acompanhado de uma boa fiscalização”, concluiu Rafael Amorim.

O nosso jornal tentou ainda ouvir o Movimento Independente Valentim Loureiro, contudo o vereador que dá nome a esta força política não estava contactável.

Partido Socialista aumenta preço da água

A Câmara de Gondomar aprovou, no dia 20 de dezembro, o aumento do preço da água fornecida aos gondomarenses pela empresa Águas de Gondomar. A medida contou com o apoio do Movimento Independente Valentim Loureiro.

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