Parque Urbano de Rio Tinto: maior espaço verde da cidade foi inaugurada este mês

Parque Urbano Rio Tinto - julho 2018

O Parque Urbano de Rio Tinto já abriu portas à comunidade / Foto: Pedro Santos Ferreira

O dia 21 de junho de 2018 fica inscrito na história de Rio Tinto. Foi nesta data que o Parque Urbano desta cidade abriu portas à comunidade, tornando-se o primeiro de cinco parques urbanos que a Câmara de Gondomar quer criar até 2021.

“O parque é vosso. A partir de hoje, cuidem dele”, disse Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar, após descerrar a placa inaugural do primeiro parque urbano do concelho. Situado no centro de Rio Tinto, o espaço conta com 36.500 metros quadrados, que correspondem a um investimento municipal a rondar os 2,6 milhões de euros. O momento inaugural ficou marcado pela chuva que “abençoou” a abertura do parque à comunidade.

“Estamos a inaugurar este recinto no dia do 23.º aniversário da cidade de Rio Tinto. Finalmente, os riotintenses têm um verdadeiro equipamento digno desta cidade”, começou por dizer o edil gondomarense.

A obra diz respeito a uma das promessas do Partido Socialista. Desta forma, na hora de abrir o parque aos gondomarenses, Marco Martins não deixou de salientar: “todo o dinheiro que gastamos a liquidar dívidas anteriores, daria para construir mais 12 parques urbanos idênticos a este”.

Em discurso, frente a centenas de gondomarenses que não quiseram deixar de marcar presença na inauguração, o autarca recordou ainda o moroso processo de construção do Parque Urbano de Rio Tinto.

“Este sonho antigo da cidade, obrigou-nos a reverter o Plano de Pormenor para o Centro Cívico de Rio Tinto e a criar o maior projeto de requalificação urbana da história deste concelho. Hoje devolvemos o espaço à cidade, apesar de todas as críticas e tentativas de impedimento da obra. A diferença entre nós e os outros é que quando prometemos, cumprimos”, concluiu Marco Martins.

A zona envolvente do parque passou a dispor de vários equipamentos de lazer, lugares de estacionamento, um anfiteatro, uma esplanada, equipamentos desportivos e equipamentos caninos.

Nuno Fonseca, presidente da Junta de Rio Tinto, mostrou-se igualmente satisfeito com o parque, que, no entender do próprio, “vem dar nova vida à cidade”.

“Esta é uma obra para as próximas gerações e faz com que Rio Tinto deixe de ser identificada como uma cidade-dormitório. Cada vez mais temos de contrariar esse estigma e dar aos riotintenses condições para viver aqui”, acrescenta.

A inauguração do Parque Urbano ficou ainda marcada pela presença de centenas de crianças, numa plantação simbólica de árvores, centenas de alunos do concelho, do projeto Eco-Escolas.

Recorde-se que o Município de Gondomar adjudicou já a obra de construção do Parque Urbano de Fânzeres/São Cosme e pretende construir mais três parques urbanos ainda este mandato: o da Ribeira da Archeira, em São Cosme/Valbom, o Parque Urbano de São Pedro da Cova e o Parque Urbano e Desportivo de Ramalde, em São Cosme. 

Vereadores da oposição pronunciam-se sobre o Parque Urbano de Rio Tinto
Valentim Loureiro, vereador do Movimento Independente “Valentim Loureiro”
“O Parque Urbano de Rio Tinto é uma boa obra. Valoriza a cidade e o concelho de Gondomar. Foi uma intervenção bem planeada e bem construída”

Daniel Vieira, vereador da CDU
“A CDU defende um desenvolvimento equilibrado das 12 freguesias de Gondomar. Os espaços verdes são parte integrante desse desenvolvimento.

É público que a CDU defendia o Parque Urbano de Rio Tinto desde 2001. No entanto, defendíamos a inclusão da totalidade da Quinta da Boavista, o alargamento para lá da linha de caminho de ferro, a continuidade com a Quinta das Freiras e um processo de renaturalização do rio Tinto e suas margens, aliado à integração e preservação do património: paisagístico e arquitetónico.

Contudo, não podemos deixar de notar que estamos perante uma requalificação urbanística que criou um importante espaço verde, de lazer e deu utilidade pública a terrenos abandonados e degradados”

Rafael Amorim, vereador da coligação PSD/CDS-PP
“O Parque Urbano de Rio Tinto é uma obra importante que merece a nossa aprovação. Não é o nosso projeto pois gostaríamos de algo mais abrangente – que envolvesse a Quinta das Freiras e resolvesse os problemas da Feira de Rio Tinto – com mais cuidado ao nível do trânsito e da segurança para os seus utentes.

Todavia, o executivo socialista da Câmara de Gondomar tem de começar a encarar os problemas de frente e com coragem. Não pode andar a prometer que vai fazer quando ele sabe, desde 2013, qual o estado das finanças da autarquia.

A nossa prioridade são as pessoas, as empresas, a indústria, o trabalho e o emprego. Já chega do discurso do passado: primeiro foi a divida deixada, depois as dívidas judiciais, a seguir a recuperação de dinheiro comunitário, agora a EDP. A herança da dívida é, em grande medida, do Partido Socialista mas também é da responsabilidade do executivo socialista que esta no Município desde 2013″

Movimento em Defesa do Rio Tinto lamenta exclusão da Quinta da Boavista
Questionado pelo nosso jornal, o Movimento em Defesa de Rio Tinto (MDRT) lamenta a exclusão da Quinta da Boavista na construção do Parque Urbano de Rio Tinto.

“Sempre consideramos que a Quinta da Boavista deveria integrar o parque. Sem que nada o obrigasse, no primeiro mandato de Marco Martins, foi dada capacidade construtiva a parte significativa dos terrenos da referida quinta, cedendo às pretensões do proprietário e da especulação imobiliária. Essa decisão política manchará para sempre o projeto deste parque”, afirma fonte do MDRT.

Contudo, os ativistas pelo rio Tinto defendem a ideia que o espaço melhorou “significativamente” e acrescentam que o projeto “parece pensado para os mais jovens”, em tom de elogio.

Por fim, o MDRT contesta a “artificialização desnecessária”, lembrando as opções de desnaturalizar o leito, as margens da ribeira da Castanheira e a construção de um dique.

Riotintenses aprovam a obra
Angelina Resende, 60 anos:
O espaço foi bem aproveitado. Este equipamento é uma maneira de atrair as pessoas e de as entreter. Além disso, acho bem que o Município tenha dado este espaço às pessoas em vez de o ceder ao interesse dos privados”

José Pinheiro, 68 anos:
Este parque urbano corresponde às expectativas das pessoas. Está aqui uma excelente obra, só foi pena que tenha implicado outras despesas para os gondomarenses, como a subida do IMI, por exemplo”

Angélica Gandra, 58 anos:
“Acho que era necessário um espaço como este. A cidade de Rio Tinto não tinha uma zona verde e já a merecia há muitos anos” 

Rosa Pinto, 54 anos:
Ainda estou a ver o parque, mas parece-me muito bem. Era um espaço verde que os riotintenses precisavam”

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