Paulo Amado: “Era incapaz de sair de Rio Tinto. Tenho uma grande ligação à minha terra”

Paulo Amado, médico ortopedista / Foto: Ricardo Vieira Caldas

Paulo Amado, médico ortopedista / Foto: Ricardo Vieira Caldas

Reconhecido internacionalmente pela especialidade na cirurgia do pé e tornozelo, o médico ortopedista Paulo Amado nunca pensou em abandonar Rio Tinto, a sua terra natal. Nascido a 1 de setembro de 1960, o profissional começou o seu percurso académico na Escola da Boavista, em Rio Tinto, e, mais tarde, formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Atualmente, é membro da direção da Sociedade de Ortopedia, do Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos e espera, em março de 2015, apresentar a sua tese de doutoramento em Santiago de Compostela, onde se tornou mestre. Na edição número 100 do Vivacidade, entrevistamos o médico que nos acompanhou praticamente desde o início e quisemos saber mais sobre o seu percurso profissional e a sua opinião sobre os media locais.

Como surgiu o gosto pela medicina?
Curiosamente, a minha primeira opção foi arquitetura, o que não tem nada a ver com medicina. Os meus pais chegaram a dizer que eu era carniceiro porque entrei nas ciências da natureza e já gostava de fazer cirurgias. Sempre pensei na ortopedia, porque é um misto da construção dos ossos e da medicina. Ser ortopedista é especial, porque esta é uma especialidade muito cirúrgica e porque o ortopedista é um pouco mecânico, porque lida com muitos parafusos [risos].

Já passou por vários hospitais. Como começou a sua carreira?
Comecei no Hospital São João, depois fundei o Hospital da Feira e mais tarde dediquei-me exclusivamente à medicina privada. Já tinha o meu consultório em Rio Tinto e fui convidado para dirigir a ortopedia do Instituto CUF, onde estive mais dois anos, até ser convidado para ir para o Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa, em Gondomar. Esse foi um projeto que falhou a toda a medida. Recentemente integrei o Hospital Lusíadas, na Boavista.

Quando é que começaram a surgir convites internacionais?
Eu dedico-me muito à investigação científica e sou um dos cinco membros europeus do Comité Internacional da Cirurgia do Pé e Tornozelo, o único português. Isto envolve ir a muitos congressos, o que me agrada muito.

Paulo Amado, médico ortopedista / Foto: Ricardo Vieira Caldas

O ortopedista exerce a sua profissão em Rio Tinto e no Porto
/ Foto: Ricardo Vieira Caldas

Na ortopedia é conhecido pelas cirurgias dos tornozelos e dos pés…
Desde o início que tive um gosto em particular pela medicina desportiva e comecei a minha carreira no Arsenal do Bessa, que era um clube satélite do Boavista FC. Depois fui para o SC Salgueiros, onde estive 12 anos, e depois estive mais 12 anos no Leixões SC. Em junho deste ano, fui impulsionado pelo vice-presidente do Vitória Sport Clube

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