População de São Pedro assina 10 mil postais a exigir retirada imediata dos resíduos

Postais - maio 2019

A população tem estado a assinar os milhares de postais contra os resíduos / Foto: Pedro Santos Ferreira

A população de São Pedro da Cova, onde estão depositadas toneladas de resíduos perigosos, vai dirigir ao primeiro-ministro 10 mil postais a exigir a retirada dos resíduos tóxicos e posterior requalificação da freguesia.

Uma iniciativa da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova está a levar milhares de pessoas a assinar postais cujo apelo vai no sentido da remoção integral e imediata dos resíduos perigosos depositados em São Pedro da Cova.

Cada postal recorda ao subscritor a “intensa batalha pela remoção dos resíduos perigosos depositados nesta freguesia”, bem como o “inaceitável impasse na remoção dos resíduos perigosos”. “A Junta de Freguesia de Fânzeres e São Pedro da Cova não compreende, nem aceita estes sucessivos adiamentos, uma vez que o senhor Ministro do Ambiente Matos Fernandes considerou que sobre esta matéria já foi invocado interesse público. A Junta de Freguesia, aguarda a marcação das reuniões solicitadas à Agência Portuguesa do Ambiente e ao Ministério do Ambiente, para que em definitivo o Governo inicie o processo de remoção dos resíduos perigosos em São Pedro da Cova. A Junta de Freguesia continuará esta luta até à remoção total e definitiva dos resíduos perigosos”, pode ler-se em cada um dos 10 mil postais que a Junta tenciona enviar para o Palácio de São Bento, residência oficial do primeiro-ministro.

“Não descansamos enquanto a situação não estiver resolvida e vamos ter sempre novas formas de luta. É isto que queremos juntamente com a nossa população, escolas e coletividades. Estamos todos unidos por uma só exigência perante o Governo”, reclama Pedro Miguel Vieira, presidente da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova.

Desta forma, até ao final deste mês, nos edifícios da Junta, será possível subscrever um destes postais, caso haja interesse em associar-se a esta reivindicação ambiental.

“A população de São Pedro da Cova está cansada deste assunto e dos adiamentos, que não fazem sentido nenhum. É necessário desbloquear esta situação o mais depressa possível”, acrescenta o autarca.

Recorde-se que em outubro de 2014 e maio de 2015 foram retiradas 105.600 toneladas, mas, entretanto, foi revelado que existem mais resíduos e lançado um concurso, que obteve sete candidatos, com vista à retirada de 125 mil toneladas. O Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental, alocou 12 milhões de euros para a remoção total dos resíduos, no entanto, em junho de 2018 foi noticiado que a empreitada tinha sido adiada, devido a um processo judicial de impugnação instaurado ao concurso de adjudicação por um dos concorrentes que não ganhou.

Entretanto no dia 10 do mês passado, o Tribunal de São João Novo, no Porto, absolveu seis pessoas que o Ministério Público acusou pela deposição dos resíduos perigosos.

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