Presidente da Junta atento à remoção de resíduos de S. Pedro da Cova

Daniel Vieira espera ver a remoção concluída até ao final do ano / Foto: Pedro Santos Ferreira

Daniel Vieira espera ver a remoção concluída até ao final do ano / Foto: Pedro Santos Ferreira

Em entrevista ao Vivacidade, Daniel Vieira, presidente da União das Freguesias de Fânzeres e S. Pedro da Cova, garante que vai ser um “vigilante atento” à remoção de resíduos da empresa Ecodeal. O autarca lamenta ainda a falta de apoios durante o processo que se arrastou por 13 anos.

Um processo longo, com várias etapas e muitas vezes silenciado. É desta forma que Daniel Vieira, presidente de S. Pedro da Cova, caracteriza “a luta de 13 anos”, pela remoção dos resíduos perigosos provenientes da Siderurgia Nacional, da Maia, e depositados no antigo Complexo Mineiro da freguesia, entre 2001 e 2002.

No mês passado, durante a visita de Jorge Moreira da Silva, ministro Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Emídio Gomes, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), assinou com a empresa Ecodeal um contrato que garante a remoção dos resíduos até ao final deste ano.

“Sabemos que existem movimentações no terreno, mas ainda falta o visto do Tribunal de Contas. Da parte da Junta, vamos continuar atentos e vigilantes ao processo de remoção, porque as derrotas não nos desanimam e as vitórias não nos descansam”, garante Daniel Vieira.

Ao Vivacidade, o autarca mostra-se satisfeito com a remoção dos resíduos perigosos, mas não esquece o passado. “Este é um crime ambiental que foi sempre denunciado pela CDU. Quando os resíduos começaram a ser depositados a CDU não estava no poder mas denunciou a situação, porque sabíamos que os resíduos não eram benéficos para a população”, lamenta.

O presidente considera ainda que a falta de apoios atrasou o processo e espera agora ver recompensada a população de S. Pedro da Cova. “Somos os únicos intervenientes que estão presentes desde o início. Entretanto mudou o Governo, os ministérios, os secretários de Estado, o Município e até o presidente da CCDR-N. No entanto, sempre que o assunto se torna mediático surgem agentes que em nada contribuíram para a mediatização do problema”, afirma o presidente da União das Freguesias.

Contudo, Daniel Vieira sublinha que importa agora garantir a requalificação do Complexo Mineiro de S. Pedro da Cova. “Existem vários exemplos de requalificação de espaços industriais que podem contribuir para a dinamização turística e cultural de Gondomar e de Portugal. Com fundos dos quadros comunitários acreditamos que é possível uma requalificação do Complexo Mineiro e do Poço de S. Vicente”, diz ao Vivacidade.
CCDR-N assume 9,9 milhões das despesas de remoção

A empresa Ecodeal vai receber 9,9 milhões de euros da CCDR-N para retirar os resíduos perigosos das antigas minas de carvão de S. Pedro da Cova. De acordo com a análise dos contratos públicos assumidos pela Comissão de Desenvolvimento Regional do Norte, entre os dias 3 e 9 de maio, estão previstos três investimentos no valor global de 10 milhões de euros, sem contar com o IVA.

O contrato celebrado com a Ecodeal – Gestão Integral de Resíduos Industriais, SA, que ganhou o concurso público lançado pela CCDR-N, prevê, com o pagamento do IVA, um investimento de 12,2 milhões de euros.

“Registamos com agrado a reação do presidente do CCDR-N a este desafio de remoção dos resíduos”, afirma Daniel Vieira ao Vivacidade.

, , ,