Qualidade da água do rio Tinto melhorou “ligeiramente” no último ano

Qualidade Agua

Qualidade biológica da água

Em cima da mesa, está uma solução de 2 milhões euros – já avançada anteriormente pelo Vivacidade – de reencaminhamento de águas para a ETAR do Freixo. A ligação permitiria que as águas tratadas fossem lançadas num ponto mais a jusante do rio. “Essa solução só vai adiar o problema da ETAR do Meiral para a ETAR do Freixo. Também já nos falaram de outra solução que prevê a construção de um emissário que recebe as descargas das ETAR’es e coloca-as no rio Douro. Essa poderá ser a solução, porque o rio Douro já tem maior caudal e pode dissolver as descargas”, elucida Teresa Jesus.
Apesar da ETAR “já cumprir os parâmetros exigíveis”, segundo Jaime Martins, diretor geral da Águas de Gondomar (AdG), que também participou no workshop], a empresa “ continua disponível para promover o meio ambiente”. “Fizemos um pré-projeto da nossa responsabilidade e já apresentamos aos nosso parceiros. A ideia é celebrar um protocolo em conjunto e fazer uma candidatura a fundos comunitários. O projeto pode ultrapassar os 2 milhões de euros”, revela ao Vivacidade, Jaime Martins, referindo-se ao reencaminhamento das águas da ETAR.

Visita

A visita à ETAR de Rio Tinto foi promovida pela Águas de Gondomar

Para Nuno Fonseca, presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, a solução passa por “trabalhar o rio.” “O nível de comprometimento tem que ser integrado e total por parte de todas as entidades. Para reabilitarmos o rio precisamos de um conjunto de entidades que têm a sua responsabilidade. Infelizmente acho que nem todas as entidades assumiram as suas responsabilidades. Estou, principalmente, a falar das Águas de Gondomar”, esclarece o autarca.
A Câmara de Gondomar fez-se representar por Pedro Teiga, coordenador do Projeto Rios, que falou da problemática do rio e referiu que a autarquia está disposta a investir na revisão das águas pluviais. No encerramento do evento, o presidente da Câmara, Marco Martins, esteve presente e destacou a requalificação – prevista para breve – do centro de Rio Tinto, com o nascimento de um Parque Urbano e requalificação das linhas de água na zona.

“Promiscuidade entre águas residuais e pluviais fazem aumentar imenso o caudal do rio que não tem capacidade para suportar as descargas”

Com intervenção no workshop esteve também o Movimento em Defesa do rio Tinto, representado pelo porta-voz Paulo Silva, que diz existir uma “promiscuidade entre águas residuais e pluviais fazem aumentar imenso o caudal do rio que não tem capacidade para suportar as descargas.” “Quero acreditar que é possível pôr a ETAR a funcionar nos limites legais”, referiu Paulo Silva na sua intervenção. “Fiquei muito satisfeito ao ouvir o engenheiro Pedro Teiga dizer que a Câmara ia investir na revisão das águas pluviais. Esperemos que alguma coisa se concretize porque nos últimos oito anos nada aconteceu”, afirmou por fim.

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