Quebra na dádiva de sangue preocupa Associação de Dadores de Sangue de Gondomar

A sede da ADSG situa-se na zona do mercado de Gondomar (S. Cosme) / Foto: Pedro Santos Ferreira

A sede da ADSG situa-se na zona do mercado de Gondomar (S. Cosme) / Foto: Pedro Santos Ferreira

Os portugueses estão a contribuir cada vez menos para a dádiva de sangue e Gondomar não foge à regra. A situação preocupa a Associação de Dadores de Sangue de Gondomar que desde 2011 tem vindo registar uma quebra significativa no número de dádivas.

De 2011 a 2013, a Associação de Dadores de Sangue de Gondomar (ADSG) perdeu 1151 dadores. A situação é cada vez mais preocupante e segundo Vítor Freitas, presidente da associação, até agora os números de 2014 “não são animadores”.

Ao Vivacidade, o dirigente associativo aponta o fim das isenções nos hospitais para os dadores sem recomendação do centro de saúde, como uma das principais causas para a quebra do número de dadores em Gondomar. “A crise também chegou à dádiva de sangue, sobretudo com o fim da isenção das taxas moderadoras nos hospitais. Há ainda outro problema relacionado com a emigração, porque os jovens emigram cada vez mais e os portugueses estão a envelhecer”, afirma Vítor Freitas.

No entanto, o presidente da ADSG, recorda que ainda há casos de exceção. “Se eu me dirigir a um hospital para dar sangue, com uma recomendação do centro de saúde, tenho na mesma isenção das taxas moderadoras. Só não tenho se for diretamente ao hospital. Nos centros de saúde as isenções continuam”, explica.

Para contrariar a diminuição do número de dadores, Vítor Freitas espera contar com o apoio dos gondomarenses e das instituições de Gondomar nas próximas campanhas de recolha pelas freguesias do concelho. “A Câmara de Gondomar tem dado um grande apoio e cedeu-nos todos os meios que tem à disposição. Agora esperamos inverter esta tendência, até porque os dadores de Gondomar são muito fiéis e por vezes deslocam-se a várias freguesias para dar sangue”, refere.

Condições para dar sangue:
Ter peso igual ou superior a 50kg;
Idade entre os 18 e 65 anos, sendo que o limite para a 1.ª dádiva é aos 60 anos;
Ser saudável e ter hábitos de vida saudáveis;
Intervalo de colheitas para homens de 3 em 3 meses, para as mulheres de 4 em 4 meses;

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