Reabertura do processo dos resíduos perigosos de São Pedro da Cova

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Nos últimos anos, a população de São Pedro da Cova tem lutado pela remoção dos resíduos perigosos depositados na Freguesia. Após os cinco arguidos terem sido absolvidos no último julgamento pela disposição de milhares de toneladas de resíduos perigosos, a Junta de Freguesia recorreu da decisão do tribunal e o processo foi novamente reaberto.

A génese do problema surge quando resíduos perigosos provenientes da Siderurgia Nacional da Maia foram depositados em São Pedro da Cova, do julgamento inicial, os cinco arguidos foram absolvidos, no entanto, a Junta de Freguesia recorreu da sentença final.

O julgamento recomeçou novamente no dia 20 de maio, no tribunal de São João Novo, no Porto. A primeira sessão contou com o depoimento dos peritos que afirmaram que “os resíduos são muito perigosos para a saúde da população em geral e, em particular para a população de São Pedro da Cova”.

Na mesma linha, o executivo da Junta baseia-se na opinião dos especialistas e refere que é urgente fazer a retirada total dos resíduos perigosos e é simultaneamente necessário efetuar todas as perícias e todos os testes “de forma a provar, se houve ou não, a contaminação das águas e dos terrenos”.

Os representantes da Junta de Freguesia de São Pedro da Cova apelam “justiça” pelo “grave crime ambiental” que está a ser cometido na região e que os responsáveis pelo mesmo não sejam ilibados.

Os mesmos reafirmam que utilizaram todos os “instrumentos legais” para que a justiça seja feita e, sublinham que não deixarão de lutar pela saúde dos seus cidadãos e pelo ambiente.

 

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