Reabilitação Urbana discutida na APPC

APPC abraçou discussão sobre reabilitação urbana / Foto: Direitos Reservados

O projeto de reabilitação urbana de S. Cosme e Valbom, que aponta para um investimento de 87 milhões de euros, foi apresentado em junho de 2018. Depois dessa data, autarquias e técnicos envolvidos têm realizado várias sessões de esclarecimento – algo que também veio a acontecer em Valbom, mas em “dose dupla”.

Depois de uma primeira sessão realizada nas instalações da Junta de Valbom, foi a vez da “Villa Urbana” da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC). O porquê de uma dupla apresentação? Um grupo de utentes da APPC quis assistir ao primeiro encontro mas, dado que o mesmo se realizou num primeiro piso (e sem elevadores), a quase totalidade do grupo ficou à porta. Uma representante da Comissão de Residentes da “Villa Urbana” foi “carregada” até ao local do encontro e, por existirem assuntos que os elementos da APPC queriam ver discutidos e esclarecidos, ficou decidido realizar nova sessão na “Villa Urbana”, sem barreiras físicas.

São, no total, sete as Áreas de Reabilitação Urbana identificadas em Gondomar – num programa que, indica o Município, resultará numa “profunda reconversão e reabilitação urbana”, num prazo de 10 a 15 anos, associado a um investimento global de 87 milhões de euros, dos quais 20 milhões serão de investimento público.

A abertura do debate foi realizada por José Castelo Grande, técnico da Câmara Municipal de Gondomar. Salientando, no caso específico da freguesia de Valbom, que se constatam “conflitos de mobilidade, insuficiência de espaços públicos, arruamentos estreitos e ausência de passeios”, o técnico da Câmara de Gondomar deixou de imediato espaço aberto à opinião de vários residentes da “Villa Urbana”.

Inês Braga, da Comissão de Residentes, questionou as estratégias de acessibilidade, prontificando-se, com outros, a acompanhar os técnicos envolvidos na elaboração destes planos. Ou seja, mostrando-se favorável à requalificação, disse: “A existir, que seja bem feita”.

Joana Cardoso, técnica que representou a APPC neste encontro, destacou a “necessidade de se rentabilizar esta janela de oportunidade, ainda que prevista a médio prazo, para se beneficiar toda a população de Valbom… e os moradores, com paralisia cerebral, da ‘Villa’ igualmente incluídos”. Tanto mais que, destacou, “algumas das soluções necessárias para pessoas com paralisia cerebral acabam por, também, ser igualmente válidas para a população mais idosa”.

António Magalhães, igualmente morador na “Villa Urbana”, mostrava-se surpreso por ainda se pensarem em soluções de reabilitação esquecendo-s30e das obrigatórias acessibilidades. “É que ainda há políticos e decisores que se esquecem totalmente da população com deficiências, quer físicas, quer resultado da idade”, defendeu. António Braz, presidente da União de Freguesias de Gondomar, Valbom e Jovim, argumentou em resposta a realização do debate. E, destacou, “é deste diálogo que queremos descobrir formas de intervir e aturar que a todos tragam melhorias”.

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