Regresso às aulas em Gondomar planeado ao detalhe

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No dia 18 de maio, os alunos dos 11.ºˢ e 12.ºˢ anos voltaram às aulas em todo o país. Numa altura em que Portugal e o mundo enfrentam a pandemia do século, o regresso às aulas é marcado pelas medidas de proteção elevadas adotadas pelas escolas para a proteção de todos. O VivaCidade esteve acompanhar os preparativos para o retorno dos alunos da escola Secundária de Gondomar e da escola Secundária de Rio Tinto.

>Diretora de Gondomar- Lília Silva

 

Escola Secundária de Gondomar

Os preparativos para a volta às aulas de Gondomar demandaram mais do que uma semana de trabalho, já “a meados de abril, quando saiu o decreto-lei começamos a preparar a escola” refere Lília Silva, diretora da Escola Secundária de Gondomar. Tudo foi planeado até ao mínimo detalhe. Os funcionários tiveram a semana anterior ao início das aulas em treinamento intensivo para interiorizar as novas medidas que a escola tinha adotado para a proteção de todos.

Para a diretora de Gondomar todo o cuidado era pouco para a dimensão deste vírus, “foi essencial envolver todos os assistentes operacionais que estão no agrupamento e não só os que estão na escola secundária, com exceção dos jardins de infância” referiu a diretora da escola em entrevista ao VivaCidade.

Na mesma linha, Lília Silva constatou que o trabalho desenvolvido com os assistentes operacionais e com os professores “foi determinante” para receber os alunos. O plano adotado pela direção determinou a abertura de três portões. “Preparamos três entradas distintas para que as turmas pudessem já estar separadas antes do acesso ao edifício da escola”, assim o portão da Avenida 25 de Abril, o portão principal e o portão do parque de estacionamento passaram a estar abertos.

Atempadamente, foi transmitido um comunicado para os encarregados sobre qual o portão e a cor do percurso que a turma do seu educando iria seguir depois da entrada no recinto escolar. Além destas medidas, Lília Silva referiu que a escola teve a colaboração da Escola Segura “para sensibilizar os alunos” no exterior da escola, “é sempre necessário relembrar os alunos que devem aguardar no portão correspondente, mantendo a distância de segurança entre os colegas”.

À entrada, cada aluno recebeu uma máscara fornecida pela escola. “Nós tivemos o cuidado de organizá-las por dias, porque temos uma lista dos meninos que vão estar cada dia e os números são sempre diferentes” conforme o dia da semana. A diretora referiu que, à entrada no estabelecimento de ensino estão assistentes operacionais preparados para distribuir estes equipamentos de proteção e, simultaneamente, desinfetar as mãos dos estudantes. Lília constatou que a instituição também comprou uma “pistola” (termómetro) caso seja necessário medir a temperatura.

>Escola Secundária de Gondomar

 

Relativamente à limpeza do estabelecimento, cada turma vai ter a sua sala, “nunca teremos um espaço que pertence a mais do que a uma turma”. Após a troca de turmas todas as salas são colocadas a “arejar”, são limpas e desinfetadas. As casas de banho estão distribuídas por grupos de turmas, “claro que não temos casas de banho para cada turma, mas temos as casas de banho sempre para as mesmas turmas”. Lília garante que o seu estabelecimento seguiu “rigorosamente” as indicações da Direção-Geral da Saúde “fomos até aos mínimos detalhes até mandamos vedar o acesso aos urinóis na casa de banho dos rapazes, retiramos os secadores de mãos e colocamos dispensadores de papel, visto que foi o recomendado pela DGS”. A cada três salas, a escola secundária de Gondomar colocou um funcionário para acompanhar cada aluno que queira se dirigir à casa de banho.

Os estudantes dentro das salas estão separados dois metros uns dos outros. “Houve casos em que uma turma teve que ocupar duas aulas para conseguirmos manter a distância de segurança entre os meninos”, nestes casos, Lília explica que numa sala os estudantes terão o professor a dar a aula num lado presencial e na outra os alunos acompanham a aula em streaming (transmissão online via computador), “depois o professor pode continuar na sala ao lado a verificar o que uns e outros estão a fazer. Nessa circunstância e sempre que necessário, e quando indicado pelos professores, iremos colocar mais um docente a fazer coadjuvação na sala ao lado”. Por uma questão de organização, a escola decidiu colocar na parte da manhã os alunos dos 11º anos e da parte da tarde os alunos do 12.º ano, dado que os alunos dos 11º anos tem uma carga letiva mais pesada, composta por quatro disciplinas no total. Em relação à alimentação, Lília constatou que antes do início das aulas, fez um levantamento junto a todos os encarregados de educação que pretendiam que os filhos usufruíssem dos serviços do refeitório, “vamos tentar que essas refeições sejam em serviço take away”.

Para os alunos da parte da manhã que saem às 13h 20 m e que queiram almoçar, “o que nós pedimos é que eles trouxessem as suas caixinhas de casa e o refeitório disponibiliza a refeição para eles almoçarem em casa”, no caso dos alunos da parte da tarde, que vêm ter aulas às 13h 30 (10 minutos de diferença dos da manhã) “os meninos terão que vir mais cedo, vamos ter de marcar o horário da refeição e os alunos irão para o refetório com a hora marcada”, o tabuleiro já estará previamente preparado pelo funcionário. A cantina terá ainda mesas individuais, com cadeiras individuais que serão regularmente desinfetadas.

“Entre a saída da escola dos alunos da parte da manhã e os da parte da tarde a diferença é de 10 minutos, mas entram por sítios diferentes. Os que saem e os que entram, nunca se encontram”

Para Lília, a volta às aulas é uma decisão política, “não sou política, por isso essas decisões não me competem a mim, mas enquanto cidadã já é mais que tempo de regressar ao trabalho e às aulas sempre com os devidos cuidados”, a diretora da escola constatou que uma das suas maiores preocupações é que muitos alunos ficarão longe das escolas mais de meio ano.

Na sua opinião, o ensino à distância “permitiu a democratização do acesso à informação, sem isto teria sido um caos, mas não é a mesma coisa, principalmente para os mais novos”, a mesma acrescenta que os professores tiveram uma “capacidade de adaptação que foi algo fabuloso” e fundamental. Para a diretora, uma aprendizagem mais eficaz é aquela que é realizada presencialmente, porque os professores conseguem ver se os alunos estão a compreender ou não.

Quanto à comunicação entre o Ministério da Educação e as Escolas, Lília afirma que “a região do Norte teve muita sorte, porque temos um Delegado Regional excecional”, segundo a própria a comunicação foi sempre constante, “nem que fosse só para referir que ainda não havia novidades sobre determinado assunto”, houve sempre o cuidado de estabelecer uma ponte com os diretores, o que “foi muito importante”.

“Genericamente acho que o Ministério da Educação conseguiu apoiar muito bem as escolas e os professores”. 

Lília aponta ainda que houve uma informação incorreta conectada ao regresso às aulas, “a ideia de que vai haver aulas porque vai haver exames não deveria ter acontecido. Os exames decorrem do processo normal de avaliação”, a diretora explicou ao VivaCidade que “esta conexão não foi boa e dificultou muito até a nossa comunicação com os pais, porque insistentemente pais e até professores, questionavam se os filhos não vão fazer determinado exame porque é que têm que ir para a escola?”.

>Carlos Ferreira e Maria João

 

Falamos com Carlos Ferreira pai de Maria João, aluna do 11.º ano da Secundária de Gondomar para perceber qual a opinião dos mesmos quanto à volta às aulas na secundária.

Na sua perspetiva esta abertura, é o plano certo? Já devia ter sido? Devia-se suportar mais um bocadinho? Qual é a sua perspetiva enquanto pai?

Eu continuo um bocadinho na dúvida, se de facto é altura certa para se fazer a abertura da escola. Da minha perspetiva acho que já todos fomos jovens e o contacto que existe entre os jovens é difícil de pôr uma barreira. E inicialmente vai haver essa separação, mas, ao andar na rua, já se vê grupos de jovens juntos sem distanciamento social. Os professores garantem que vai haver essa segurança, o problema será nas saídas e nas entradas, e os contactos que irá haver nessa altura. Isso preocupa-me um bocadinho, mas acho que também temos que arriscar porque a vida não pode parar.

Se tivesse na sua mão a capacidade de decidir, abria ou não abria?

Sim, neste momento, abria a escola. Com todas as precauções que a DGS impôs, com as garantias que são possíveis dar. Espero é que depois haja bastante fiscalização interna para que, de facto, se evite a contaminação e que haja os procedimentos, de higienização.

Acha que a escola, em concreto, a Secundária de Gondomar, está a adotar todas as medidas necessárias e suficientes para a abertura da escola?

Penso que sim. Claro que isto é novo para todos. Pelo aquilo que a diretora da escola diz, que irão separar as turmas, a sala será sempre a mesma, será tudo limpo após utilização. Os alunos têm que voltar a alguma normalidade. E penso que este misto, que ele propõe, de algumas aulas em casa e outras aulas na escola, dentro dos parâmetros que se esperam, acho que está bem feito.

Os pais receberam algum tipo de aviso prévio, via e-mail por exemplo, sobre as medidas que iriam ser implementadas de segurança e sobre as quais os alunos deveriam proceder?

Ora bem, as pessoas ficaram um bocado sem saber o que fazer. A saída das escolas acho que foi na hora certa, a partir daí, fomos nos informando com a comunicação social. Da escola, a própria diretora tem mandado boletins informativos sobre como se deve proceder e como se vai proceder. Mal saiu a notícia da DGS que as escolas iriam reabrir a professora passou logo a informação para os pais. Portanto, sim, temos recebido essa informação e até é por esse motivo que estou mais confiante porque tudo tem sido comunicado atempadamente.

Na perspetiva de Maria João (16 anos), aluna de Ciências e Tecnologias do 11.º ano da Secundária de Gondomar:

Consideras que é altura ideal para regressar à escola?

Acredito que sim porque já estamos há muito tempo em casa, já estamos meio a dar em doidos, a enlouquecer aos poucos. E este nosso contacto, apesar de ser à distância, vai fazer com que nos sintamos mais descontraídos em relação a esta pressão toda de cumprir 2 metros distância, usar a máscara, etc. O estar em contacto com o professor, por estar à nossa frente, vai trazer uma proximidade que nos irá beneficiar.

Consideras que uma aprendizagem em casa é diferente de uma aprendizagem presencial, sentes que ganhaste ou perdeste com estes dois meses a trabalhar em casa?

Isto depende de aluno para aluno porque tem de haver responsabilidade da parte da pessoa que está a trabalhar. Da minha parte, tenho cumprido com tudo o que as professoras me têm pedido para fazer, no entanto sei que certamente há aqueles alunos que não vão cumprir ou que vão deixar acumular. Os professores estão a ter um grande papel e um grande empenho neste momento, a tentar acompanhar e aprender como as plataformas digitais funcionam e também a ensinar-nos como fazer as coisas. A ajuda deles é muito útil.

Tu e os teus colegas sentem-se preparados para os exames que se avizinham ou acreditam que os exames é algo muito precoce? Sentem que esta situação vai acabar por prejudicar o acesso ao ensino superior?

Disseram-nos que fazer o exame ou não fazer o exame, não ia aumentar ou descer a nota. Ou seja, não ia prejudicar, mas também não melhorava a nota. E havia, por exemplo, muitas pessoas que iam na ideia de terem um 14 na nota final e acharem que se tivessem 16 no exame, a nota iria subir. Mas sem essa possibilidade ficamos um bocado desiludidos. Acho que estamos preparados, mas lá está depende do professor e de como a matéria é lecionada. Por exemplo, se todos fossem como a minha professora de físico-química, estávamos bem preparados para realizar o exame, mas tenho a certeza de que há outros professores que têm outros métodos, que estão mais atrás. Portanto há sempre duas vertentes.

>Diretora de Rio Tinto- Luísa Pereira

 

Escola Secundária de Rio Tinto

Em Rio Tinto, de acordo com Luísa Pereira diretora da Escola Secundária de Rio Tinto, a volta às foi bem preparada e segundo a responsável estão reunidas todas as condições para o regresso às aulas, apesar do condicionamento do espaço e do tempo.

“Cada turma vem apenas num período do dia à escola para evitar que andem mais de transporte públicos”. Segundo a diretora os alunos do 12º ano vêm apenas três vezes à escola, “pode ser de manhã, pode ser de tarde” os alunos deste nível tem apenas as disciplinas às quais vão realizar exame.

Luísa Pereira explica que este “ano não há exames nacionais, há provas de acesso, eles apenas terão disciplinas nas quais terão exames de acesso à faculdade” as restantes disciplinas irão ser avaliadas com a nota interna. Quanto aos alunos que decidiram terminar o 12º ano, ficarão apenas com as notas das frequências.

No que diz respeito ao 11º ano, a carga letiva é “mais pesada, porque têm entre 17 a 20 horas de currículo”, logo serão mais vezes à escola, em princípio terão que se deslocar quatro vezes. “Por uma questão de espaço e número simultâneo de alunos que temos na escola, há disciplinas que se vão desdobrar em espelho. Ou seja, a turma desdobra-se e temos dois professores em simultâneo”.

Na entrada do recinto os alunos são obrigados a desinfetar as mãos e a colocar as máscaras de proteção que são fornecidas pelo estabelecimento de ensino. Luísa explica que a entrada encontra-se dividida em dois, pelo lado direito entra os alunos do 12º ano e pelo lado esquerdo os alunos do 11º ano. A saída é efetuada da mesma forma, sendo que as mãos são novamente desinfetadas.

>Escola Secundária de Rio Tinto

 

Quanto às salas de aula, Luísa Pereira refere que as salas mais pequenas vão levar menos aluno, os ginásios serão transformados em salas e os alunos terão que estar sentados a metro e meio de segurança e posicionados na mesma direção.

A responsável referiu que todos os funcionários “tiveram formação sobre a metodologia de limpeza e desinfeção de salas”, o “tempo de descontração entre aulas” é passado dentro da sala de aula. Quanto aos serviços da biblioteca e bar não irão funcionar, “na sequência das orientações transmitidas pela DGS”. Os alunos têm que trazer o seu próprio lanche. Em relação ao almoço, os estudantes que conseguirem deverão ir comer a casa, os que não conseguirem poderão comer na cantina”. A Diretora da Escola Secundária de Rio Tinto refere que a comunicação com o Ministério de Educação foi positiva, “recebemos imensas orientações, tivemos até uma reunião pelo zoom com o senhor Secretário de Estado que demorou três horas”.

Luísa Pereira refere que “como nos disse o Secretário de Estado” a volta às aulas tem a ver com o conceito dos alunos voltarem às aulas para aprender e não por causa dos exames.

Para a diretora da Secundária, esta situação trará um novo conceito. “Aqui existe, pela primeira vez, um procedimento que separa, nitidamente, a conclusão do secundário com o acesso ao ensino superior. Porque até agora, os exames nacionais faziam parte integrante da nota da disciplina”. A responsável continua constatando que até hoje, a disciplina só era concluída com o exame nacional, sendo que este “possuía um peso muito grande na nota final” do aluno, agora devido a esta situação, “o aluno que pretende ficar apenas com o 12º ano tem a nota da frequência, tornando o acesso ao ensino superior autónomo”. Para Luísa Pereira, é mais justo para os estudantes dar a oportunidade de completar a sua escolaridade obrigatória, sem os obrigar a ter exame nacional.

> Paula Alves

 

O VivaCidade esteve à conversa com Paula Alves mãe de Daniela Sousa da Escola Secundária de Rio Tinto.

Qual é a sua opinião sobre a volta às aulas, sente-se segura com esta medida?

Não, porque acho que apesar das medidas que foram implementadas na escola como o uso de máscara e desinfeção das mãos com álcool, os alunos não foram testados e há sempre possibilidade de algum dos alunos estar infetado e nem ter conhecimento disso, transmitindo o vírus para outros.

E quanto às medidas implementadas é completamente a favor?

Também não estou de acordo com as medidas que foram implementadas quanto às aulas presenciais já que este ano, por toda a situação, foi dada a possibilidade aos alunos de escolherem os exames a realizar e mesmo que não escolham realizar todos os exames, têm de comparecer à escola a todas as disciplinas exigidas pelo Ministério da Educação.

> Daniela Sousa

 

Na perspetiva de Daniela Sousa, aluna do 11ºJ:

Como é que vês esta situação? Acreditas que esta medida irá beneficiar o teu futuro?

Acho que estamos a lidar com uma situação completamente diferente de tudo o que já passamos e temos de nos adaptar a esta nova realidade. Com tudo isto acho que nos vamos tornar pessoas mais preparadas para o futuro, mais fortes cognitivamente.

Como é que tu e os teus colegas se sentem perante os exames que se avizinham?

Os exames sempre foram e vão ser motivo para os alunos stressarem e ainda para mais com aulas on-line e aulas presenciais lecionadas de maneira totalmente diferente acho que os torna ainda mais importantes e provoca tensão entre os alunos. Com tudo acho que cada um tem de fazer a sua parte e dar o seu melhor!

> Aurora Vieira, Vereadora da Educação do Município de Gondomar

 

O VivaCidade esteve à conversa com a Vereadora Aurora Vieira, responsável pelo pelouro da Educação no Município de Gondomar que comentou o regresso às aulas dos alunos em tempos de pandemia.

A responsável começa por afirmar em entrevista que todas as escolas do Município de Gondomar têm plenas condições para o regresso às aulas em segurança e que todos os procedimentos foram adotados.

Na opinião da autarca, as medidas implementadas pelo Governo foram positivas. “Não faz sentido termos estado isolados e depois proceder como se nada tivesse acontecido”, a abertura foi gradual, os passos foram dados de quinzena a quinzena. Primeiro abriu-se o comércio local, para que os primeiros movimentos fossem dados pelas famílias, “agora é a vez do regresso às aulas, que originará um crescimento dos transportes disponibilizados” devido à afluência dos alunos que regressaram às aulas.

No que diz respeito à higienização dos espaços escolares, Aurora Vieira garante que a Câmara Municipal de Gondomar realizou um plano com uma empresa que já presta serviços ao Município (certificada a nível industrial) e efetuou a desinfeção dos recintos. Tudo executado com o máximo cuidado e levado até ao detalhe. Na sua perspetiva os diretores das escolas de Gondomar estavam devidamente organizados o que facilitou todo o processo.

“Tenho uma tese, não como responsável ou como vereadora, mas como professora que sou, que é sobre como se faz as aprendizagens nas escolas. Eu não sou completamente adepta”, Aurora acredita que há várias formas de ensinar e aprender, posto isto, esta crise “foi um ponto de partida” para um novo olhar, visto que as escolas foram as instituições que se adaptaram melhor e de forma mais organizada à situação, “os professores foram os profissionais que mais depressa deram resposta e se organizaram. Foram os que tiveram que fazer uma mudança radical num curto espaço de tempo”.

A responsável explica que “antes a tecnologia era para o menino brincar e a escola colocava fora da porta da sala de aula”, mas isso mudou a partir do dia 13 de março, data em que as escolas do país encerraram devido ao COVID-19. Agora, as tecnologias são vistas com outros olhos, o telemóvel que antes era proibido, pode ser visto como um “instrumento de trabalho”.

“Andávamos há muito tempo a dizer que estávamos a formar jovens para um futuro que não sabíamos qual era. O futuro é o tecnológico é a era das clouds (nuvens), até então não sabíamos qual seria”. Com esta pandemia a tecnologia entrou na casa das pessoas, entrou no sistema de trabalho das escolas. Para a Vereadora é essencial inovar e acompanhar o evoluir dos tempos e das gerações.

Aurora Vieira espera que esta pandemia sirva para que o método de ensino seja reformulado, porque há formas mais eficazes de ensinar do que seguir apenas o livro que é apresentado nas salas de aula, visto que há formas mais eficientes para captar a atenção dos alunos. ▪

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