Rio Tinto quer segurança para os cidadãos e aponta solução para minimizar acidentes na conduta

Os trabalhos estão atualmente suspensos, aguardando os materiais que estão a ser produzidos para a reparação da conduta. Está previsto um recomeço de obras no dia 26 de janeiro para tapar a cratera causada ainda durante essa semana. Para Nuno Fonseca, a reparação não é suficiente. “A conduta vem desde a zona dos 7 Caminhos [em S. Cosme], na fronteira com S. Pedro da Cova. Entendemos que a conduta tem que estar ali, mas é necessário garantir a segurança das pessoas”, afirma o autarca. “Isto é uma conduta de abastecimento de água em alta. A água é deslocada por gravidade e este é um dos pontos mais baixos da conduta. A zona onde rebentou em 2010 era a zona de maior pressão da conduta e esta também é uma zona de grande pressão”, acrescenta o presidente, revelando alguma preocupação. “A população de Rio Tinto tem as mesmas preocupações que eu, porque sabem que pode voltar a acontecer o mesmo. Mas é o mesmo problema com os tubos de gás, ninguém pode garantir que não vai ocorrer um acidente”, alerta.

Ao Vivacidade, o ex-presidente da Junta de Rio Tinto e atual presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, revela a mesma preocupação. “O que tem que ser decidido é se se desativa aquela conduta ou se se repara. É uma questão que já colocamos à empresa [AdDP] e eles estão a analisar, para não voltar a acontecer o que aconteceu”, explica o edil camarário. “Todos os dias temos cerca de 30 a 40 rebentamentos no concelho mas são coisas mais pequenas”, indica ainda Marco Martins que faz questão de enaltecer a “coordenação excelente a todos os níveis” das entidades que acudiram à zona do acidente de 4 de janeiro. Opinião de resto partilhada pelo colega de Rio Tinto, Nuno Fonseca. “Foi excecional. As entidades que operam em Rio Tinto deram um grande exemplo de capacidade de resposta numa situação como esta.”

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