Sandra Almeida: “Os voluntários foram sempre destacados ao longo da CED”

Entrevista Sandra Almeida - janeiro 2018

Sandra Almeida, vereadora do Desporto da Câmara Municipal de Gondomar / Foto: Pedro Santos Ferreira

Um mês após o encerramento da Cidade Europeia do Desporto 2017, Sandra Almeida, vereadora do Desporto e Juventude da Câmara de Gondomar, faz o balanço de um ano dedicado ao desporto. Em exclusivo ao Vivacidade, a vereadora garante ainda a candidatura de Gondomar às duas próximas edições da Taça de Portugal de futsal. 

Foi da melhor forma que Gondomar encerrou a Cidade Europeia do Desporto 2017?
Penso que é necessário fazer um paralelismo com a cerimónia de abertura. Conseguimos fechar com chave de ouro, sendo certo que no encerramento tínhamos a responsabilidade de agradecer a todos os que estiveram connosco neste ano desportivo.

Houve um reconhecimento à equipa do Desporto, aos voluntários, aos atletas e às coletividades…
Os elementos fundamentais foram agraciados, bem como os gondomarenses. Os voluntários foram sempre destacados ao longo da CED, as comissões tiveram também uma grande importância, os gondomarenses também mereceram a nossa gratidão, bem como os embaixadores.

O associativismo também completou essa trilogia perfeita, porque abraçou o projeto desde o início. Se conseguimos realizar mais de 400 eventos, foi também em grande parte devido ao nosso movimento associativo.

Os objetivos assumidos – um evento por dia e mais pessoas a praticar mais desporto – foram alcançados?
Podemos dizer que atingimos os objetivos a que nos propusemos. Foi notório o aumento da atividade física, quer pelo número crescente das inscrições quer pela maior ocupação dos espaços públicos para a prática desportiva.

Algumas pessoas nunca tinham participado em qualquer evento e decidiram participar pela primeira vez.

Na cerimónia de encerramento, a CED foi alvo de elogios do secretário de Estado do Desporto e dos presidentes da ACES Europe e da ACES Portugal. Essas validações são positivas para a Câmara de Gondomar?
É gratificante, sem dúvida. O reconhecimento de segunda melhor CED a nível europeu foi muito bom, apesar de termos apontado ao primeiro lugar. O presidente da ACES Portugal disse que, para ele, Gondomar tinha ganho.

Fica o legado que deixamos, que ficará sempre em Gondomar. Não existia nenhuma distinção europeia em Gondomar, por isso esta tem um sabor muito especial.

Braga é a CED 2018. Têm procurado fazer como Gondomar fez?
Existe um relacionamento próximo entre as duas cidades. Eles foram connosco a Bruxelas e têm questionado sobre as dificuldades que encontramos. Confesso que os primeiros três meses foram muito exigentes, mas ao fim de meio ano percebemos que é possível fazer e fizemos bem.

Em dezembro, todos achamos que tinha passado tudo rápido demais [risos].

Dos eventos realizados, muitos deles vão ter continuidade este ano?
Tivemos sempre essa preocupação: dar sustentabilidade à CED. É incomportável fazer novamente 400 eventos, mas vamos procurar manter os maiores. Os eventos idealizados pelas associações locais irão manter-se quase na totalidade.

Em 2018, o nosso objetivo continua a ser o aumento da atividade física.

Há já algum grande evento desportivo em agenda para 2018?
O Município vai candidatar-se à organização da Taça de Portugal de futsal para 2018 e 2019. A FPF entende que o Multiusos de Gondomar é um equipamento de excelência, por isso vamos avançar com essa candidatura.

A par disso, vamos manter as caminhadas pelas sete freguesias, que são gratuitas e permitem conhecer melhor o nosso território.

Durante a CED, o Pavilhão Multiusos afirmou-se também na área desportiva?
Sem dúvida! Em termos culturais, o público e os promotores já tinham permitido perceber esse potencial. Agora somos cada vez mais procurados por todos os tipos de eventos, nomeadamente os desportivos.

À semelhança do Multiusos, a CED serviu também para afirmar Gondomar. Isso deve-se ao tipo de iniciativas que realizamos, bem como à sua diversificação.

Sentiu falta de uma unidade hoteleira em Gondomar?
Foi uma falha que tivemos, mas não dependia exclusivamente do Município. Fomos impotentes nesse aspeto e tivemos que colocar os atletas hospedados nos concelhos vizinhos. De facto, causou-nos constrangimentos.

O Banco Local de Voluntariado também teve um crescimento assinalável ao longo da CED. O objetivo é manter esse aumento na adesão de novos voluntários?
Sim, tivemos cerca de 400 inscrições só para a CED, o que representa um aumento de 50% do Banco Local do Voluntariado, face ao ano anterior. Estamos agora a tentar que este hábito de participar se mantenha. Vamos continuar a chamar os voluntários para que continuem a participar nos eventos realizados no nosso concelho.

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