São Pedro da Cova volta a exigir retirada imediata de resíduos perigosos

Resíduos Perigosos - novembro 2018

Pedro Miguel Vieira, presidente da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova / Foto: Pedro Santos Ferreira

A União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova voltou a exigir a retirada imediata dos resíduos perigosos depositados há quase duas décadas naquela localidade. De acordo com Pedro Miguel Vieira, presidente da Junta, a resolução do problema tem “interesse nacional”.  

No dia 13 de novembro, João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, admitiu, no Parlamento, que o processo de retirada dos resíduos perigosos de São Pedro da Cova está parado, estando em causa uma providência cautelar colocada por um proprietário, situação que impede a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), enquanto dona de obra, de entrar no terreno e executar a remoção.

As declarações proferidas na Assembleia da República levaram a Junta de Freguesia de São Pedro da Cova a pronunciar-se sobre o caso, em conferência de imprensa, no local onde foram depositados os resíduos há cerca de duas décadas.

“Vimos repudiar o que foi dito no Parlamento pelo ministro do Ambiente. A Junta está a acompanhar o processo e não tem qualquer informação sobre a providência cautelar que o ministro agora evoca. Por isso, vimos reclamar que se faça tudo ao alcance do Governo para se considerar este processo de interesse público, de forma a que não seja novamente bloqueado por uma providência cautelar”, disse Pedro Miguel Vieira, presidente da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova aos jornalistas.

O autarca mostrou-se indignado com o novo impedimento da remoção dos resíduos e admitiu que está a fazer “tudo o que está ao alcance da autarquia”.

“Existem duas hipóteses: ou o senhor ministro está mal informado ou há má-fé neste processo. O Governo tem todos os meios para dar relevância a este problema de saúde pública. Lamentamos que baixem os braços, mais uma vez”, fez notar, após ter admitido equacionar uma “tomada de posição pública junto da população”.

De acordo com o ministério do Ambiente, em declarações à Lusa, “aguarda-se, ainda, a decisão do tribunal para se poder avançar com a retirada dos resíduos. Os trabalhos iniciar-se-ão logo a seguir a essa decisão judicial”.

Após uma reunião com a CCDR-N, Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar, admitiu que acredita ser “um equívoco” a ideia de que é uma providência de um proprietário do terreno de São Pedro da Cova, que está a travar a retirada.

Por sua vez, José Lopes, dono de cerca de 27.650 metros quadrados dos terrenos, garantiu “não estar a dificultar a retirada” e saber que o outro proprietário “também não colocou nenhuma ação nesse sentido”.

, , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.