SC Rio Tinto marca passo no arranque da Elite

SC Rio Tinto - setembro 2017

O SC Rio Tinto marcou passo na jornada inaugural do campeonato / Foto: Direitos Reservados

O Estádio Cidade de Rio Tinto acolheu a jornada inaugural da Série 1 da Divisão de Elite e os locais não conseguiram o resultado esperado. Perderam por 1-0, frente ao Oliveira do Douro, e Benvindo brilhou com um golo de levantar o estádio.

O Sport Clube de Rio Tinto foi, no último domingo, a equipa que demonstrou maior vontade de vencer o encontro que ditou o arranque da Divisão de Elite. Assumindo-se, por isso, como a formação que mais oportunidades de golo criou, sendo que o seu adversário, o Oliveira do Douro, tentava entrar no jogo através dos lances de bola parada. Ou pela velocidade de Benvindo, um nome que representa, seguramente, um paradoxo para todas as defesas da Série 1 da Divisão de Elite. O atleta com dupla nacionalidade é um excelente jogador de futebol, fez toda a formação no Boavista e marcou um golo de levantar o estádio no fim de semana. Logo a abrir o segundo tempo, uma bola nas costas da defesa deu asas à velocidade do extremo de 27 anos. O guarda-redes da equipa da casa estava um pouco adiantado e Benvindo não se fez rogado, efetuando um chapéu de classe a Matos.

Os locais, por dentro, desequilibravam com Carlos Sousa – que é o maestro – e com Bruno Teixeira, que baixa no terreno por diversas vezes. Por fora, entra o “perfume” do número 7, Maga, e a profundidade do lateral-direito Simão – que mesmo depois dos 90’ ainda fazia piques de um lado ao outro do campo. A equipa orientada por Manuel Pinheiro explorou bastante os corredores, tentando chegar à baliza contrária através dos cruzamentos, que nem sempre foram executados com o critério desejado. E quando assim é, o sucesso fica, inevitavelmente, mais longe.

Destaque para André e Carlos Sousa, uma dupla que fortalece o meio-campo riotintense e, por consequência, o próprio jogo da equipa. Pese embora não tenha sido suficiente para evitar a derrota frente ao Oliveira do Douro. Formação visitante esta que, após o golo marcado, se limitou a defender, com um bloco baixo, as linhas muito juntas e a tentar aproveitar as transições rápidas. A partir daí, o SC Rio Tinto assumiu (ainda) mais o jogo – como seria de esperar – mas não teve o discernimento necessário para derrubar a muralha de Fabrício, que demonstrou grande segurança ao longo de toda a partida.

Nota para…
A entrada de Bruno Carvalho, mais conhecido por Careca, aos 60 minutos, substituindo Diogo. Mexeu com o jogo, pela sua intensidade. Levou cartão amarelo, mas isso nem sempre é um mau indicador. Neste caso foi sinal de energia e atitude. Entregou-se por completo ao jogo e a sua equipa saiu a ganhar com isso.

O insólito aconteceu…
Já perto do intervalo o insólito aconteceu. Os aspersores de água ligaram de forma automática, interrompendo o jogo, quase como quem diz que os jogadores precisavam do tempo de descanso. As estratégias iniciais não estavam a resultar e o nulo mantinha-se.

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