Secretário de Estado do Ensino Superior debateu estado do ensino em Rio Tinto

Diogo Augusto, Luís Rothes, José Ferreira Gomes, José Ângelo Pinto, José Ascensão, e Luísa Pereira/Foto: Ricardo Vieira Caldas

Diogo Augusto, Luís Rothes, José Ferreira Gomes, José Ângelo Pinto, José Ascensão, e Luísa Pereira/Foto: Ricardo Vieira Caldas

O “Estado do Ensino em Debate: do Secundário ao Superior”, teve, no dia 23 de maio, como principal orador o Secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, na Escola Secundária de Rio Tinto.

A presença do Secretário de Estado José Ferreira Gomes, em Rio Tinto, fez-se notar com uma visita prévia às instalações da Escola Secundária, momentos antes do evento principal.

A organização do debate foi da Associação de Pais do agrupamento e da Juventude Socialista de Gondomar e contou ainda com a presença dos oradores Luís Rothes, pró-presidente do Instituto Politécnico do Porto, Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais, Luísa Pereira, diretora do agrupamento e Diogo Augusto, ex-aluno da escola. O debate contou com a moderação de José Ângelo Pinto, administrador do Vivacidade.

José Ferreira Gomes começou a cerimónia a falar de um ensino em transformação. “A escola transformou-se nos seus objetivos e vai voltar a transformar-se. Ainda temos números aquém dos restantes países da Europa. Cerca de 50% dos nossos jovens terminam o ensino secundário com diploma. Em 1975 criou-se uma única via de ensino básico e secundário. A medida foi boa mas as soluções é que não foram as melhores”, afirmou o Secretário de Estado. “Hoje os miúdos não querem ser aprendizes de profissões”, disse ainda José Ferreira Gomes. “O maior desafio das escolas é conseguir habilitar os jovens para um emprego após a sua saída do ensino secundário, mas a sociedade tem que ser capaz de evoluir para uma nova realidade. O que pretendemos hoje é que quase todos os jovens saiam do sistema educativo com um diploma que os permita ingressar no mercado de trabalho”, acrescentou.

Para o presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais, Jorge Ascenção, a questão que se deve colocar é “como é que podemos melhorar o aperfeiçoamento do ensino dos jovens.” “Há uma excessiva cultura de competição de notas dentro das escolas que gera uma desumanização”, referiu.

Luís Rothes, pró-presidente do Instituto Politécnico do Porto, teceu elogios ao ensino público mas também privado e rejeitou a ideia do excesso de formação das pessoas. “Temos consciência que somos a 5ª instituição do ensino mais procurada pelos alunos que finalizam o secundário. O problema de entrada no ensino superior é um problema de adultos que são encarregados de educação e que têm direito à educação e ao ensino superior. A ideia de que há pessoas com formação a mais é falsa. Ter uma qualificação de ensino superior não garante mas aumenta muito a probabilidade de estar empregado e de ter uma boa remuneração. Concluir o ensino superior é positivo e essencial, é preciso perceber essa ideia em Portugal”, concluiu. O debate foi moderado pelo administrador do Vivacidade, José Ângelo Pinto.

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