Sonae vai investir mais de 60 milhões de euros na zona do “Alto Concelho”

Investimento Sonae - janeiro 2019

A Sonae quer investir mais de 60 milhões na zona do “Alto Concelho” / Foto: Direitos Reservados

A zona conhecida como “Alto Concelho”, em Gondomar, vai acolher um ‘eco resort’ com 1900 camas que começará a ficar pronto em 2023. O investimento privado supera os 60 milhões de euros.

Em causa o Plano de Pormenor das Quintas da Azenha e da Varziela que foi apresentado publicamente a 8 de janeiro, na freguesia de Melres, e cuja discussão pública decorre até dia 31 deste mês.

No dia seguinte, Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar, revelou aos jornalistas que o projeto é da Sonae que ali espera construir duas unidades hoteleiras e 150 moradias, num total de 1900 camas.

Trata-se da encosta que vai desde do parque Campidouro até Melres, em frente à Lomba, na zona denominada como “Alto Concelho”. São cerca de 50 hectares e vão ser projetadas, de acordo com o edil gondomarense, duas fases de obra, a primeira para estar concluída em 2023.

“A Sonae já desde 2008 quer investir ali. Em 2009 foi aprovado um Plano de Pormenor que, entretanto, caducou, mas a Sonae veio agora à Câmara mostrar que quer retomar investimento. A capacidade total do empreendimento turístico, que tem regime de hotel e aluguer de casas, implica 1900 camas”, disse Marco Martins.

O projeto também inclui a possibilidade de venda de lotes de terreno para construção de habitações mediante um projeto tipo.

“Se esse investimento for para a frente, como tudo indica que vai, é uma grande âncora no Alto Concelho. Se juntarmos os dois projetos [somando a este o Cais da Lixa, investimento da APDL para acostagem de navios-hotel no Douro] daqui a cinco anos vamos ter falta de mão-de-obra no Alto Concelho”, referiu o autarca.

Sem querer precisar, Marco Martins deixou claro que o investimento supera os 60 milhões de euros e estima criar “mais de 200 postos de trabalho”.

Já no ‘site’ oficial do Município lê-se que “trata-se da instalação de dois estabelecimentos hoteleiros, com o mínimo de quatro estrelas, um aldeamento turístico e um núcleo de alojamento em moradias diluídas na paisagem”.

A nota mostra estar acautelado “o mínimo de impacto visual para quem observa do rio para a margem direita do Douro”.

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