Terminados contratos com zeladores dos bairros sociais

“Com 44 anos e sem estudos não vou conseguir arranjar outro trabalho. Não vamos ter direito a fundo de desemprego porque trabalhamos a recibos verdes. Este bairro precisa de uma pessoa de pulso aqui presente e todos vêm ter comigo quando precisam de ajuda”, acrescenta a zeladora.

Vítor Loureiro, zelador do Bairro Padre Vaz / Foto: Pedro Santos Ferreira

Vítor Loureiro, zelador do Bairro Padre Vaz / Foto: Pedro Santos Ferreira

Em S. Cosme, o caso é diferente. Vítor Loureiro, anterior responsável pelo Bairro Padre Vaz, em S. Cosme, terminou o seu contrato a 15 de setembro. “Sou zelador deste bairro há sete anos. Fui despedido no dia 15 de setembro, quando fui à Câmara Municipal de Gondomar saber se renovavam o meu contrato. Deviam ter-nos avisado com antecedência. Quando saí da reunião encontrei o presidente cá fora e perguntei-lhe diretamente se achava bem o que estava a fazer com os zeladores e ele disse-me que não tinha culpa porque já nos deviam ter posto no quadro de funcionários da Câmara”, informa o vigilante. “Eu já tive que pedir insolvência porque tenho contas para pagar e estou sem trabalho. O bairro tem estado abandonado e os moradores têm apresentado queixas”, indica ainda Vítor Loureiro.

“O trabalho desempenhado pelos zeladores é muito importante”

Ao Vivacidade, Marco Martins esclarece que “desde que os contratos começaram a cessar, uns em janeiro outros em março, os trabalhos da competência dos zeladores têm sido atribuídos a outras entidades, a limpeza dos arruamentos à Rede Ambiente e a manutenção dos espaços verdes às Juntas de Freguesia, desde 1 de janeiro, por força das novas competências que a autarquia lhes atribuiu.” Na opinião da Câmara, “o trabalho desempenhado pelos zeladores é muito importante”. “Tanto assim é que não abdicámos do exercício da função”, enfatiza o presidente da Câmara Municipal de Gondomar.

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