Trabalhadores das cantinas escolares protestaram na Câmara de Gondomar

Greve Cantinas Escolares - dezembro 2018

A manifestação realizou-se nos Paços do Concelho / Foto: Pedro Santos Ferreira

Os funcionários das cantinas escolares de Gondomar, concessionadas à Eurest, estiveram, no dia 12 de dezembro, em greve, pela correta classificação de acordo com as efetivas funções e a melhoria das condições de trabalho.

O Sindicato de Hotelaria do Norte (CGTP-IN) convocou, este mês, um protesto organizado dos trabalhadores das cantinas escolares de Gondomar. A manifestação decorreu nos Paços do Concelho, frente ao edifício municipal, com dezenas de funcionários a associarem-se a esta causa.

Ao nosso jornal, João Pedro Silva, membro do sindicato, apontou como principal problema “a classificação dos trabalhadores de acordo com as funções efetivamente exercidas, nomeadamente as cozinheiras de 2ª, motoristas e preparadoras”.

“Além disso, pretendemos que a empresa [Eurest] contrate os trabalhadores a termo certo e que os transforme em efetivos. Há funcionários que trabalham há mais de 15 anos com contratos precários, porque nas pausas letivas são despedidos e depois novamente contratados. Existe uma incerteza permanente sobre a condição laboral destes funcionários”, afirma João Silva.

De acordo com o representante do sindicato, a greve paralisou o Centro Escolar da Venda Nova, Centro Escolar de Valbom, Centro Escolar de Baguim do Monte e Escola da Belavista, quatro das 15 unidades de confeção da Eurest.

Em resposta ao protesto, o Vivacidade contactou o Município de Gondomar, que através da vereadora da Educação, Aurora Vieira, fez saber que a autarquia recebeu uma delegação dos manifestantes.

“Face ao exposto pelas trabalhadoras, levaremos a cabo uma monitorização mais apertada para verificar as questões levantadas, em particular, no que diz respeito às cláusulas contratuais”, garantiu a autarca.

Vozes do protesto

Marta Oliveira, cozinheira de 3ª, Escola da Belavista
“No meu caso, a categoria não é mudada há muito tempo e não há aumento salarial há vários anos. É contra esta situação que queremos reivindicar”

Mónica Pereira, cozinheira de 2ª, Centro Escolar de Baguim do Monte
“O que reclamamos é estabilidade no nosso trabalho. Muitas das nossas colegas são despedidas e depois não são recontratadas em setembro. Além disso, há anos que não sou aumentada”

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