Tum Tum Tum: projeto já passou os 250 participantes

Os Xilobaldes têm encantado diversas plateias / Foto: Direitos Reservados

Em 2016, foi criado o Tum Tum Tum, projeto que inicialmente pretendia trabalhar 120 jovens através da músice artes performativas. Hoje, a ideia continua sediada em Gondomar, mas já tem réplicas no Porto e em Matosinhos.

De um projeto intitulado “Projet’Arte”, nasceu o Tum Tum Tum, ideia sediada no Liceu Martim Fernandes, em Rio Tinto, que promove a inserção ou formação profissional através da música. O projeto visava trabalhar com 120 jovens, dos 18 aos 30 anos, até 2019, prazo em que termina o período inicial de financiamento.

Por lá já passaram mais de 250 participantes, sendo que 21 foram integrados profissionalmente e 34 em contexto de formação profissional. Os números agradam aos responsáveis pelo Tum Tum Tum que, em entrevista ao Vivacidade, fazem um “balanço muito positivo” do impacto deste projeto.

“Trabalhamos as competências pessoais e sociais para a empregabilidade através das oficinas de música. Inicialmente, a ideia era trabalhar com 120 jovens, empregar oito deles e integrar em formação profissional 40 jovens, números que foram ultrapassados com o decorrer do projeto”, afirma Hélder Nogueira, coordenador do Tum Tum Tum.

Desde 2016, a ideia viu-se replicada fora de Gondomar e conta hoje com novos grupos musicais no Porto e em Matosinhos, sem esquecer as oficinas existentes no Centro de Reabilitação da Areosa, parceiro desde a primeira hora.

“Atualmente temos 172 participantes, mas desde o início já passaram por cá mais de 250. Podíamos ter ainda mais grupos, contudo não abdicamos da metodologia que temos com os nossos jovens. Já definimos um manual Tum Tum Tum e o objetivo passa por disponibilizar essa informação aos interessados em alargar este projeto”, acrescenta Hélder Nogueira.

Para os jovens, a música é o principal ingrediente de sucesso. De acordo com Susana Lage, produtora e monitora do projeto, esta é “uma linguagem universal que influencia qualquer um”. “No fundo, procuramos adaptar a nossa formação às características destes jovens fomentando a empregabilidade. A juntar a isso, a capacidade de termos parceiros e instituições que acreditam em nós é também muito importante para o sucesso do projeto”, reitera.

A par das oficinas musicais em Gondomar, Porto e Matosinhos, o Tum Tum Tum dispõe também de um grupo performativo, os Xilobaldes, que conta já com uma série de espetáculos agendados. O sucesso musical permitiu, este ano, o lançamento do primeiro videoclipe e poderá levar ao lançamento do primeiro disco em 2018.

O Tum Tum Tum é um projeto promovido pelo Centro Social de Soutelo e conta com o apoio e colaboração da Fundação Calouste Gulbenkian, Câmara Municipal de Matosinhos, Assistência aos Tuberculosos do Norte de Portugal, Relata Talentos e Associação Social de Silveirinhos.

 Jovens aprovam desenvolvimento de competências através da música

Numa mesa redonda com alguns dos formandos Tum Tum Tum, o Vivacidade questionou os jovens sobre o projeto e o nível de satisfação pessoal de cada um dos participantes. Estas foram as reações:

Tiago Folhento, 34 anos:

“Tive conhecimento do Tum Tum Tum a partir de um estágio que fiz no Centro Social de Soutelo. Neste momento estou desempregado mas venho para aqui ocupar o meu tempo. É um projeto aliciante que nos permite fazer música em conjunto. Além disso, tocamos vários instrumentos e fazemos Mostras do projeto”

Julian Fahel, (17 anos):

“Este projeto é uma oportunidade para nos sentirmos artistas. O Tum Tum Tum também é importante para perdermos o medo de atuar em público”

Pedro Monteiro, 35 anos:

“Acima de tudo é uma forma de podermos tocar instrumentos e aprender vários estilos musicais. É sempre bom conhecer novas realidades e instrumentos, só por isso já vale a pena. Antes era uma pessoa mais isolada, agora partilho as minhas experiências com os outros”

José Santos, 20 anos:

“Graças ao projeto desenvolvi competências. Trabalhei mas entretanto estou novamente desempregado. Gosto muito de música e foi aqui que aprendi a tocar bateria”

Jéssica Oliveira, 19 anos:

“Antes de vir para este projeto andava no grupo Batucada Radical. Tinha muita dificuldade em conviver com as pessoas e desde que vim para aqui senti grandes melhorias”

Ruben Fonseca, 21 anos:

“O grupo é um todo e isso é importante para desenvolvermos as nossas competências sociais. É um ambiente relaxado onde as pessoas podem aprender à sua própria velocidade”

 

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