Um ano de estacionamento pago em Gondomar

O estacionamento é pago no centro de Gondomar / Foto: Pedro Santos Ferreira

O estacionamento é pago no centro de Gondomar / Foto: Pedro Santos Ferreira

Opinião de comerciantes e utilizadores diverge ao fim de um ano de cobrança de estacionamento na via pública.

Desde 17 de janeiro de 2013 que o estacionamento começou a ser pago no centro de Gondomar (S. Cosme). Passado um ano as opiniões de comerciantes e utilizadores dividem-se em relação à utilidade do estacionamento pago e ao valor da tarifa.

“Eu acho que não prejudicou os comerciantes. Antes de haver estacionamento pago, por vezes, os clientes queriam vir aqui mas não conseguiam, graças aos veículos em segunda e terceira fila. Hoje isso não acontece. Há sempre a possibilidade do cliente parar o carro, fazer a compra e partir”, diz José Pereira, dono de uma sapataria situada na Rua 25 de Abril, questionado pelo Vivacidade após um ano de estacionamento pago.

Ao lado da sapataria, Juliana Nunes, gerente de uma loja de vestuário, partilha a mesma opinião. “Não notamos muita diferença. As pessoas continuam a estacionar, não põem moeda e deixam o carro em segunda fila”, afirma a gondomarense.

Contudo, os comerciantes mostram-se descontentes com a taxa de 0,85 cêntimos por hora, das 9h às 18h, durante os dias úteis. “A tarifa é um exagero, acho que deveria ser mais baixa. Quem for tomar café tem que pagar 25 cêntimos de estacionamento por 15 minutos, mais o preço do café”, refere Juliana Nunes.

Já José Cardoso, que ocupava um dos lugares de estacionamento pago, concorda com cobrança de uma tarifa “em certos sítios”, mas considera que no Souto “não era necessário pagar o estacionamento, até porque existe o parque do centro comercial”.

No cruzamento entre a Rua 25 de Abril com a Rua da Igreja, António Pimenta, de Sobrado, Valongo, considera o estacionamento prejudicial para o comércio. “As pessoas não estão dispostas a fazer compras aqui quando podem estacionar gratuitamente nas grandes superfícies comerciais. Podiam baixar os preços para 15 cêntimos de taxa mínima”, afirma o valonguense.

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