União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova entregou 10 mil postais a exigir remoção dos resíduos em Lisboa

Resíduos Perigosos - junho 2019

A remoção dos resíduos perigosos teve mais um capítulo / Foto: Arquivo Vivacidade

O presidente da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, Pedro Miguel Vieira, entregou, no dia 19 de junho, 10 mil postais na residência oficial do primeiro-ministro para exigir a remoção total dos resíduos perigosos depositados na freguesia mineira.

O executivo da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova entregou três caixas de postais, com cerca de 10 mil assinaturas das populações deste território a reclamar a remoção total dos resíduos perigosos das escombreiras de carvão de São Pedro da Cova.

Em causa está uma situação que remonta a 2001/2002, quando toneladas de resíduos industriais perigosos provenientes da Siderurgia Nacional, que laborou entre 1976 e 1996, na Maia, foram depositadas nas escombreiras das minas de carvão de São Pedro da Cova.

“No que diz respeito à iniciativa, fazemos um balanço muito positivo. Foi muito fácil chegarmos aos 10 mil postais assinados, numa medida que envolveu as pessoas, essencialmente de São Pedro da Cova e Fânzeres. Agora falta remover os resíduos. Enquanto não acontecer, vamos arranjar novas formas de luta”, promete Pedro Miguel Vieira, em declarações ao Vivacidade.

A remoção de resíduos começou em outubro de 2014, mais de 10 anos depois, tendo terminado em maio do ano seguinte, com a retirada de 105.600 toneladas.

De acordo com Pedro Miguel Vieira, o Governo transmitiu preocupação em resolver a situação, sem avançar com uma data para concluir a segunda fase de remoção de mais 125 toneladas resíduos – como crómio, chumbo e zinco.

“O que precisamos da parte do Governo é que exista mais ação e menos palavras. Acreditamos que o Governo pode evocar o interesse público da retirada dos resíduos e contrariar esta impugnação do tribunal, que tem penalizado a população, a freguesia, o concelho de Gondomar e a região do Porto”, acrescenta o autarca.

O Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental, alocou 12 milhões de euros para a remoção total e o concurso registou sete candidatos.

Em abril de 2018 foi anunciado que a empreitada terminaria este ano, mas em junho do ano passado a retirada dos resíduos foi adiada, devido a uma impugnação judicial, que deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, instaurada por um concorrente que não ganhou o concurso.

Este é um tema que tem gerado, ao longo dos anos, muita contestação da comunidade local, que já organizou diversas manifestações e vigílias.

“Além da remoção, vamos lutar também pela requalificação do espaço e pela indemnização à população”, conclui Pedro Miguel Vieira.

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