Unidade Residencial “Villa Urbana” assinalou 14.º aniversário

No dia 21 de fevereiro, em Valbom, cantaram-se os “parabéns” à Unidade Residencial da “Villa Urbana”, uma das estruturas da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC).

Em dia de aniversário da “Villa Urbana”, de parabéns estiveram, também, todos quantos há já 14 anos fazem desta a sua casa – sejam moradores ou, ainda, colaboradores e técnicos que lá desempenham funções desde 2005.

As comemorações do aniversário da Unidade Residencial “fizeram-se” com um jantar com todos os colaboradores, clientes, voluntários e, também, com a presença de Abílio Cunha, presidente da direção da Associação do Porto de Paralisia Cerebral.

O responsável da APPC destacou o facto de, nestes 14 anos, se ter sempre conseguido manter “a excelência dos serviços que se presta, quer pela qualidade da organização interna, quer pela inovação que sempre apresentamos no apoio e atendimento personalizado”. Mas, em dia de aniversário, Abílio Cunha admitiu algumas áreas a melhorar. “É necessário resolver, com uma certa urgência, a questão da reabilitação do edifício”, disse Abílio Cunha. Daí que, para breve, esteja a ser programada “uma intervenção profunda para que possamos continuar a garantir a qualidade de vida e de conforto dos residentes, mas também de todos os clientes dos restantes serviços”. Obras que, adiantou, estarão orçamentadas em cerca de meio milhão de euros…

A Unidade Residencial da APPC, situada em Valbom, é constituída por 14 habitações independentes (com tipologia T1, T2 e T3) – construídas de raiz a pensar nas necessidades de uma pessoa com paralisia cerebral. Aos seus residentes são disponibilizados todos os apoios técnicos e humanos necessários à concretização dos seus projetos de vida.
As habitações foram projetadas para resolver questões essenciais e, por demasiadas vezes, básicas da rotina diária de cada indivíduo, nomeadamente mobilidade, alimentação e higiene pessoal. O recurso a novas tecnologias de informação e comunicação permite a necessária e desejada independência.

A residência da APPC para pessoas com paralisia cerebral ou situação neurológica afim responde diariamente a 32 pessoas, mas possui capacidade instalada e autorizada para 36.

Desde a fundação da “Villa Urbana” e da inauguração da Unidade Residencial, a APPC concretizou a criação de vários outros serviços: Centro de Atividades Ocupacionais, Centro de Atividades de Tempos Livres (ATL), Centro Comunitário, Espaço Jovem, Espaço Sénior, Creche ou Jardim de Infância. “Trata-se de uma abrangência de serviços, valências e pessoas envolvidas que imprimem uma marca singular a todo o nosso projeto”, rematou Abílio Cunha.

Em dia festivo, e para animar a noite de aniversário da Unidade Residencial, de referir também que houve ainda tempo para uma atuação dos “APPSound”, banda da “casa” que junta pessoas com e sem Paralisia Cerebral.

A “Villa Urbana” pelos seus moradores
Adão Ferreira, 55 anos:

“A minha entrada na Unidade Residencial permitiu que eu fosse claramente mais autónomo, tivesse a minha própria casa e, acima de tudo, pudesse sentir o sabor da liberdade”

Armando Costa, 43 anos:
“O facto de vir morar para a Unidade Residencial melhorou a minha independência. Foi graças a essa mudança que ganhei autonomia para sair, e com rápido acesso, para todo o lado”

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