Universidade Fernando Pessoa debate estado do rio Tinto a 17 e 18 de abril

A Universidade Fernando Pessoa vai realizar o 2.º Workshop Rio Tinto: passado, presente e futuro. A conferência terá lugar nos dias 17 e 18 de abril, no auditório da universidade.

Durante dois dias, o rio Tinto vai voltar a ser debatido na Universidade Fernando Pessoa (UFP). O mote é dado pelo 2.º Workshop sobre o rio que, à semelhança da 1ª edição, vai centrar a discussão no passado, presente e futuro do principal curso de água de Rio Tinto.

O objetivo da organização passa por criar um fórum que se torne um espaço de partilha de resultados de projetos e ações, de preocupações e de saberes em torno do rio Tinto.

A 1ª edição realizou-se em 2015 e, desde então, “foi mantido um plano de monitorização de alguns parâmetros relativos ao estado ecológico do rio Tinto com a inclusão no trabalho do acompanhamento de três dos afluentes do rio (ribeira da Granja, ribeiro do Caneiro e a ribeira da Castanheira), com a intenção de clarificar alguns dos resultados encontrados e de monitorizar possíveis alterações no estado ecológico do rio Tinto decorrentes de intervenções que entretanto ocorressem”, destaca Teresa Jesus, responsável pela organização deste workshop.

Ao Vivacidade, a investigadora garante que durante o segundo período do projeto (outubro de 2015 a setembro de 2017), “não foram registadas alterações significativas no estado ecológico do rio Tinto, que se manteve entre o mau e o medíocre”. Contudo, Teresa Jesus esclarece que foi possível identificar “um dos pontos críticos para o rio Tinto, neste caso a ribeira da Granja, que apresentou sistematicamente, durante a fase do estudo, níveis elevados de poluição”.

A responsável pelo evento realça, no entanto, que apenas nos últimos dois meses do estudo tiveram início um conjunto de intervenções – construção do intercetor da ETAR do Meiral e do Parque Urbano de Rio Tinto – que “poderão contribuir de forma significativa para colmatar alguns dos problemas encontrados, quer relativamente à qualidade da água quer relativamente ao estado das margens do rio”.

Recorde-se que o “1.º Workshop Rio Tinto: passado, presente e futuro” ficou marcado pela presença da Câmara Municipal de Gondomar, Águas de Gondomar, Junta de Freguesia de Rio Tinto e Movimento em Defesa do Rio Tinto, entre outras. A organização espera contar novamente com os agentes locais envolvidos no dia-a-dia do rio Tinto.

“Este é um projeto que tem tido a colaboração de alunos da universidade que têm desenvolvido alguns dos seus projetos pedagógicos no rio Tinto”, conclui Teresa Jesus.

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